quarta-feira, 30 de junho de 2004

Ói que arte...hehehe





Resolvendo equações...







hahaha...consegui! Mas demorei muito.


terça-feira, 29 de junho de 2004


Eu quero uma lua plena / Eu quero sentir a noite
Eu quero olhar as luzes / que teus olhos não me têm deixado ver
Agora eu vou viver

Eu quero sair de manhã / Eu quero seguir a estrela
Eu quero sentir o vento / pela pele um pensamento me fará
Uma louca tempestade

Eu quero ser uma tarde gris / Quero que a chuva corra sobre o rio
O rio que por ruas corre em mim / As águas que me querem me levar tão longe
Tão longe que me façam esquecer de ti

Eu quero partir de manhã / Eu quero seguir a estrela
Eu quero sentir o vento / pela pele um pensamento me fará
Uma louca tempestade

Eu quero uma lua plena / Eu quero sentir a noite
Eu quero olhar as luzes / que teus olhos não me têm deixado ver
Agora eu vou viver

Eu quero ser uma tarde gris / Quero que a chuva corra sobre o rio
O rio que por ruas corre em mim / As águas que me querem me levar tão longe
Tão longe que me façam esquecer de ti
engraçado...a gente precisa estar apaixonado, cheio de planos, sonhos e projetos.
Ainda que rotos. parece que isso permeia nossos caminhos e torna mais completa nossa existencia, suavisando os caminhos. É engraçado como o simples fato de possibilidades mudam o nosso angulo de visão do mundo.
Alguns pesam o ar, outros tornam diafana toa a atmosfera ao redor.
Isso é bom. É vida e viver é tão constantemente correr riscos e nao correr.
Mas, se ao menos tentamos, ainda que tudo pareça ter perdido rumo e forma, faz com que o sentimento de luta por sobreviver seja uma realidade doce.
A gente não pode medir o tamanho das surpresas felizes ou infelizes que teremos ao longo da vida.
Mas podemos faze-las acontecer,de modo que, a vida se torne mais intensa. Longa vida aos intensos!
Ontem foi uma segunda engraçada.Começou com minha declaração virtual e muito sincera e terminou comigo trançando as pernas (não sou dada a beber demais todos sabem) ao ir pra casa...fui cantando Óde a Alegria em Latin e cuidando os quadradinhos do chão para nao ficar zigzagueando na rua. Cheguei em casa, falei mentalmente comigo full time e nao consegui dormir...fiquei pensando tanto planejando tanta coisa que nem lembro mais oq era. Mas foi legal. Tudo isso aconteceu pq nao havia comido nada o dia inteiro ontem.
Mas, conversei ao vivo finalmente com minha amiga Sara que é uma fofa mesmo e temos altos planos para nosso futuro...no mais, encanei absurdamente me ir pra sampa esse proximo mes e to tão, mas tão feliz que ja sei onde vou com quem vou e que horas vou.
Tá tudo na minha mente e dois dias certamente serão estremamente corridos!
Não vejo a hora de pisar na Paulista e chego a marejar os olhos de alegria de respirar aquele ar poluido...que saudades! Vai ser otimo pra mim ver os meus e ouvir meu sotaque na boca de vááááárias pessoas.
Empolgadissima...só nao sei como vou...to resolvendo ainda a melhor opção e mais rapida...mas vou. Isso me alegra tanto!!!
Bom, no mais, vou trabalhar pois tenho uns actions a criar...hahaha, por falar em actions eu sou uó mesmo. Até programando eu quero intuir. Ontem fazia um tipo de loadmovie e nao deu certo e eu, panga, parei, olhei o infinito e meditei...quando dei por mim tava filosofando a programação...que ó. Ai obvio que voltei a terra e fui pesquisar as linhas de codigo pra encontrar o erro! Definitivamente o mundo das ideias não combina com programação. Depois ri né?! Me dei conta de que sou realmente estranha e de que, qualquer programador que viesse a trabalhar comigo iria me achar a vergonha da classe. Ainda bem que essa não é minha intenção e muito menos objetivo de vida. Prefiro um bom tablet, um monitor gigante e um monte de programas graficos.
Bjos pessoas, vou comer pão de queijo pq to com fome...essa coisa dentro do meu estomago tá indo e deixando um vazio tremendo...fui.

