quinta-feira, 30 de dezembro de 2010



Essa época do ano é cheia de energias...definitivamente! Eu me sinto uma turista viajando por um mundo onde algumas questões que são pesadas o ano inteiro, nesta época perdem sua força. Acho bacana a mobilização do mundo inteiro por uma causa. Isto mostra que temos força. embora usemos nas ocasiões menos importantes, para nos unir para um unico motivo, em termos de mundo, e fazer coisas acontecerem como natal e reveillon. Me deixa de certa forma com esperanças na humanidade.

Eu não comemoro virada do ano padrão de 31 de dezembro. Prefiro realmente trocar de ano junto com a natureza no equinócio mas gosto da energia que circula.

Olhando para trás, aqui dentro mesmo deste blog eu pude ver inúmeras resoluções de ano novo (cristão de 31 de dezembro) se registrarem e se perderem...isto me deixa saudosa e ao mesmo tempo feliz.

De qualquer forma, isto tudo representa um ciclo que termina e outro que começa. Cada vez que colocam um ponto final no ano, fecha o ciclo e outro se inicia. E eu simplesmente adoro novos ciclos! Eles são repletos de oportunidades, perfeitas páginas em branco para se escrever poesias e telas para se pintar paisagens magnificas!

Novos ciclos são oportunidades de organizar e mudar destinos e por isto tem um brilho todo especial: um brilho de vitória.

Mas para esta "vitoria" acontecer precisamos aprender a conquistar o ciclo em todas as suas fases e vivê-lo de forma a acrescentar novos ingredientes a esta nossa vida. E isto significa alguma coisa como olhar tudo com olhos curiosos de aprendiz e apreender as informações de maneira a acrescentar positivamente em nossa caminhada nesta terra.

Talvez o ciclo que vc abre no próximo mês, e que vai durar talvez uns bons 365 dias não sejam cor de rosa. Talvez hajam lutas, perdas, decepções e até fracassos. Talvez tudo isto aconteça sim. Ao mesmo tempo que suas vitórias, sucessos, ganhos e alegrias se faça acontecer também.

Talvez aconteçam, o que é naturalmente normal, coisas que podemos chamar de boas e ruins. Juntas no mesmo ciclo de 365 dias. E neste sentido de totalidade e dualidade é que preciso dizer: antes de qualquer rotulação para seu destino, vamos acreditar em nós mesmos, po poder do lapis que traçará os poemas no papel ou o pincel que definira o quadro branco. Acreditar na evolução e no crescimento acima de tudo.

Entender que não é privilégio para poucos escolhidos, sofrer e muito menos ser feliz. Isto é condição de vida e basta estarmos respirando aqui neste planeta azul para termos este duo ao nosso lado integralmente.

Entendendo que os aspectos bons e ruins serão nossos companheiros nestes ciclos talvez até os nossos ultimos dias, teremos condições de vivencia-los construtivamente. Aprendendo tanto com as coisas boas quanto ruins que nos visitarem no decorrer dos dias.

Isto é viver. O ciclo está ai surgindo e nossas espectativas em relação a ele também. Não vamos pensar em finais felizes de novelas e ficar sentados esperando a vida acontecer como na TV. O grande diferencial deste novo ano que está sendo proposto é a nossa própria capacidade de fluir. Não vamos perder esta oportunidade de aprendizado.

Que saibamos todos sempre fluir quer seja em ares aprazíveis ou não. Aprendendo esta receita, nossa capacidade de viver vai ganhar todo o brilho necessario para atingir todas as metas. Sem medos, fluindo e sempre!

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

De uns tempos para cá tenho procurado a arte dentro de mim e estou encontrando no oficio que sempre me deu muitos aprendizados na mesma proporção de vitorias pessoais: a musica.

Para começar a contar a historia vou para o final dela: hoje fui fazer teste para um coral local e não passei por motivos obvios como voz destreinada e técnicas esquecidas. Foi muito interessante e rico entrar em um conservatório depois de 6 anos. Aquele ar de antiguidade e sabedoria continua sendo o mesmo e o silencio mais melódico que a tempos eu não ouvia estava lá...sim, ele ainda está lá.

Fazer as vocalizes, embora integralmente eu não tenha curtido como deveria alguem que ve um amigo que a muito não encontrava, foi um momento a parte. Encontrar o meu soprano estridente, perdido, sem foco e ver que as notas baixas ainda continuam sendo misteriosas e imperativas.

Foi interessante também ser testada. Há muito tempo eu não sentia essa sensação de analise de voz, um regente no piano ouvindo minhas notas (muitas erradas) e a sensação de fluir que a musica pode trazer. Lembrando agora uma emoção quase monástica entra dentro de mim tentando me fazer chorar.

A música sou eu. Inteira e lesada; feia e bonita;morta ou viva. A música esteve em mim antes mesmo de eu saber quem eu seria quando ouvia os discos da minha mãe e aprendia as notas musicais de introdução das músicas do rádio. De alguma mágica forma a música permeou minha adolescencia antes mesmo da poesia e assim foi formando meu ser até o dia em que me mudei de cidade.

Talvez este silencio todo que a falta das notas altas e líricas me fechou. De alguma forma muito assusadora hoje pude sentir um pouco mais de mim mesma sendo colocado para fora, libertado...expressado.

Mas ainda que a música tenha feito morada nos meus dias nunca foi fácil chegar perto dela. Eu me lembro bastante da minha primeira tentativa mais "profissional" de cantar. Nada a ver com bares ou shows pois sempre fui dramatica demais para não gostar do lírismo. Mas foi o primeiro e mais doído não que eu recebi quando tentei entrar em um grupo e o regente me disse que não tinha voz boa.

Talvez se eu não tivesse essa resiliencia toda teria desistido na primeira mas a única desistencia que tive foi do grupo e no dia seguinte, para esclarecer se cantava ou não bem, me matriculei pela primeira vez (de muitas) em um conservatório.

