segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Faz um tempo pequeno, talvez pequeno demais para os tantos tempos que passaram com tantas coisas que aconteceram dentro deles mas não fugindo do assunto, não faz muito que, ao curto passo de uma iminente situação extrema (para dentro das possibilidades que eu tenho de aceitar e lidar com a dita situação), eu sempre pensava primeiro, antes de qualquer coisa e acima de tudo no pensamento doce e suave "quero voltar para casa".

Essa casa durante muito tempo foi um lar, depois virou cidade, depois país. Mas talvez o tempo e a maturidade me fizeram desistir desta morada dos deuses mítica que eu sempre busquei e...nessa overdose de realidade meu coração sossegou e eu entendi (de um modo controverso) que meu lar é onde está meu coração.

Mas talvez meu coração, agora, neste momento, esteja longe de casa e das coisas confortáveis que ele sempre buscou até conquistar. Talvez essa dor que resolveu aparecer sem avisar e trouxe consigo as lembranças de um tempo onde meu coração não sabia e não tinha lugar para ficar.

Saudades de casa...muita saudade de casa...que casa? Se onde mora meu coração é onde estou e por isso seja o lugar que eu for estarei sempre em casa. Saudades de casa...

Talvez saudade de outros dias onde as lembranças não fossem tão vívidas e solitárias e a impressão de descontrole não estivesse tão evidente...

Queria ir para casa e essa vontade é tão imensa que preciso chorar de alguma forma. No nariz que escorre talvez...essa raiva toda, essa vontade toda de voltar...

Para onde eu volto? Onde ficou meu coração estes dias que se perdeu...eu não entendo...

Não tá nada bacana...preciso voltar para casa...lá para onde mora meu coração.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011



Eu preciso escrever. Falar do tempo, da vida, das formigas enfim, escrever. Parece que tem tanta coisa querendo brotar de dentro de mim em forma de palavras que não sei por onde começar. Não são textos técnicos, não são estudos aprofundados de teses e não tem cunho estruturado. Somente escrever.

Não consigo ver a linha do horizonte desse emaranhado de palavras que gostaria de expor pois são tantas...talvez seja um processo louco mas vou escreve-las:

Amo joia adulto vejo sinto logo longe tédio saco brisa mar verão quente altura medo prazer vingança acido sulfúrico pimenta copo caneta lança pavio moderno algo algoritmo tanajura hermano besta politica casa.

Roma desastre média alto baixo cadeira escada turma televisão amor método humor riso telha madeira vida morte casa mento rua pobre rico palha aço ferro limalha trena egípcio saude doença cores anteriores casa.

Divino saco tendencia mercado halterofilismo psicose cultura pintura grafia letra musica tema doidos cheio cansaço vazio tela.

Preto branco canhoto camuflado azul vento paisagem arroz amora esmola tédio luxo paciência sossego televisão vida retorno critério nuvem amanha sol tristeza pratica nervoso agulha pano verbo vela arame farpas liteira cruzes surgimento mar ondas veiculo dilema dor momento partir talco Dutra velocímetro ar disciplina organizada terror panico automobilístico dueto soma adulto sagrado ritmo loucura ridículo salto tumulo.

(Tá melhorando...)


Poético estrela falso burro entorpecido audacioso arriscado normal miscelânea kratos terra vida argentina mistério pedras gatos sacro arroz coração veia livro anel ouro tesouro cru misto adjetivo arraigado declínio tebas desnecessário obsoleto sobre humano despistado claro obtuso declarado feio.

Grito agulha dor morte pressão vias veias artérias susto cosmo espasmo fluido sessão necessidade viagem augúrio curió menino pelado dança criança vestido verdade musse pintura pastel pincel criatura nojento abobora abobado descarado antigo esquecido limitado destemido verdadeiro útil incolor inaudível antisséptico cristalino registro sentado dor.

Saber conhecer participar partilhar estudar encenar encarar esnobar cansar comer dormir acordar nadar ferver esconder sumir vencer dever temer acordar descansar cadeira mesa banho fogo automóvel pano de prato carro eficiente velho novo estranho normal esquisito verde fresco.

Tingido molho açúcar melão conhecimento declínio era verdade mundo mistico mistérios vingança dores vida morte retorno verdade mentira silencio criança dor estilo sentido começo década setor avanço ciência oligopolio destroços cachaça humor audível seletor canal mostra monstra cripta terror vazio varão velho sentido.

Palavras...elas dizem tanto sem precisar contextualizar em frases...

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Essa coisa toda de mudança é interessante. Tem seus aspectos bastante complexos que implicam muitas vezes em severos ajustes de rotinas. E cá entre nós, humanos brasileiros com todo esse DNA conformado na veia, fica muito dificil aceitar alguns pontos que precisam de ajuste.