segunda-feira, 28 de junho de 2004

vo te fala...Haja coragem para declaração de amor a milhas de distancias, sinceras e que eram para ser ditas a muito tempo.
Minha segunda começou assim: romantica mas pouco pratica.
Na verdade, minha sinceridade nao vai virar nada. Mas sabe, aquela sensação de leveza invadiu meu ser de tamanha forma que meu dia será mais feliz.
Possivelmente essa minha parte adolescente que tem um amor distante e impossivel vai continuar sem ele.
Mas ao menos eu disse. Aiquecoragem...4 anos, uma oportunidade a um ano e meio atras disperdiçada e agora, na maior impossibilidade eu vou e pá...falo tudo. Bem que a vida poderia ser magica e me levar pra lá ou traze-lo para cá...sei lá. Só por umas horinhas...
É incrivel como existem pessoas na vida da gente que fazem bem.
Alow!!!
Voltando a terra, saindo do mundo das ideias...vamo trabaiá dona iris...precisamos arrumar o telhado pq jaja vai chover (um dia disse Neruda)

sábado, 26 de junho de 2004

hum...um puta resfriado, alguns encontros adoraveis com direito a pizza e cineminha, uma grande decepção e uma tentativa de fashion descontrol.
Sabe...ainda que tudo conspire contra. Vou ignorar esse fato e prosseguir.

quinta-feira, 24 de junho de 2004

Da arte de criar




Todo mundo tem um pouco de Deus quando cria.
Dar de si, colocar sua essencia criacionista numa criatura. É um momento muito particular. Claro que,
em pequenas doses de divindade, todos criamos coisas, situações, pessoinhas...ser criativo é uma benção de um criativão
publicitario que vive nos espaços.
Adoro meu trabalho. Adoro cada angulo que crio quer seja a caneta, numa foto, numa concepção de ideia.
Sei que nao sou nem um poquinho do que almejo ser mas alguma coisa boa ja to fazendo. É bacana ver nossa criação sendo conceituada,
pesquisada entendida.
Não só por brasileiros mas ser comentada por americanos, europeus...significa que o "fazer" tem sentido. Um
dia trabalhei só por dinheiro. Hoje trabalho por prazer, desafio e obvio, seria hipocrita a dizer que nao ligo para meu salário no fim do mes.
Mas hoje ele faz parte.
É um dos efeitos de uma tentativa de desenvolver boas peças. E engraçado que, desde que comecei a pensar assim,
meu nivel aumentou e tudo ao seu redor também.
Hoje me cobro mais, trabalho muito mais e consequentemente tudo cresce. Isso é desgastante. Mas é
maravilhoso chegar em casa apodrecida por um belo dia de trabalho onde tudo oq eu gosto eu fiz, mas profissionalmente. Putz...é muito bacana.

quarta-feira, 23 de junho de 2004

Essa remete meu atual estado de espirito:


terça-feira, 22 de junho de 2004

E lá vamos nós...na tentativa de clicar...to melhorando né pessoas?




segunda-feira, 21 de junho de 2004

Hj foi um dia tenso e dificil. Mas acabou. Sei lá. Algumas constatações me fazem acreditar que preciso rever meus parametros.
No trabalho ta tudo bem, daqui a pouco vou ver meus nenes na aula (nenes que sao mais velhos que eu muitas vezes).
Hoje tirei umas fotos bem bacanas e foi bem legal, depois eu disponho para voces verem minha tentativa de ser fotografa.
Até que melhorei. Uma boa maquina faz uma diferença e tanto.
Acho que to excessivamente cansada. Muita coisa na cabeça, uma vontade idiota na mente e uma certeza absoluta que me cerca. Preciso de plantas, passiflora e deixar a vida correr sozinha um pouco. Ando tensionando demais tudo. Isso nao me fará bem. Mas to num momento "elias". Não devia reclamar e sequer ficar perdida da forma que estou mas nao consigo. Preciso de mais um hobby. Novo hobby e um abismal silencio.

sexta-feira, 18 de junho de 2004

hum...silencio concentração e muita isnpiração em
musicas arabes. Tô mais mulçumana que nunca...

Assim que me mudar farei uma grande festa para meus amigos só pra saber
as novidades...ando tão sumida desde que me tornei uma profissional de
verdade. perdão pelas faltas carissimos...prometo que os resarcirei da
minha presença inutil mas quem sabe acrescentadora...