Realmente eu não cantava nada...mas depois cantei. Depois a voz se soltou de tal forma que era impossivel não deixar escapar nas notas, pequenas doses de emoção. E como eu fui feliz naqueles dias...

Depois vieram os casamentos, os corais, os corais que viajavam para fora do pais, as aulas para um grupo de meninas e toda extensão do meu amor pela musica se fez ali...naquele cotidiano pequeno e quase escondido da minha vida mas que era suficientemente grande para me completar.

Quando eu achava que nada mais surpreenderia a minha vóz se extendeu para o soprano! Eu me lembro que ficava maravilhada com a possibilidade de alcançar altas notas que até então me pareciam distantes. Quem me ouve falar tem certeza sempre de que sou contralto...e alcançar notas de escala soprano era algo muito parecido com auto superação...a música me queria em todas as extensões...

Depois de mudar de Estado, junto com a correria em busca da própria vida e condição de mantê-la, isto tudo ficou lá dentro, guardado, esquecido mas latente. E como só eu mesma poderia ser, após um  pequeno período de stress acabei me deparando com ela, a musica, sorrindo e me chamando para cantar com ela novamente as valsas alegres e fluidas que tem para me oferecer.

E eu peguei a mão dela e fui parar hoje, dentro de um conservatório onde tudo fez sentido. Não vou deixar de ser arquiteta de informação e não vou deixar de escrever artigos e planejar livros e enfim, nada vai mudar a não ser pelo novo espaço, gasto talvez com inutilidades da TV ou comilanças exageradas, que será destinado a musica.

Hoje foi um dia atípico e impactante...um dia que quebrou um paradigma e me mostrou uma outra face minha que precisa estar de volta para que eu seja completa e fluida. E talvez a minha historia não seja mais imagem e texto...no silêncio...talvez a minha história a partir de agora começe a ter trilha sonora.

domingo, 21 de novembro de 2010

Olhando ao redor eu vejo vazio. Ausencia. Falta de acessos. Alguma pedra em algum momento do caminho foi grande o suficiente para cobrir toda a paisagem adiante.

Só resta o olhar no horizonte já percorrido, a certeza de não poder percorre-lo novamente e a estranha apatia que a paralização traz para os rostos talvez cansados, talvez curiosos.

É um inicio de manhã sublime e esquecido onde a contagem das horas se dá pela recapitulação das lembranças que ainda restam do passado antigo. Existe também um silencio. Auto indulgente e mortal que paira sobre os dias atrás da pedra que impede o caminho.

E ao passar do tempo um nó na garganta surge sem intenção de sair ainda que as lagrimas constantemente brotem. Ainda há o nó que fala por si todas as palavras que não podem ser ditas Segue a sublime solidão.

E a verdadeira inquietação é a presença de tamanho obstaculo para continuar a aventura sem a menor condição de retira-lo dali. As mãos vieram vazias, sem cordas ou estacas e a cabeça já esqueceu como criar saidas.

Por um momento, nestes longos dias de espera, onde toda as tragetórias tomadas se fizeram presentes dentro das tentativas de prosseguir, um toque na grande pedra sem querer acontece dando inicio a magica da transformação. Tal qual um alquímico em seus experimentos a pedra se torna porosa ao toque e o olhar surpreso compreende que ela é apenas um véu.

Nesta descoberta todo o corpo se projeta para a pedra que se dissolve e abre a paisagem radiante e linda que se espera percorrer. É um mundo novo se abrindo numa tarde de verão esperando ser explorado.

domingo, 17 de outubro de 2010

Desde pequena...a lua...

 



















Essa mulher me deixou com vontade de cantar quando eu era pequena...e eu ficava cantando esta musica para minha irmã e minha prima dormir e atrapalhando o sono dos demais da casa...talvez esta tenha sido a musica que deu inicio a minha vontade de aprender a cantar e a continuar cantando...

...e talvez eu precise escrever estas coisas, deixar a letra e o video aqui para eu me lembrar da quantidade de coisas que tenho esquecido ou deixado para tras...talves um pouco da minha vida esteja se esvaindo nesse torpor todo...e talvez eu esteja começando a perceber que quero tudo de volta...

Se tem luar no céu
Retira o véu e faz chover
Sobre o nosso amor
Chuva de prata que cai sem parar
Quase me mata de tanto esperar
Um beijo molhado de luz
Sela o nosso amor
Basta um pouquinho de mel prá adoçar
Deixa cair o seu véu sobre nós
Oh, lua bonita no céu molha o nosso amor
Toda vez que o amor disser: Vem comigo!
Vai sem medo de se arrepender
Você deve acreditar no que é lindo
Pode ir fundo, isso é que é viver
Cola seu rosto no meu, vem dançar
Pinga seu nome no breu pra ficar
Enquanto se esquece de mim
Lembra da canção
Toda vez que o amor disser: Vem comigo!
Vai sem medo de se arrepender
Você deve acreditar no que eu digo
Pode ir fundo, isso é que é viver
Chuva de prata que cai sem parar
Quase me mata de tanto esperar
Um beijo molhado de luz
Sela o nosso amor
Enquanto se esquece de mim
Lembra da canção
Oh, lua bonita no céu
Banha o nosso amor...

sábado, 25 de setembro de 2010

Sempre que eu leio Anam Cara (um livro de sabedoria celta) eu fico reflexiva...Anam Cara em gaélico significa amigo da alma. É uma das mais profundas e sinceras formas de ser amigo...

Eu tenho amigos. Poucos...aliás pouquissimos pois a pré seleção é rigida e só os fortes sobrevivem. Mas isso não significa em hipótese alguma que não seja amiga de várias pessoas. Nossa...graças aos deuses do tempo e espaço sou amiga de pessoas em váriadas partes do mundo e dos mais diferentes tipos de personalidades.

Sabe como eu percebo que a pessoa começa a me considerar amiga: quando ela me conta seus dilemas e eu empaticamente tento entender e acabo sempre, numa tentativa de resolver a vida dos outros, dando idéias, conselhos e contando historias baseadas em parabolas...sim...se a dificuldade no entendimento da minha mensagem fica complicada, eu uso o artificio da metáfora e da parábola...as vezes funciona...sou nerd né...nem sempre consigo a sutileza de acertar o tom da mensagem para o tipo de ouvinte...