Como tudo na vida que realmente valha a pena implica em sair da linda e mítica zona de conforto e andar um passo a mais ou, em alguns aspectos, algumas milhas, talvez no final haja um gosto de vitoria quando se modifica alguma coisa que se dizia consumada.

Enfim. Mudança para mim nunca foi tabu algum. Desde pequena, mas pequena mesmo (daquele tamanhinho de gente) minha vida foi permeada de mudanças. Algumas alegres, outras severas mas todas elas sempre me deram um friozinho na barriga que sinaliza o novo. Sim...para mim o friozinho na barriga é caracteristica muito forte de novas mudanças e consequentemente quebra de paradigmas.

Estes dias eu estava ouvindo um podcast bastante interessante que falava da impressão de uma antropóloga que estuda comportamentos digitais. A criatura viaja o mundo todo e para observar as pessoinhas e sua relação com as tecnologias. Bom, o ponto que me chamou a atenção e que me faz escrever estas linhas é que ela comentou em algum momento que achou o brasileiro tolerante e acomodado.

É meio chocante mas é provocativo e dá para pensar que talvez sejamos mesmo. A mudança talvez não seja a melhor coisa que buscamos para nossas vidas. Um pais novo, com um historico bastante intenso de oscilações financeiras, políticas, etc (bem comum em paises novos, um amigo economista e cabeção certa vez me disse e eu acreditei), com certeza quer acima de tudo estabilidade. O povo cuja ancestralidade já passou por tantos "perrengues" naturalmente vai buscar uma vida parametrizada em estabilidades: amigos, afetos, profissao, etc.

Toda essa volta para comentar sobre as mudanças. É um paralelão mas que reflete bem essa coisa toda que vivo agora. Eu sempre tive medo de sair da zona de conforto mas talvez pelo intensivo treinamento que tenho tido de rotatividade de rotinas eu ouse um pouco mais. Minha psicologa diz que sou ousada. Talvez seja mesmo.

Mas o fato é que esta coisa toda de mudanças, embora o desconforto inicial, pode trazer ótimas surpresas. Agora posso falar com propriedade pq já mudei de casa, cidade, esado, pais, familia, vida...enfim...se há alguma especialização em mim é essa tal de "mudancidação"...hihi

E nesse papo todo acho que a palavra mais bacana que posso tirar desse movimento do comum para o desconhecido é aprendizado e, se soubermos utilizar as novas ferramentas, sabedoria. Tô aprendendo e acho que talvez a uns 30 anos eu consiga ser sabia (...e com mais algumas mudanças, claro!).

É bacana conhecer o novo. Ele agrega, ao contrário de muitos que acreditam que retira, afasta, pune, isola. Não é assim não pois lá no novo tem as mesmas coisas que no antigo tem. Alias ouso dizer que tem mais! O novo vem carregado com surpresas, com versões daquele mesmo que a gente conhece e com um turbilhão de coisas que podemos juntar com o antigo e viver em harmonia.

É bacana tentar subverter o DNA de brasileiro e sair inovando na vida. Sem medo porque afinal a gente nunca perde nada e nem ninguem em verdade. Eles estarão o tempo todo conosco a medida que os buscarmos em pensamentos, ações e mesmo fisicamente.

Mudar é uma viagem. E em toda viagem a gente aprende coisas novas sobre os lugares e volta cheio de novidades não é mesmo?

terça-feira, 28 de junho de 2011

Estava lendo blogs. Depois de um fim de semana catarsico...catártico...catarsolento...enfim, altas doses de catarse e heis que renasce uma Iris pronta para novos desafios...um perigo essa mulher!

Isto tudo devo agradecer a dor no maxilar que irradiou para o pescoço e que hoje o ortopedista da seção "Maxilares & Co" confirmou o que eu temia e me deu a notica de quase 4 digitos como solução para os problemas dos meus ossos da face. Acho que eu dei uma risadinha marota quando ele falou o preço. Moral da historia: vou fazer e isto vai acabar com meus planos de férias porém desconfio que aquele Dr. esta abusando dos valores de placas dentárias...enfim...pesquisarei... mas não hoje.

Acho engraçada essa coisa de inverno. Ele aflora as dores de dentro da gente (não que o meu verão tenha sido isento de dores... veja bem... a vida não é um morango...) advindas das mais profundas profundezas. A pouco tempo atrás estava com faringoamigdalite por conta de mascar chicletes!