Fim de semana vou aproveitar para fazer as vezes de Amélia, vibrar positivamente
e nesse interim fazer as unhas e depilação...ja que semana passada
estava morrendo. Bom final de semana pessoas!

Pra vcs verem que não é brincadeira, vai ai uma fotita da iris versão
"trampo, trampo, trampo"



quinta-feira, 17 de junho de 2004

Pois é...tem pessoas que se estressam e chegam a perder o cabelo por causa de questões que julgam ser impossiveis de ser esclarecidas. Como por exemplo, fritar um ovo, lavar uma roupa, programar um determinado numero de linhas num tempo relativamente inferior ao necessário, nao sair fim de semana.
Daí, percebemos a grandeza das diferenças e podemos louvar alah "clemente e misericordioso" por essa homogenia de psiques.
Nessa logica, e voces vao ouvir eu citar muitas vezes a palavra logica pq afinal sou quase uma programadora (hehehe), fica nitido que nao podemos fugir do fato. Cada um tem o stress proporcional a sua historia de vida.
Preciso tirar fotos jornalisticas. Eu mesma. E essa matéria nunca fui boa. Nem na teoria e muito menos na pratica. E o incrivel é que só para na minha mão monstruosas maquinas.
Lindas, perfeitas e indecifráveis...como vou tirar fotos se sou uó como fotografa?
Com esse pensamento, vou procurar um auxilio caridoso de alguem que gastem ao menos 2 minutos me relembrando como se segura uma maquina profissional...sorte para mim

quarta-feira, 16 de junho de 2004

Gente! Comprei luvas!
Depois de um tempão quase matando minhas maozinhas de frio, finalmente resolvi comprar a paradinha.
Aproveitei que ia ao centro pra mó di fazê os exames admicionais e comprei.
Não é de lã (odeio luvas de lã pois me remetem ao frio de sampa em minha puberdade).
Aproveitei também e dei uma olhada (pois preciso urgente de um) nos casacões, sobretudos, trench coat e, numa tentativa desesperada, até mesmo cobertor de um xadres mais escuro.
Preciso de uma pecinha dessas ai mas tem que ter minha cara...tá dificil...vou me stressar.
Mesmo pq, o "minha cara" tá na iodice e custa no minimo uns mil reais...realiza: Em tempos de mudança de casa, nao é bacana sair por ai piruando. Tenho que ser responsavel!
Bom, voltando as luvas, lá foi a iris usa´-las toda serelepe...nesse, pequeno intervalo de tempo eu já deixei escorregar, carteira, potinho de creme, dinheiro e até eu mesma enquanto estava descendo a escada do consultorio...definitivamente aumentou a relação desastres x roupas que sempre me perseguiu.
Antes eram as jaquetas que me prendiam as portas; agora tem luvas que nao permitem nada na minha mão sem escorregar...aiai...mas ainda bem que as maozinhas tao quentinhas...fui.

terça-feira, 15 de junho de 2004

Bah...odeio a andy macdowel novamente. pq nao sou uma branca linda que nem ela?
sou uma branca cheia de sardas...bom...deixa isso pra lá...agora, de alforria decretada, sinto me muito mais a fim de namorar alguem...diferente de antes que me achava um grande ó como mulher.
no meu trabalho to adorando. me sinto valorizadissima e tudo que eu faço, que em sampa seria valorizado, aqui tao tb botando moral. Tantos projetinhos que nem dá tempo de falar oi para mues queridos nos comunicadores.
Até meu trabalho voluntario. Empresa de visão é outra realidade.
Tõ num clima romantiquinho...nao sei se é pq quero estar.
Cansei dessa coisa de dar beijinhos. Qualquer cara vc pode dar bjinhos...agora quero namorar um carinha bem bonitinhamente...nessa fiquei a fim de um amigo meu, nao pessoas, ele nao le esse blog nunca.Acho que nem sabe que existe...na verdade...sabe sim.
Mas acho que é uma coisa tipo "ele é muito legal entao seria uma otima opção". Mas, sendo realista nao rola...nao tem a famosa quimica...mas to trocando uns bilhetinhos fofos com um carinha...aiai...ta fofo isso. Adoro essa minha ideia de ser fofa. Como eu sempre fui e quis nao ser por causa dos péu que tava levando. Dane-se os caras feios e maus.
O mundo tá cor de rosa...e adoro minhas novas amigas que me remetem aos velhos tempos dos clubes da luluzinha em sampa. Amanha temos reuniao extraordinaria...e o mais legal de tudo: Não fofocamos. Que legal!!!