Mas o fato é que eu gosto mesmo de ser amiga das pessoas. Gosto. Juro que me importo com as historias que me chegam e entendo, de certa forma (apesar de ter um modelo particular de enxergar a vida), os sentimentos que me passam e no que minha paciência espanhola permite, acolho as pessoinhas e tento fazer o melhor que posso para que se sintam bem.

É claro que nessa maré de pessoas sempre tem aqueles chatos que não consigo ouvir e nem gostar de nada que venha deles...claro...aquela coisa de santo que não bate...ai realmente eu tenho que sair da linha de visão pois essa pessoa que escreve aqui para madre tereza não tem absolutamente nada. Não queiram me ver com indigestão causada por comentários infelizes...enfim...sou um caso raro de chata com muitos amigos. Agradeço a todos que me aguentam!

Mas na verdade, sobre meus infernos, temores, sonhos e vitorias poucos destes que citei acima, participam. Este é um container especialmente projetado para ser aberto somente a amigos meus. Não é todo mundo, desta vasta quantidade de pessoas que passam pelos meus dias que sabem sobre este cofre...

...na verdade eu entendo sabe...a um tempo atras eu ainda me incomodava com esta troca de idéias muito mal balanceada onde eu dava muito da minha empatia e recebia quase nada. Hum...hoje isto pouco me importa e é com prazer que ouço, palpito e acompanho muitas historias de pessoas que sequer sonham com meus longos e tenebrosos momentos sombras e descidas a infernos.

Acho que deve ser porque os amigos que tenho, que considero parte da minha vida neste mundo e de toda a eternidade, são tão meus, que eu amo tanto e confio, que me bastam. Eu amo os amigos que tenho pois são as pessoas mais importantes e cruciais da minha vida e sempre, onde eu estiver, a hora que for, como for eu sempre poderei contar meus infernos e eles ouvirão com o coração. Pode ser que muitas vezes nenhum deles acerte a medida da solução para as coisas que tiro do container e trago para eles observarem, mas com certeza dão o seu melhor para mim: sua vontade de participar da minha vida...e olha que fantástico: sem nada em troca!

Eu os escuto também e nestes relacionamentos há uma real troca de historias e vida. Eu cresço com eles. Ao ouvir e falar. E olha que muitas vezes, dada a complexidade desta Iris confesso que não deve ser fácil ser meu amigo.

E eu me sinto tão grata por estas 2 ou 3 pessoas que detem o conhecimento real das minhas histórias, fazerem parte dos meus dias e poder dividir com elas as dores e prazeres que realmente me sinto lotada. Lotada de amizade.

Talvez essa sensação de "full space" me dê forças para continuar, ainda que seja naqueles dias em que tudo deu errado e que eu só queira um copo de vinho e um colo, respirar e ouvir as historias das pessoas que me consideram suas amigas...elas me ensinam tanto também.

Eu gosto disto sabe...gosto de saber que é um ciclo fantástico, que aumenta dia a dia e traz, ainda que o dia a dia seja cruel e obtuso, a sensação de estar em casa. Sempre...e ainda que a casa falte, a certeza de que terei um lugar para ir.

Que os deuses os levem na palma de suas mãos. E o vento sobre leve a suas costas. E a estrada se abra a seus olhos. Hoje, amanhã e em todos a eternidade. Amigos.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

As vezes eu me acho uma farsa...geralmente são nos dias que estou com fome (em dieta), ou de alguma forma meu equilibrio distante foi alcançado por algum lunático pretencioso (ou pretenciosa). Hoje realmente não sei qual o motivo só sei que está tudo louco e fora do formato...

Fiquei praticamente a tarde toda trocando e-mails com uma professora da Poli/USP por causa de IHC (Interação Humano Computador), do meleco do Nilsen e da chatice que amo chamada arquitetura de informação...enfim...achei bem surreal porque a professora era mó gente boa me dando mó atenção...deu vontade de fazer engenharia...acho que isto me fez sentir uma farsa pois o que aplico no meu trabalho, diariamente, não é nem a metade das coisas aplicáveis em sistemas ou interfaces web. PRIMEIRO PONTO.

 
Depois conversando com um colego sobre nerds e geeks descobri que meu perfil é total nerd e nada geek. Segundo ele geek tem uma atitude positiva e simpática com apetrechos tecnologicos, quadrinhos e games. Eu não sei usar nenhum celular neste mundo, leio ainda o manual do meu carro, games eu não consigo jogar pois sou um tipo extremamente descoordenado e finalizando gibis para mim só turma da Mônica. Só me sobrou, graças a minha atitude sabe-tudo de um QI acima de uma média comum aliado a um ululante TDHA, a faixa nobre de um Nerd. Sinceramente os nerds q povoam meu imaginário popular são feiosos, magrelos, dentuços e usam óculos fundo de garrafa...Eu me sinto uma criatura de outro mundo pois tenho meus encantos e meus hiper maxi pesos a mais... SEGUNDO PONTO.

E tem também o fato de eu ter um cronograma e uma linha do tempo totalmente particular, por exemplo: eu conto minha definitiva mudança de cidade desde o momento que aceitei a cidade então, fazem 2 anos e os sinais desta "mudança" estão, entre eles: término de namoro com namorado da outra cidade, crítica diminuição de afazeres na cidade antiga o que leva a menos deslocamentos até ela, aceitação da cultura e educação da cidade atual e o principal total controle da vida e dos afazeres no local novo. Embora eu esteja efetivamente morando a 6 anos isto ainda me parece totalmente indiferente visto que minha cabeça aquariana só pousou nesta terra a 2 anos...TERCEIRO PONTO


Essa incrível e chata sensação de estar fora do escopo me inquieta sabe...dá bem vontade de sair correndo até encontrar o fio da meada perdida...enquanto isso não acontece fico com saudades de tudo e de nada e uma crescente intenção de voar...para onde? Não sei. Talvez para o lugar em que eu estou pousada neste exato momento em que sinto tudo estranho e irreal...

sexta-feira, 27 de agosto de 2010


 Sobre pessoas que são e sobre pessoas que não são o que são.