Não... o médico não me disse que eu estava com a garganta podre por causa dos menthos que consumia ativamente mas consegui deduzir. As pistas foram bem claras, por exemplo ele tinha certeza de que eu respirava pela boca mas eu tenho certeza de que NÃO respiro pela boca pq meu nariz é constantemente desentupido, tenho bruxismo e estudo muito respiração nos meus colegiados exotéricos...enfim, foi bem fácil perceber os momentos que possivelmente eu respiraria com a boca aberta: falando ou mastigando! E como mastigava chicletes toda hora ficou obvio meu crime comigo mesma! Larguei o vicio e agora a garganta goza de saúde sem fim!

Outra vez eu quase fiquei internada por conta de falta de dormir. Estava em um ritmo bastante intenso de trabalhos e consultorias que me faziam dormir apenas 4 horas por noite. Como isso durou quase 5 dias, no quinto eu estava tonta, dores de cabeça constante, vertigens, febre e uma série de coisinhas q o medico (gatinho e super legal) me explicou que acontecia devido a falta de sono...no pronto socorro ele me deu um desses remedinhos de dormir e me mandou dormir o final de semana todo (fui numa sexta a noite no hospital). Dormi bastante e segunda feira era uma outra pessoa!

Acho esquisito gente q fica com onfecçao na garganta por mascar chicletes ou mesmo com febre por falta de dormir mas tenho que conviver com isso... seguirei a semana empolgada com as novas resoluções e observando o girar da roda enquanto as coloco em prática.

Posso ser bastante doida é bem verdade mas de uma coisa eu tenho certeza: quando me decido a roda gira e quando ela gira a vida flui!

segunda-feira, 13 de junho de 2011

segunda-feira, 30 de maio de 2011


Eu ando tanto. Tantos caminhos, estradas paisagens e ainda não consigo dizer ao certo onde é que pretendo chegar. Tudo parece tão diferente, tantas coisas chamam minha atenção mas, quando vou lá ver de perto a impressão que eu tenho é de disformidade e vazio.

Impressões do caminho? Realmente não sei. Sei que olho tão atentamente para tudo o que me encanta e quando me deparo frente a frente, com a coisa gostada, ela me parece outra, sem graça, vida ou qualquer adjetivo que a deixe tão fantástica como vista de longe.

Talvez esta seja uma impressão bastante particular. Como caminho sozinho não tenho como me contradizer. É a minha palavra contra minha visão. Mas este porém me itriga: aonde esta a realidade? Quando olho de longe na composição da paisagem, com aquela harmonia que só os quadros conseguem compor? ou será mais real o frente a frente, com suas nesgas e craquelados que tão bonito se mostra quando visto em coisas antigas?

porque este amarelado de outras épocas da paisagem que distante parece colorida me dói tanto? É um doer do tipo fisico, quase uma disfunção ocular e algumas vezes táctil.Desta forma sinto meu corpo e alma se compelindo a ficar distante e continuar na doce ilusão da beleza que não se pode tocar. Meus dias seriam felizes em cada andar.

Mas acho que de alguma forma, em algum momento eu decidiria parar. Pois não é este o triste fim de quem caminha? Um dia parar em um pouso tranquilo e descansar, reenergizar e gozar das alegrias da falsa vitoria que tem somente aqueles que chegaram? Confesso que, não conseguria descansar em paz e feliz em paisagens amareladas e gastas.

Talvez se eu continuar andando um pouco mais, além das léguas daqueles que foram na minha frente e pararam. Além de onde as paisagens sejam de longe belas e aprazíveis e além de ondem todos pararam, talvez eu consiga encontrar a paisagem reais sem o amarelo usado dos dias repetitivos e iguais.

É...talvez seja esta a sina certa a seguir. Continuar andando, mais longe do que já se foi pois pode ser lá que esteja tudo aquilo que quero sentir e ver nas paisagens. Andar um pouco mais, descansar menos e andar mais...pode ser até que eu chegue mais rápido para um lugar que preze a realidade e a novidade que merecem os buscadores e andarilhos destes caminhos sem fim. Um lugar realmente feito na medida certa e que só cobrindo distancias amareladas se consegue estar.

Eu ando tanto, tantos caminhos, estradas paisagens e agora consigo dizer ao certo onde é que pretendo chegar: longe.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Paciencia...palavrinha muito cotada dentro dos meus dias...

Hoje estou bastante contemplativa. Épocas de aniversário são sempre bacanas para a gente relembrar, pelo menos para quem tem o costume como eu, a lista de desejos que fizemos no ano anterior.

Tem gente que faz isto no ano novo mas eu não curto até porquê não sou cristã e no meu ano novo são contados outros aspectos importantes mas de uma maneira mais global...enfim, wishlist de niver é padrão por aqui quando zera o timmer e começa tudo de novo é legal dar uma checada.