segunda-feira, 14 de junho de 2004

muita correria com trampo novo...manterei contato. Não me abandonem.

quarta-feira, 9 de junho de 2004

Forças ocultas me impedem de sair do meu antigo emprego. Elas, as forças, usam um dialeto muito estranho e indefinivel, uma espécie de mantra cosmico que diz alguma coisa tipo "no money, nopago, nopayday,-$$"
estranho...nao compreendo...mas sei que isso pode ser algo muito revelador, uma vez que o numero do post anterior era "666".
Resolvi escrever esse para acabar de vez com esse voodoolismo dentro do blog...vou fazer contatos e ser jornalista...com licensa.

terça-feira, 8 de junho de 2004

a hora nao passa...
nao tendo oque fazer, pois ja estou excluida da relação de funcionarios ativos deste meu ex emprego, e aguardando ansiosamente o dia de amanha...fico sem nada de util pra fazer. Então...como procedo? Simples, encho o saco de todos os amigos de icq e msn e troco ideias com quem nunca conversei na vida e nem sei oq fazem nos meus comunicadores...mas ainda assim...falta uma hora...será que me aguentam? eu nao me aguento mais...que chatinha!

Se tiver preguiça...leia o resumo no post abaixo deste



Ontem foi um dia absolutamente. tumultuado.
Mais um desses e não sobra Íris pra contar historias enfadonhas nesse blog.
Bom...primeiro, definição de cenário interior, palco onde passaram essas coisas, digamos que, curiosas, do meu dia.
Conversei com um amigo muito queridinho, desses que dá vontade de apertar a bochecha.
Ele acabou me falando de seu ultimo encontro com uma garota que, segundo ele, simplesmente deixou o cara sonhando...apaixonadinho.
Ai ele me contou a respeito do que faria hj para convidá-la pra sair e eu achei uma graça. Simples e romântico, doce e muito sincero.
Um poetinha boêmio. Adorei e fiquei realmente encantada com essa decisão tão inusitada de convidar a garota para sair e possivelmente bjar na boca.
Percebi que ele realmente é mó romântico...e é normal. Normal no sentido de toda sua alternatividade, gostos particulares e tipicamente urbanos.
Envolvi-me nessa situação e achei muito bonito, simples...e voltei alguns meses para trás. Na verdade, ficaria impossível não voltar um ano, uma vez que a esse espaço de tempo eu estava em são paulo numa das minhas mais difíceis decisões de vida.
Eu, havia feito uma escolha romantica semanas antes de vir pra cá.
Vir para Porto Alegre, significaria ser fria, racional e voltada totalmente a minha correria de provar pra aquela família que tenho, que poderia ser alguém na minha profissão, com minhas escolhas e do meu jeito. Ficar em São Paulo, seria um abdicar dessa independência toda e, de certa forma, me dedicar a um cara em especial que eu já havia escolhido, pela doçura e excesso de sonhos românticos que vinham juntos com suas promessas.
Promessas essas feitas de acasos tão doces, telefonemas tão carinhosos e aquela sensação de medo e duvida que enfeitavam os dias.
Tinha me esquecido dele. Das inúmeras vezes que chorava com o caos que aquela cidade havia me colocado e ele magicamente ligava tranqüilo. Era impressionante como ele aparecia exatamente na hora que eu mais precisava. Mágico, simples, perfeito.
Com a serenidade necessária para meus dias. Era bom. Era simples. Nosso almocinho num sábado antes de eu pegar a droga do caminho para cá e deixá-lo lá...querendo que ele não me deixasse partir, me segurasse e dissesse que eu tinha que continuar em sampa, com ele. Mas não disse nada. Tava acostumado com minhas, sempre, viagens. Não deve ter passado pela cabeça dele que eu ficaria por lá, por sua causa.