De fato, em algum ponto da vida, a gente percebe o mito que gera o equivoco que rompe o laço e desata nós...
...e nós mesmos acabamos por curar esta ausência própria que chega a ser mais psicologica do que física e conforme o tempo passa, nos damos conta deste fato.

Em algum momento da nossa vida...aleatóriamente a gente compra uma idéia, veste e cria um personagem e passa ,senão anos, a vida toda com esta indumentária descolada que achamos ter adquirido. E isto pode acontecer multiplas vezes em vários âmbitos e aspectos da vida e, quando chega um determinado ponto, nos damos conta que não sabemos quem somos e não conhecemos absolutamente nada nem sobre nós e muito menos sobre aquela pessoa que esta ao nosso lado, trilhando a mesma trilha, porque ela também não "é".

O que eu quero dizer sobre isto...eu acho...enfim, é sobre o plano de ação que a gente dá para nós mesmos. Temos alguns objetivos que permeiam boa parte de nosso ciclo nesta terra e ao longo desta trilha vamos absorvendo novos ou modificando aqueles que já não cabem mais dentro da proposta inicial (o tal objetivo primeiro).

Mas sei lá...quando a gente começa a escolher coisas, buscar metas e criar nossos caminhos, invariavelmente perdemos o principal: o "nós mesmos". Acho que ficamos tão doentes pela possibilidade da vitoria pessoal que esquecemos este detalhe importante que é permanecer dentro da história. E sabe a coisa mais doida disso tudo? Permanecer na história é mudar constantemente o tempo todo até o ultimo dia de nossas vidas! Louco né?

Mas é simples: quando nos mudamos nos tornamos cada vez mais nós mesmos e nossa essência. Quando mudamos assumimos como propósito o fluxo da vida e fluimos com ela de forma natural. Já não acontece a mesma coisa quando "não mudamos" pois estagnados a vida flui...mas não vamos juntos. Sentimos e vemos coisas e pessoas passarem por nós, muitas vezes em velociadades assustadoramente altas, e não acompanhamos.

Quer saber por quê? Porque muitas vezes, talvez a maioria delas, não conseguimos abandonar o personagem. Sim...aquele mesmo que criamos ao longo de nossas vivências. O tempo vai passando e o nosso "eu" legítimo quer assumir e temos 2 escolhas: amadurecer encarando nossas verdades pessoais ou ver a vida fluindo sem nossa companhia por estarmos totalmente atados às nossa inverdade pessoal.

E eu não chamo de inverdade mentir idade, estado civil ou herança cultural e sim omitir de todos e principalmente de nós mesmos a nossa essência (gostos, ética, sonhos, etc). Aquilo que adquirimos ao longo dessa nossa trajetória neste planeta maluco.

Mudar não tem mais a ver com estranhamento e novidade do que sinceridade e autenticidade de ser. Mudar nem é tão radical quanto real.

Mudar é deixar para traz a imaturidade de alguns mitos adquiridos com pessoas e épocas e criar nossa própria mitologia pessoal adquirida, nada mais nada menos, pelas nossas vitórias, derrotas e aprendizados. isto é fluir. Junto com a vida, com o meio, com si próprio

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Pangur Ban

Messe ocus Pangur Bán,
cechtar nathar fria saindan:
bíth a menmasam fri seilgg,
mu memna céin im saincheirdd.

Caraimse fos (ferr cach clu)
oc mu lebran, leir ingnu;
ni foirmtech frimm Pangur Bán:
caraid cesin a maccdán.

O ru biam (scél cen scís)
innar tegdais, ar n-oendís,
taithiunn, dichrichide clius,
ni fris tarddam ar n-áthius.

Gnáth, huaraib, ar gressaib gal
glenaid luch inna línsam;
os mé, du-fuit im lín chéin
dliged ndoraid cu ndronchéill.

Fuachaidsem fri frega fál
a rosc, a nglése comlán;
fuachimm chein fri fegi fis
mu rosc reil, cesu imdis.

Faelidsem cu ndene dul
hi nglen luch inna gerchrub;
hi tucu cheist ndoraid ndil
os me chene am faelid.

Cia beimmi a-min nach ré
ni derban cách a chele:
maith la cechtar nár a dán;
subaigthius a óenurán.

He fesin as choimsid dáu
in muid du-ngni cach oenláu;
du thabairt doraid du glé
for mu mud cein am messe.

Pangur Ban foi escrito no século 8 por um monge irlandês sobre o seu gato. Pangur Ban, na tradução ficaria algo como "completamente branco", e este é o nome do gato. Em oito versos de quatro linhas, o autor compara as atividades do gato com os seus próprios propósitos acadêmicos. E isso é bacana de ver que coisas simples podem se tornar, aos olhos mais observadores, estudos sistemáticos e filosóficos.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

















QUEZÁIS
Non sei por qué me deron esta mañán vidrada
chea de alas de pomba.
Foi, se cadra, un grande anxo esquencido que tivo
dó destes ollos cansos.

Non sei por qué me deron esta tarde tan cenza
cunha fonte no medio.
Quezáis nunha batalla sin nome oiéu a Virxe
voz que Ela conocera.

¡ esta noíte baixiña con mil ventás acesas,
e baixo dela un leito!
Quezáis Deus, tendo dó da noite que hai en min,
varióu soles e mundos...

Xosé Mª Díaz Castro

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Uma vez um árabe não foi com a minha cara. Eu realmente não entendi muuuito bem o motivo pois na época, geralmente, antes de eu sair da faculdade (que fique claro), eu era simpática para uma quantidade grande de pessoas de diversas nacionalidades inclusive armênios, alemães e coreanos...mas enfim ele, o árabe da mesquita, não foi com minha cara nas 2 primeiras vezes que fui orar na mesquita.

