sexta-feira, 27 de agosto de 2010


 Sobre pessoas que são e sobre pessoas que não são o que são.

De fato, em algum ponto da vida, a gente percebe o mito que gera o equivoco que rompe o laço e desata nós...
...e nós mesmos acabamos por curar esta ausência própria que chega a ser mais psicologica do que física e conforme o tempo passa, nos damos conta deste fato.

Em algum momento da nossa vida...aleatóriamente a gente compra uma idéia, veste e cria um personagem e passa ,senão anos, a vida toda com esta indumentária descolada que achamos ter adquirido. E isto pode acontecer multiplas vezes em vários âmbitos e aspectos da vida e, quando chega um determinado ponto, nos damos conta que não sabemos quem somos e não conhecemos absolutamente nada nem sobre nós e muito menos sobre aquela pessoa que esta ao nosso lado, trilhando a mesma trilha, porque ela também não "é".

O que eu quero dizer sobre isto...eu acho...enfim, é sobre o plano de ação que a gente dá para nós mesmos. Temos alguns objetivos que permeiam boa parte de nosso ciclo nesta terra e ao longo desta trilha vamos absorvendo novos ou modificando aqueles que já não cabem mais dentro da proposta inicial (o tal objetivo primeiro).

Mas sei lá...quando a gente começa a escolher coisas, buscar metas e criar nossos caminhos, invariavelmente perdemos o principal: o "nós mesmos". Acho que ficamos tão doentes pela possibilidade da vitoria pessoal que esquecemos este detalhe importante que é permanecer dentro da história. E sabe a coisa mais doida disso tudo? Permanecer na história é mudar constantemente o tempo todo até o ultimo dia de nossas vidas! Louco né?

Mas é simples: quando nos mudamos nos tornamos cada vez mais nós mesmos e nossa essência. Quando mudamos assumimos como propósito o fluxo da vida e fluimos com ela de forma natural. Já não acontece a mesma coisa quando "não mudamos" pois estagnados a vida flui...mas não vamos juntos. Sentimos e vemos coisas e pessoas passarem por nós, muitas vezes em velociadades assustadoramente altas, e não acompanhamos.

Quer saber por quê? Porque muitas vezes, talvez a maioria delas, não conseguimos abandonar o personagem. Sim...aquele mesmo que criamos ao longo de nossas vivências. O tempo vai passando e o nosso "eu" legítimo quer assumir e temos 2 escolhas: amadurecer encarando nossas verdades pessoais ou ver a vida fluindo sem nossa companhia por estarmos totalmente atados às nossa inverdade pessoal.

E eu não chamo de inverdade mentir idade, estado civil ou herança cultural e sim omitir de todos e principalmente de nós mesmos a nossa essência (gostos, ética, sonhos, etc). Aquilo que adquirimos ao longo dessa nossa trajetória neste planeta maluco.

Mudar não tem mais a ver com estranhamento e novidade do que sinceridade e autenticidade de ser. Mudar nem é tão radical quanto real.

Mudar é deixar para traz a imaturidade de alguns mitos adquiridos com pessoas e épocas e criar nossa própria mitologia pessoal adquirida, nada mais nada menos, pelas nossas vitórias, derrotas e aprendizados. isto é fluir. Junto com a vida, com o meio, com si próprio

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Oleh

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