Mas dessa vez, eu não queria ir. Ha três anos eu não parava em lugar nenhum. Há três anos eu pensava que poderia parar por causa dele. E eu sabia que por ele, pararia, sossegaria.
Mas não foi. Embora na semana que precedeu minha súbita mudança de estado geográfico eu fiquei perdida, balançada, com medo de perdê-lo e nunca mais vê-lo.
Bom...final da historia vcs já conhecem. Passou um ano disso tudo e ontem a gente conversou sobre nós. Putz...depois de ter conversado a esse respeito com ele acho que não existem mais assuntos "tabu" para mim.
Passado todo esse tempo, ele disse que não fez nada porque eu nunca dei a entender que queria.
Nunca pensei que fossemos conversar sobre essas coisas. Putz...nunca havia me dado conta do que eu sentia por esse cara e como é muito maior do que muita coisa que pensei sentir e na verdade era ilusão.
Ele nunca lê isso. Não lê meu blog. É ocupado demais pra fazê-lo.
E toda essa ocupação também nos distanciou. To, sinceramente chorando por isso hoje.
Não me arrependo de ter feito uma escolha. Mas não queria tê-lo perdido. Se eu queria amar alguém...do jeito que eu achei que seria amor. Acho que certamente esse cara seria a exemplificação. Entendi muita coisa ontem. Muita coisa. Entendi meu amigo e seu bilhete na caixa de correio, entendi os telefonemas que recebia de longas distancias, entendi tudo.
E, embora tarde demais...por mais absurdo e improvável que possa parecer.
Entendi que perdi uma possibilidade única, sem toda essa corrupção que existe nos relacionamentos.
Não posso deixar de sentir uma dorzinha dentro do meu coração...mas segue o baile, que isso sirva de lição pra mim e pra todos...as oportunidades de ser feliz são tão rarefeitas, sutis...quase etéreas.
Sinto pessoas...sinto muito. Não sabia que mexeria tanto comigo tudo isso...mas é impossível disfarçar a enorme sensação de "perdi o rumo" que estou sentindo.
Mas ao mesmo tempo, que isso sirva de lição para as futuras novas situações de amor que aparecerão. Não eterno, claro, mas na medida e intensidade que precisam ter. Sejam bem vindas. Saberei ser mais explicita. Putz...putz...putz.
Ai...como eu queria ser mais simplista e obvia. Adoraria que o comum e basico guiasse meus dias e jamais procurasse ver alem da simples capa preta que esconde os dias.
Tem duas coisas que quero pedir ao coelhinho da pascoa. Bom, acho que ele pode interceder no céu dos deuses consumistas, algumas regalias para minha morbida e morna vida de curiosidades sem fim.
Queria imensamente que o coelhinho trouxesse bolinhas turvando minha visão. E cada coisa que eu visse se modificasse a medida que fixasse meus olhos nelas. Perderiam detalhes, nuances, movimentos discretos. Passaria a ser tudo focado turvamente. Miope, coloridamente miope e todas as coisas ganhariam uma iluminada tonalidade amarela, viçosa...seria otimo.

segunda-feira, 7 de junho de 2004

Hum...nada de novo que possa ser explicitado. Muitas novidades bacanérrimas. Altas adaptações, mudanças enormes e tuuudo bem.
Finalmente consegui ir numa festa das catacumbas e foi bem legal...hum...até determinado momento...mas valeu.
Esse findi foi dedicado aos amigos distantes que eu devia noticias e visitas. Foi bacana. Tava precisando de novos ares para desencanar de velhas historias infundadas...no mais, era isso. Bom dia!