Não contente, acredito mais que por questões de bairrismos e solidariedade masculina, o sheik amigo dele também não me gostou, e não tô querendo dizer de gostar para me levar para o harém dele...nada disso..tô falando da coisa toda da simpatia e empatia com a pessoa turista...mas enfim...super unidos não poupavam esforços para me deixar desconfortável e eu, meio anta, achava que fazia parte do jeitão deles...

Ainda hoje este ocorrido me intriga...E olha, nem fui eu quem matou a barata que resolveu comungar do alcorão conosco, certa ocasião (obviamente foi uma brasileira daquelas beeeeem brasileiras) na época eu passava tranquilamente por uma mina árabe (embora com mini nariz), grega, portuguesa e italiana (não me perguntem como)...quase ninguém me achava brasileiríssima. Por isso eu entendo menos ainda...se eu nem parecia turista de acordo com alguns locais pq eles não gostaram de mim?

Bom enfim...cheguei a ir até a mesquita algumas vezes, talvez não tenha fechado um mês por conta da clara indisposição do árabe e seu mano sheike em me "agregar"(gente...sheik num tem esse glamour todo da TV não...pelo menos aquele lá não...era obviamente rico e sheik...mas uma coisa bem diferente do que hollywood quer passar...fiquem certos). Mas a história culminou de forma engraçada. Numa manhã, um casal de japoneses muçulmanos que eu eventualmente conversava meu rídiculo árabe made in china e em um dos papos falavamos de musica, por conta disto acabamos trocando informações sobre nossas formações musicais.

Na época eu estava ainda cantando (é...hj eu dublo meu pensamento) pois era muito recente o término dos meus estudos em canto lirico e enfim...me convidaram para vestir uma daquelas roupas árabes de menina solteira e cantar uma canção em uma determinada cerimonia.

Não preciso dizer que dei pulinhos mentais de alegria e curiosidade e aceitei na hora. E lá vai dona Iris ensaiar uma musica religiosa adequada para a ocasião.

Musica ensaida, roupa devidamente preparada e jóias e maquiagens devidamente ambientalisadas lá vamos nós, no carro dos japas mulçumanos, até a igreja/mesquita/seilá, fazer as apresentações.

Porém houve um problema de comunicação sério dentro desta empreitada: os meus colegas japas não haviam avisado o sheik e seu colega. Quando descobriram, a praticamente minutos antes e eu me apresentar, me baniram claramente, incluindo a apresentação, do clã.

Resultado da historia: uma tiazinha arábe ( que para mim parecia mais cigana mas enfim...) cantou um canto lindo e eu fiquei quietinha assistindo e ouvindo com toda a indumentária arabe e depois, milhares de pedidos de desculpas dos coleguinhas desavisados que me fizeram o convite.

Bom...logo depois fui embora, nunca mais fui a uma mesquita  e meu mini-árabe está totalmente erradicado da minha mente inquieta. Lamento não ter tirado fotos com a menina síria super legal que me ajudou a montar a árabe perdida dentro de mim e infelizmente, mais uma das minhas insólitas aventuras permanecem no âmbito da minha cachola.

Por quê estou contando esta história? Porque ela tem uma lição que fala muito alto sobre  tipos de temperamentos. Por mais que vc tente ser a mais inserida nos contextos ainda vai ter um tipo de sangue mais quente (ou menos quente) que o seu para não curtir seus atos e te banir automaticamente de seu clã sem você ter feito absolutamente nada contra a criatura...é a parada do santo não batendo no decorrer do percurso...

Quando isto acontece te falo que se descabelar não rola...chorar muito menos pq não resolve e as vezes a idéia besta de chegar na pessoa e perguntar "qualé que é" é realmente muito besta e merece ser deletada da lista de possibilidades de aceitação.

Toca o barco pois isto é uma coisa que vai acontecer mais dia menos dia, ainda que sejamos a diplomacia ambulante...afinal...todo mundo no mundo todo é muito particular e não há possibilidades de mudar esta verdade... e se a gente pensar nem precisa sair da nossa rua para testar esta realidade.

Por mais revolta que possa haver dentro do coração vamos permanecer educados, sorrir gentilmente e aceitar o não pertencer...se não rolar paciencia para sorrir, caia fora. Até porque a gente nunca sabe que tipo reação completamente diferente pode acontecer. Aceitar o não pertencer é complicadíssimo mas vale tentar...seilá...vale a pena desencanar.

domingo, 1 de agosto de 2010

Metas do entitulado "Meu Mês Francês" (Très Chick!)


- Ler livros durante os momentos em que estiver esperando alguma coisa acontecer
- Comer muuuuuito melhor e em menos quantidade para emagrecer até setembro
- Imaginar o que fazer caso resolva ficar com um ex namorado frances
- Ir nas palestras do consulado canadense
- Seguir firme nas aulas da lingua francesa e falar com sotaque descente
- Usar boinas e lentes de contato
- Ouvir Pink Martinni e Keb Mo (nada a ver mas vai ter q combinar)
- Me espantar de forma mais blasé
- Treinar saidas à francesa
- Reorganizar os perfumes da semana

segunda-feira, 3 de maio de 2010


As vezes eu recebo alguns medos. Que me ferem, me calam, me impelem e repelem. Que me fazem ir longe ou me trazem para perto. Me confundem como se fossem um turbilhão de informações desconexas dançando sobre meus dias. Outras vezes clareiam tão prontamente as idéias como uma tarde clara depois da tempestade.

Confesso que as vezes estes medos me causam raiva pois me fazem ver além dos meus muros divisores. Me fazem perceber que posso errar, omitir, antecipar e até mesmo afugentar. É neste momento que minha humanidade se torna claramente materializada, e qualquer aspecto divino, que por acaso, em algum esquizofrênico recôncavo escondido em mim, quer aparecer, se cala e me faz ser exatamente o que sou.