Eu me lembro que me propus 3 coisas e destas apenas uma parece que teve evolução: ter PACIÊNCIA.

No geralzão, para quem me vê e convive comigo de uma maneira social (trabalho, grupos aleatórios, etc) não podem dizer que sou uma pessoa impaciente. Eu sou calma, gosto de explicar e escuto. Mas aqueles que vivem dentro dos meus dias sabem que minha forte caracteristica TDAH, me faz uma pessoa rápida e intolerante em diversos aspectos.

Mas posso dizer que me controlei e me controlo diariamente para respeitar o tempo e a postura de cada um...é dificil mas este ano que se fecha amanhã eu me comportei muito bem quando minha irmã (que antigamente o simples pensar nela me tirava do sério) começa com os assuntos surreais (para minha realidade).

Tive paciencia também...mas não muita...com os Correios e seu atendimento "old school" e liguei seguidas vezes para a NET para conferir se a informação do primeiro atendente do callcenter era verdadeira.

O diferente que antes eu não aceitava hoje eu respeito e por ai vai...a paciência com o diferente está se tornando uma realidade na minha nada pacata vida.

Acho bacana olhar isso e pensar em planejar novas metas para este novo ciclo que começa amanhã...finais que começam...aiai...viver realmente é fluir :D

sábado, 5 de fevereiro de 2011

São exatas 3:15 da manhã de uma lua nova...acabei de assistir um filme que libertou minhas lágrimas bastante represadas e tive que optar entre limpar radicalmente os azulejos do banheiro ou vir escrever alguma coisa que me permita depois, dormir.

Estes ultimos dias, em um hiato de 15 dias e noites, achei que iria perder Boolie Boolie. Essa bichana de nome estranho baseado em "conduzindo miss dayse" conseguiu um grande nódulo no osso chamado esterno e, para continuar lógica a frase " as aparencias enganam", ao que tudo indica foi apenas mais um susto dessa pretinha nada básica...

E olha que ela ja me deu sustos: comeu planta venenosa, descoloriu boa parte dos pelos se esfregando em agua oxigenada 30 volumes (que até hj eu não faço idéia de como ela conseguiu pegar) e uma série de outras bagunças menores mas impactantes tb.

Confesso que embora estude bastante e tenha um entendimento real do que significa a morte, o fato de perder a gata me abalou consideravelmente. Alguma coisa desiquilibraria a força, algo sairia do eixo cotidiano e readaptações teriam q ser feitas. Sem contar a falta da partida e a saudade.

Chorei muito e antecipadamente por um dia inteiro e depois, conforme o nodulo diminuiu e ela continuou maluca, tudo começou a voltar a fluir de forma "familiar" e feliz em meus dias. Me dei conta de algo que ainda não havia parado para perceber: continuidade e lar. Me dei conta de que nunca tive um bichinho fixo por tanto tempo.

Se for ver realmente nem lar fixo eu tive por tanto tempo (coisas de ser orfã) e nesse turbilhão de pensamentos assustadores eu me dei conta de que tenho, a muito tempo, um lar só meu. Me assustei ao olhar para isso tudo e gostei. Não viajo mais tresloucadamente pelos 4 cantos do mundo  a uns bons 7 anos o que me deixa um pouco inquieta mas por outro lado tenho residencia fixa como nunca tive, coisas minhas e bobas, pequenos lugares prediletos e alguns sonhos que parecem que podem se tornar reais (trabalhando...claro).

A possibilidade dessa perda me fez lembrar, por mais distante que isto possa parecer, dos meus pais, do universo que eu tive por pouco tempo e me fez dar muito valor ao que eu construo hoje...construção capenga pela falta de prática em alguns pontos mas vai ficar bem solida e resistente aos ventos e marés...eu acho...

Me questiono se isto, este "stop" seria medo...mas acho que não...talvez seja realmente um deleite incrivelmente novo de construir uma estrada...ou talvez um parque no meio da estrada...nao sei... Sei que depois da Boolie ocorreram outra situações desequilibrantes como probleminhas de saude e upgrades profissionais que contribuiram para a sessão "where I am".

Eu não sou de ter insonia...nunca fui e nos raros períodos elas aconteciam por ansiedade de algo acontecer no dia seguinte. Amanhã não vai acontecer nada...provavelmente vou ao correio buscar as correspondencias da semana e comer salada no meu restaurante predileto e depois fazer uma loooonga e sequenciada soneca...acho que a insonia de hj é retroativa e está acontecendo justamente para eu escrever estas coisas aqui, liberar um pouco dessa tensão toda do tal inferno astral e depois de descongestionar a alma, dormir.

Então...vamos ver se funcionou...Bom dia!