sexta-feira, 4 de junho de 2004

Tudo está indo muito bem por aqui. Obrigada.
Falei com minha irmã e ela nem me deu nenhum tipo de bronca ou indiretinhas me chamando de irresponsável, meu novo trabalho é tudo o que eu queria com a vantagem de melhor remuneração...meu frila com o querido e confuso fotografo amigo...tudo bem. Mas porque não consigo ficar feliz e plena? Tenho lingeries lindinhos, uma bota, um edredom fofo e um travesseiro fantástico.
Não tenho muitos amigos mas não estou sozinha, me alimento bem, tenho saúde...não entendo porque meu coração está tão pequenininho.
Vontade mesmo que eu tenho hoje é de encostar numa janela de vidro, enrolada num edredom vermelho e com uma grande xícara de chocolate quente, vislumbrar o movimento da rua até vir um sono grande que me movimente os pensamentos.
Ainda que os desafios estejam me impelindo a várias atitudes, ainda tem coisas que me falta entendimento para administrar dentro de mim. Talvez falte amor dentro de mim para entender eu mesma,ao invés de me cobrar posturas.
Posso me enganar achando que a falta está nas pessoas mas acho que no fundo quem não ama sou eu. Que não me dou o direito sequer de errar sem culpa.
E me acuso sempre que poderia ser melhor e fazer melhor sempre.
Como uma madrasta cruel, desmerecendo e renegando todo valor dos meus atos. Herança? Não sei...mas dói na alma a apatia que, vez ou outra, me invade.
Queria complicar menos onde é simples e simplificar menos o complicado.


Você pode ir na janela
Se não vai / Não desvie minha estrela
Não desloque a linha reta
Você só me fez mudar / Mas depois mudou de mim
Você quer me biografar / Mas não quer saber do fim
Mas se vai / Você pode ir na janela
Pra se amorenar no sol / Que não quer anoitecer
e ao chegar no meu jardim / mostro as flores que falei
Vai sem duvidar / Mas se ainda faz sentido, vem
Até se for bem no final / Será mais lindo
Como a canção que um dia fiz / pra te brindar

Som do meu dia...não sou de fazer comercial no meu blog...todos sabem disso...mas...os caras sao meus manos, de sampa e tocam estilosamente algo parecido com as baladas sentidas e urbanamente poeticas dos los hermanos, mas com as letras bem caracteristicas da galera rock paulista. É uma mistura que tem tudo pra funcionar muito bem e eu, como adoro encontrar boas coisas pra ouvir, preciso urgente desse CD...cade o CD Sergiô?
Hum...tudibom a musica "toda luz" e "moonshine" (monshine é muito, indescritivelmente bacana)...sem conta que o clipe é muito fofo e da pra baixar no site deles...chega...vão lá e vejam.

quinta-feira, 3 de junho de 2004

lunch time

é sempre tranqüilo, bom pra escrever. Principalmente quando se faz necessário escrever.
To lendo um livro que conta algumas lendas indianas.
Adoro os hindus...povo sábio que precedeu a sabedoria da vida eterna. excessivamente interessantes e místicos.
Não todos claro, mas a essência milenar é uma realidade. E não é segredo pra ninguém que a íris aqui é
muito das estranhas e cheia de simbolismos que beiram toda tradição
oriental de cultura religiosa.
Não tenho religião. Mas sigo determinadas doutrinas.

Um conto Hindu. Por mim:

Houve um desses sábios hindus que um belo dia, em seus ensinamentos, falou a respeito das mais conhecida e almejadas, opções de vida.
Ainda que esta tenha vindo recheada de parábolas e citações estranhas e incógnitas:
Há duas maneiras de você alcançar a plenitude - ele disse - ambas precisa andar do lado certo, fazer as coisas que tem de ser feitas pela sua passagem e não se perder em meio às vicissitudes diárias.
Você quer amor e quer paz, os dois não caminham juntos.
Não nesse mundo. Nesse mundo você pode ter paz com bons amigos, dignos trabalhos. Ainda assim, te abaterá uma solidão atordoando o coração. Sentirá frio e medo. Mas, ainda assim estará
em paz pois bons espíritos sempre ajudam.
Siga a meditar e conseguira novamente o estado que buscou. E findará seus dias solitária, embora cercada de todos os afetos e cheia de boas conquistas. Chorarão sua morte como nunca. Você morrerá só e desconhecida, perderão o pó dos seus ossos mas a alma será elevada a graus de luminosidade nunca imaginados. Todos os dias serão repletos de novas conquista dentro dos teus propósitos e sua sabedoria crescera à medida que sua moral se eleve.
Terá inúmeros mestres a orientar suas variadas aptidões, e sempre reinará simpatia onde quer que passe. Não terá inimigos declarados.
Quanto ao amor, furtivo e eterno, de almas ligadas pela dinastia milenar, este não trará conforto e paz, mas dores e medos, cercar-te há
nuvens negras por todos os dias mas nunca estará se sentindo só.
Haverão inimigos declarados a sujar seus dias de sangue.
Pairará ares pesados e densos e a incerteza será seu guia até o fim desses capitulo terrestre.
Terá conforto no coração, pessoas que lhe estimam muito preencherão seus dias e sua vida será uma constante daptação
às maneiras alheias. E você acata pacientemente pois isso é característica do amor.
Não será sabia e seus mestres lhe ensinarão a respeito das nobrezas do caráter e espírito, mas nunca irá se aprofundar a nenhuma delas pois seu tempo será dividido entre cuidar de si própria
e sua construção, e a do objeto amado.
Será rica e feliz ao mesmo tempo pobre e triste. Enfrentará frios dissabores, haverá pranto no mesmo grau que rangerão seus dentes.
Não estará só. Nunca passara momentos sem abraços e manifestações físicas de afeto.
Morrera cercada de amigos e o funesto momento do dispersar das cinzas desta sua existência será repleto de tristeza e saudades dos teus entes.
Chegara a outros mundos com glorias de uma heroína...mas voltara em breve a nova carne, buscando a paz, que lhe trará, finalmente a definição
exata da tua busca. O amor, que sem paz não serve a esse mundo. Serve a outros nirvanas existenciais que desconhecemos.
Esse amor que todos querem aqui é pequeno e defeituoso. Quase não existe mas buscam ignorantes da verdade a respeito deste nobre sentimento.
Aqueles que voltam em busca de paz já conheceram as guerras do amor e hoje tem a mente tranqüila para seguir os caminhos que nunca desvendaram em outras oportunidades por fraqueza.
Lembre-se. Querer o amor, ainda sem paz, não acharas. Busque dentro de ti, na essência, se não encontrar, é porque não o tens. Para adquirir, é preciso viver. Ainda que chorar tem que viver.
Se, pretéritamente já o adquiriu, esqueça essa busca e vá em paz, pela paz. Esse mundo é pequeno demais para abstermo-nos a amar um amor que é curto e vago. Vá em paz. É contigo.
Escolha dentro do seu coração, e aceite as conseqüências desta.


Hum...nada como escrever. Ainda que viagens...tudo tem um pouco de credo e de razão.

Hoje eu to com uma sensação fatídica de mulher pirulito.
Justo eu que sempre ri do Faustão por ele ser muito similar a um grande pirulito humano.
O frio me fez parecer um pirulito.
E hoje tenho uma entrevista e vou encontrar as pessoas, fantasiada de lollypop. Que mico!
Bem que hoje, ao me olhar no espelho eu me senti meio compacta demais da cintura pra cima. E pra ajudar coloquei minha bota de salto (preta) e fiquei um grande pirulitão preto.
Tô com vergonha. Entrei no elevador para trabalhar e encontre aquele abutre negro no espelho. Olhei pra baixo, as pernas parecendo gambito (o preto emagrece).
Que cruz...tô com medo de chegar furtivamente nos locais que tenho que ir e parecer uma maluca escondendo minhas pernas...se bem que...elas são a única prova de que eu não sou uma obesa enorme...hum...pode ser melhor parecer um pirulito do que uma bala de canela...pensando bem. Dos males o menor...Vou trabalhar.

quarta-feira, 2 de junho de 2004

Caracas! Que doutor mais gatinho eu fui ontem. Gatinho e disse tudo que eu queria ouvir...adoro isso...adoro!
Acho que essa semana acaba a maratona "Iris vai ao médico"...credo né...quem vê pensa que tenho doença terminal, mas não é isso...aproveito minhas ferias (hahaha) pra dar uma olhada nos "por dentro" e ver se esta tudo ok...só a porcaria do estomago que ainda dói...caramba viu...nunca mais vai parar de doer?
Essa semana espero também descobrir o que há dentro de mim...viajona que sou ja imagino o pior né...pelo tempo que leva pra cura...se bem que a maioria dos meus problemas nao diagnopsticados sempre foram resolvidos com muita dose de passiflora...e funcionava...só falta os caras levarem tanto tempo para chegar a essa conclusão...confesso que vou stressar.
levei um pé esses dias que tá doendo meu popis e ainda por cima fui chamada de mulher moderna e que nao devia ficar triste com essas coisas...sabe pessoas...a ultima coisa que uma mulher moderna como eu quer ouvir quando chutam seu popis é que ela é moderna e que vai superar...dane-se a modernidade. Acaso os modernos não tem coração? Bom, o lance é juntar os cacos e continuar seguindo...devo ter uma propriedade muito peculiar na minha genetica...algo como estrutura biologica de uma lagartixa...corto uma parte do meu corpo qdo to em perigo depois nasce de novo...e sempre fria. è isso que, pelo menos, boa parte das pessoas acham que sou por não estar nem ai com as pequenices mundanas e me importar com coisas mais...relevantes, digamos assim...é uó mesmo...mas na boa, nem tô. Estou numa postura nem ai...total "mixed bizness" ..."All right
Turn it up now..."
Entao tá...e viva o péssimo humor americano de iris.