O mais interessante é que a maioria das vezes este medo se apresenta de forma distinta e clássica, qual um lorde educado em raros colégios europeus, em visita a um primo distante. Refinado e elegante ele chama por mim e eu tenho que atende-lo. E ele me olha com tanto respeito e importância que me liberta uma madura responsabilidade, fazendo com que os assuntos que vamos travar sejam cortesmente resolvidos por dois adultos que sabem todos os pontos do caso em questão.

Então, com toda a diplomacia que me é permitida, sento me junto a ele para um chá e parlamentamos horas a fio até que, no mais nobre gesto de grandeza, ele olha direto em meus olhos e diz: Você tem razão. Preciso me retirar.

terça-feira, 20 de abril de 2010


As vezes fico esperando coisas acontecerem ou chegarem até a mim com uma ansiedade quase irreal...é alguma coisa muito parecida com o tempo pairando sobre minha cabeça como uma "cumulus nimbus" esperando para precipitar. Comprei uma carteira semana passada que ainda não chegou.

É uma Alexandre Herchcovitch, oriunda de um verdadeiro Alexandre Herchcovitch ecommerce e... meio politicamente correta, sem peles de animais mortos e talz...Também comprei uma bolsa mas ambas estão chegando pelo correio... adoro a idéia de poder comprar coisas bacanas sem pagar taxas e impostos e o melhor, sem ter que entrar nas lojas físicas e ser atendida por nojentas vendedoras que se comportam como donas das grifes...enfim...espero esta carteira e semana que vem esperarei a bolsa...

Comentei sobre esta espera pois o simples ato de todos os dias eu passar meus olhinhos no site dos correios esperando um novo status de chegada me lembram a sensação interior que estes dias me fazem sentir. É inevitável a precipitação da chuva que se aproxima e eu a espero todos os dias, ansiosamente e observo o céu do meu cotidiano várias vezes esperando sentir as primeiras gotas.

Eu gosto da chuva de um modo geral embora prefira torrenciais tempestades cheias de raios e trovões, ainda assim as chuvas são boas amigas, irrigam a terra, acalmam as temperaturas, limpam o ar e são ótimas canções de ninar...

Talvez eu queira dormir um pouco. Talvez até eu queira reestruturar o ar ao meu redor...não sei... Sei que depois das tempestades chegam dias claros de verão mas e depois da chuva? Chega o inverno acolhedor e benfazejo? Que pode trazer um certo conforto assim como a minha nova carteira leve e minha bolsa levissima me trarão às costelas convalescentes?

Não sei...há um caráter íntimo entre todas as ações tanto mentais quanto temporais que me fazem totalmente absorta, esperando a carteira/bolsa e a chuva chegarem e me refazerem de alguma forma...em algum angulo oculto desta história intrépida de viver...pois a espera ainda que torture é um dos melhores presentes para a alma pois fazem a chegada tornar-se raros momentos de pequenas alegrias.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Hoje não foi um bom dia para praticamente nada.
Entrei muda no trabalho com um singelo atraso de 1:30 hrs, coloquei as musicas mais agressivas possíveis no meu playlist e bóra tocar o dia antes que ele me tocasse.

A manhã começou surreal e com uma bucólica caminhada de uma pequena cidade a outra a pé, em meio a uma fina garoa. Eu, meu blusão adidas e minha echarpe de seda preta...muito glamour e nenhum dinheiro na carteira...nestes momentos em que eu atravessava a vegetativa paisagem da estrada rumo ao polo tecnológico repensei meus cartões e a utilidade deles quando não há bancos pelo raio de 20km ou talvez mais.

Na verdade repensei muitas coisas: o por quê daquela cena totalmente descontextualizada estar acontecendo, quanto tempo eu teria que caminhar a pé, teria tempo de chegar ao trabalho a ponto de fazer as minhas tarefas do dia e por quê eu estava tão placidamente calma.

Quando conversei com minha irmã ao telefone, através do DDI (discagem direta a irmã...sim...tenho um celular só para falar com ela pois é mais barato desta forma), chorei de nervoso, de tristeza, de burrice...e talvez se a estrada não fosse tão fantásticamente linda e a chuvinha não estivesse caindo tão maravilhosamente fina eu teria chorado todos os km percorridos até chegar ao meu destino.

Agora já estou tecnicamente mais equilibrada tirando a furia literalmente concentrada...ainda bem que medito hoje e estudo minha apostila rosacruz...pois é extremamente esquisito esta sensação de furia concentrada dentro de mim. Hoje estou fazendo um bem para a humanidade e conversando o mínimo possível com as pessoas para não deixar escapar para elas alguns aspectos desta sinistra energia furiosa...e vou comprar floral se der tempo ainda hj para me reequilibrar.

De tudo isso sei que o dia ainda não acabou e não me importa mesmo quais maiores tragédias (ou não) venham acontecer pois eu conheço meus limites e as leis que me regem...penso em chegar na minha casa apenas e seilá...talvez estourar umas pipocas para comer com chá de camomila e depois estudar...mas na verdade, de tudo isso mesmo o que fica é a sabedoria de equilibrar os desastres ou tragédias dentro de mim unica e exclusivamente. Sem deixar faiscas maiores escapar e ferir aqueles que não tem motivos para receber qualquer tipo de "desconto" da minha parte.
E lentamente a furia passa, e vai virar raiva e depois vai se perder da minha consciencia e depois da minha inconsciencia e assim as coisas seguirão...afinal nada é tão grande que a gente não possa dar conta.

terça-feira, 9 de março de 2010

Para a menina magrela...

Descobri hoje...embora fosse óbvio...que a menina magrela da van que a empresa disponibiliza para nos trazer ao trabalho não gosta de mim...estava eu trocando de lugar pois não conseguia enxergar as letrinhas da revista da Livraria Saraiva e ela cantarolou um daqueles "aiai" de quem está perdendo a paciência e era comigo. Achei interessantíssima a reação.

Era para mim! Não sou bem quista...talvez porquê eu deva ser uma das únicas pessoas que não conversa com ela...prefiro ler...desculpe menina magrela...não é nada pessoal é que eu reservei as horas de van para abstrair com livros e aproveitar para enriquecer meu intelecto.

Achei engraçado ela não gostar de mim e uma coincidência interessante pq eu acho q não sou muito afeita a ela...na verdade não tenho nada contra sua pessoa, menina magrela, veja bem...aliás acho que tem muito potencial para ser uma garota esperta pois é bem falante e articula bem as palavras...tenho certeza que se começasse a ler e conversar com pessoas com conteúdo mais agregador seria uma perfeita menina de sucesso e eu iria adorar ouvir sua voz falando de coisas bem interessantes...enfim...acho q um dia vai bombar.

Bom...com isso fica a interessante impressão que a gente passa para as pessoas. Eu ali quieta e totalmente absorta nos meus livrinhos e no Ipod (a menina magrela fala demais de todas as coisas pop's possíveis de imaginar) dou a impressão para ela,. que aparentemente domina todo o terrítório da van com seus amigos e conhecidos que adoram discutir seus assuntos variados (infelizmente quando troca de música eu só ouvi falar de carro e de expressar seu maxismo feminino quando uma mulher atravessa, com seu carro, a frente da van...mas acredito que deve ter outros assuntos nas pautas diárias). Então...voltando a minha linha de raciocínio, o fato de eu não falar com ela gerou a antipatia. O fato de eu não querer ser amiga fez ela me excluir do roll de pessoas legais...faz sentido menina magrela...eu te entendo.

Mas então menina magrela que tagarela o tempo todo. Eu adoraria, em outra oportunidade ser sua amiga e falar de carros e usar frases maxistas para motoristas do sexo feminino mas infelizmente não vai ser possivel...talvez não nessa encarnação...ou quem sabe será se eu conseguir achar outro momento perfeito para ler fora da van e uma dose a mais de meditação para te ouvir com calma. Mas independente desta falha de comunicação entenda que eu acho seu cabelo liso muito pesadamente bonito (hoje observei com critériosos 10 segundos) e tenho certeza de que você é uma ótima pessoa.

E tem o fato de que eu sou realmente chata quando se trata de conversar. Sinceramente gosto mesmo de assuntos não triviais e acho que não consigo aprender a falar sobre seus assuntos...veja bem...não é nada pessoal e até sou simpática a trivialidades pois elas fazem o tempo das pessoas passar rápido...mas não se aplica a mim...infelizmente. Mas não se sinta incomodada e vá em frente! Eu acredito em você, na sua mãe e na sua popularidade com os teus. Tem minha simpatia total para continuar a ser a garota da vez da Van mas  entenda que, como esta popularidade para mim não é muito importante é por isto que não conseguimos nos encontrar la dentro. Uma vez que vc esta integrada de corpo e alma e eu estou integrada ao meu Ipod.

Mas sabe de uma coisa menina magrela...cá entre nós: quem de nós duas iria mesmo querer conversar né? Eu não entendo seus assuntos e iria ficar falando "intrigante" e "fascinante" para cada uma de suas observações fazendo vc se sentir uma cobaia em experimentos científicos e se eu falasse alguma coisa vc poderia ficar com aquele indigesto ponto de interrogação no rosto...é menina magrela...nada acontece por acaso mesmo...então eu te deixo hiper à vontade para não gostar de mim o quanto quiser se isto for importante para vc e ajudar de alguma forma a concatenar as idéias que tem a meu respeito.

Só que infelizmente não vou gostar e nem desgostar de vc tá? Minha homenagem a nossa "não-comunicação" é este post do fundo do meu coração. Voe menina magrela! Voe!

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Fim de férias de verão...meditei horrores, tentei ver sunsets mas não consegui, viajei e fiz altas jornadas e confesso que meu ritmo de recapitulação anda tão automatizado que sem perceber recapitulei várias coisas todos os dias...magnifico!

Quase me intoxiquei comendo porcarias nos primeiros 3 dias...definitivamente comer porcarias é uma coisa que não me pertence...agora tenho a geladeira lotada de sorvetes  e comidinhas fast food e não posso nem olhar que me enjoa...aderi a moda arroz-feijao-salada...ontem eu estava sonhando com uma carne...mas ela tb me fez mal...tsc...tsc..

As costelas da mariposa estão bem...hum...tá...vou explicar: Um dia uma mariposa má veio em casa me bateu, quebrou minha TV e foi para cima do guarda-roupa e de lá nunca mais saiu...não é metaforico é literal...baseado no fato de que eu tenho total horror a borboletas e afins...

Enfim...estou bem tranquila...queria escrever mais e mais bonitamente mas não vai rolar...quero aproveitar a noite e brincar com a Boolie e a Pepa...

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010


ééé...eis que o fim de semana teve que chegar. La fora chove e faz sol, 29º e eu sinceramente me sinto suave e sem calor...logo terá um arco iris que com certeza vou fazer questão de achar que é em minha homenagem, pelas loucuras que aconteceram durante estes pequenos 5 dias.

A mariposa realmente trouxe transformações...rezam as lendas misticas que borboletas em gerão significam transformação ...acho que tem a ver com o fato de lagarta-pupa-borboleta (os botanicos me desculpem mas não sei se escrevi as fases corretamente).

Eu tenho pavor de borboletas. Não me pergunte porquê...eu simplesmente tenho e a unica pessoa que entende isto de forma normal é minha irmã pq cresceu comigo apavorada com borboletas...bichos peçonhentos eu acho nojento mas nenhum me provoca tanto "panico" com uma singela borboleta...

...e uma destas entrou em minha casa previamente desenvolvida para ser um abrigo anti-borboleta e resumindo a ópera, na luta contra ela quebrei minha TV, detonei minha coluna e minha cabeça com a pancada quando cai...enfim...isto não ficou ai apenas...