terça-feira, 1 de junho de 2004

O saco de tomar remédios para dor de cabeça é que você parece entrar numa existência superiormente interessante...uma viagem mesmo...acho um porre pois contraria toda aquela coisa de "estado de alerta" que procuro estar.
To com TPM...sabia que ela chegaria...e tô naquela desolação humana né? um porre também.
Mas, nada como a leitura de uns textos ótimos de umas queridas paulistanissimas para me fazer entrar na real e perceber que somos algo distante da realidade do Brasil...paulistanas são estranhas...não sei se bom ou ruim mas somos mais centradas em coisas concretas...acho engraçado isso...é isolante...mas saudável até certo ponto.
A cultura do "ter mais o que fazer" é uma real na nossa vida...não estou, totalmente incriminando as mulheres de outras regiões...é que hoje fui invadida por inúmeras bordoadas psicológicas sem sentido de todos os lados do Brasil...e de sampa elas vem mais certeiras, racionais e reais...o tipo de coisa que vc saca de onde vem e pra que veio. Respeito isso. Na alegria ou na tristeza...isso é melhor.
Começo a sentir novas saudades da terra amada, mas certa sou de que não volto para lá...ao contrario, certo que, meus dias nesses pais estão findando mesmo...acho ótimo, preciso me especializar em várias coisas e aqui não dá. Mas sei lá, tem um q de solidão nisso tudo. O saber é solitário será? Será que essa é a tonica do texto e não a futilidade regional feminina. Acho que sim...é isso. O saber é solitário pois não é todo mundo que quer saber. A força é solitária. O saber também. Não entendo porque tanta distinção. Estranho mas real.
A Nina fala uma coisa engraçada, ela é paulistanissima e é incrível, algo como "não basta". Não basta superar erros, traumas e delitos; não basta supera incompetências e sonhos rotos, sempre querem mais e mais, da gente e de dentro da gente.
E quando focam esse diferencial que sempre é uma critica construtiva, te isolam por que não basta viver, tem que ignorar a vida...arre...não é fácil isso.
Então, levemente mal humorada ela levanta da cama e verifica que seu celular permaneceu da mesma forma que na noite anterior. O quarto também e o pior de tudo, o frio que desanimava a ducha quente da manhã também era o mesmo.
"Seria tão bom se o banheiro todo ficasse numa temperatura de 27º apenas no momento do banho" - ela pensa e segue sua rotina ridícula mas fundamental.
Na frente do seu micro, observa as cenas da madrugada anterior, pessoas que passaram, pessoas que somente clicaram rapidamente em seus materiais virtuais e não entendendo nada, saem furtivamente para não serem descobertas pelo registro. Outras pessoas, menos ocupadas passam e deixam mensagens dignas de pena, ela pacientemente vai até sua origem, verifica e deleta - "Não hoje, eles definitivamente não vão me irritar" - embora o mau humor continue ela ri do fato de existirem tantas pessoas que perdem seu tempo achando que "provocam" quem nem lhes diz respeito - "Lugarzinho mais provinciano...ninguem trabalha nessa terra não?" - continua a inventar seus textos, fazer seus planos e seu mal humor logo se acaba, afinal, o chato mesmo, que ela sempre diz um dia mudar, é a teórica maneira de viver com funções, cotidianamente igual.
Quando ela está lá, no "figth" diário, tudo começa novamente, e nada fica igual.
Algumas coisas perdem a importancia como o banho quente e a intrusa criadora de caso. Outras adquirem importancia ímpar, como por exemplo, viver o dia o mais intensamente possível antes que ele acabe novamente e o telefone não toque.