...além do valor monetário seriamente envolvido entre Pronto Socorro, remédios e eletrodomesticos também o valor emocional foi desastrosamente significativo. Tive que mudar alguns habitos em casa como dormir longe do local que a borboleta se encontrava (ela estava em cima do guarda-roupa), não assistir meus seriados da warner prediletos e meu imperdível bob esponja...foi como se a minha casa, meu santo lar fosse totalmente maculado por um inseto...e eu humana que sou não dava conta de lidar com esta invasão de forma coerente.

Enfim...como sempre faço em ocasiões extremas meditei e aprendi muito acerca disto tudo. Entendi o incomodo, cuidei da coluna e a cabeça continua daquele jeito básico com neurônios crazypeoples...mas foi dificil...ainda estou dormindo fora do local habitual e agora é a Boolie que dorme comigo e não a Pepa. A transformação ocorreu dentro de mim e entendo agora, embora ainda siga apavorada com borboletas, que a transformação que ela anunciava quando voou para cima de mim, praticamente querendo fundir-se a meu branquelo corpo, aconteceu sim...e eu nunca mais a vi desde aquele dia.

Enfim...ainda não vi o arcoiris da chuva la de fora...mas ele está lá em algum lugar...como todas as borboletas "transformativas" devem estar em algum guarda roupa dentro de nós...só esperando o encontro...

Que o fim de semana seja abençoado pelos deuses que guardam todos os arcos iris, todas as transformações e todos os novos caminhos!

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010


Anteontem eu perdi meu aparelho dentário...tudo bem que só faltava alguns dias para eu abdica-lo de vez e poder viver contente sem nada segurando meus dentes da arcada superior...sim, na inferior tem contenção permanente...mas foi tão horrível descobrir que perdi...para sempre...nunca mais irei ver um pequeno aparelho com meu primeiro nome gravado que segurava meus dentes...

...e foi perdido de uma maneira tão desonrosa: embrulhado em guardanapo de papel junto da bandeija do almoço...e certamente foi confundido com um lixinho mesmo...guardanapo sujo...

...durante um ano da minha vida ele estava sempre comigo...fiquei triste pela perda...e depois me achei esquisita lamentando perder um objeto que me apertava os dentes...mas ele me apertava para me corrigir.

E as vezes a vida faz destas coisas várias e inenarráveis vezes e a gente nem percebe  que se trata de correção...só sente o aperto que aquela parafernalha de situações nos submete.

É que ser apertado por um objeto estranho, no caso uma situação estranha que te impele a deslocar sua vida e seus objetivos é realmente invasivo. Se tudo pudesse ser explicado como quando vamos ao dentista e ele nos explana como será o tratamento ortodôntico: primeiro fixo, depois contenção móvel... acho que seria mais fácil...ou não?

É que a sensação de desconforto nunca facilita. A mudança que gera o deslocamento, que gera a dor, que gera o novo formato mais tarde...é invasivo mas necessário para colocar as coisas no lugar.

E engraçado né...quando tudo acaba e fica no lugar certo, encaixado, harmonico com a vida e o fluxo que ela deve seguir vem a sensação de ..."epa...será que falta algo?". Uma doente sensação saudosa do caos. Porquê temos criar tão facilmente zona de confortos? Até no caos? Por favor!

E agora o que vou colocar na boca para conter meus dentes? E aquele cotidiano diario de tira aparelho, poe aparelho, limpa aparelho, guarda aparelho...todas as implicações antigas ainda que difíceis não existem mais. Estamos livres daquele ajuste pois já está tudo em seu lugar.

E ai eu me pego pensando...porquê a gente insiste em ser tão pequeno...quando pode ser tão grande?

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010


Estou em crise...crise didático-cultural. Sabe quando vc sabe bastante sobre algo a ponto de criar juizos exclusivos a partir de junções de fatos gerando uma certa tendência de pensamento futurista baseada nas diversas realidades pesquisadas e por isto cria um conjunto de informações ricos em novidades que poderão acontecer em curto prazo ou mesmo novos olhares sobre o ponto focal da junção das informações?

Pois então...eu sei bastante mas não consigo escrever sobre estas coisas...dá uma bolha violenta e meus artigos e textos acabam sendo basicões no setor profissional do meu ser...Sei lá...hj acordei com esta sensação: poderia dar mais, no entanto não sei porquê raios eu me perco e me inibo a ponto de viver margeando a trivia...como sair disto...ou será que é apenas impressão...ó crise dos infernos...

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010


Então...
Hoje acordei sorumbática como já diria minha avó...meus sonhos foram intensos e cheios de significados mas não me lembro deles.

A noite foi cheia de gordura e agua pois fui com amigos ver o "quase por do sol" e depois comer lanche. Na volta quando eu deixei meus colegos um deles me contou que vai mudar e consequentemente ficará mais longe nos dias de trabalho e do cotidiano animado que temos.Voltou a vontade de engarrafar os amigos que nem picles e colocar na estante...assim seria bem mais fácil mante-los sempre ao nosso lado.

Ai automaticamente pensei em minhas mudanças e em toda zona de conforto que elas tem que revirar para acontecerem e me vejo menos aventureira do que todas as vezes. Por mais que entenda e aceite como verdade as mudanãs inusitadas do destino e além disto saiba com propriedade que estas acontecem para que possamos crescer e deixar todas as oportunidades acontecerem, ainda assim é dificil e tenho certeza que minha semi apatia vai além da lua negra e entra certeira neste ponto: ainda chamo de perda aquilo que deveria ser mudança.

Claro que não tem mais a carga infantil que tinha anteriormente mas o fato é claro e em meus dias ainda povoam as velhas frases cliches que o psicologico insiste em relembrar , tais como "perda=morte". Isto me intriga...por dois motivos claros é a maior antitese da semana e vou meditar muito a respeito disto para entender e organizar. Todos os medos são bem vindos e as sombras tb desde que se apresentem e me digam o motivo da visita.

Hoje eu queria meditar e não trabalhar...queria deixar caminhar solto dentro de mim estes medos e caminhar ao lado deles para ouvir o que tem a me dizer...