quinta-feira, 29 de dezembro de 2005

Hum...finalzinho de ano...não poderia deixar de escrever alguma coisa aqui...muito embora devesse estar trabalhando que nem camelo condenado a morrer de sede levando água para os outros no deserto...credo né?

Praticamente uma tragédia grega em terras árabes...muita confusão regional essas frases...multiracismo em tiradas...uó...só podia ser fruto de uma mente cansada...cara...tô com olheiras ridiculas.

Detalhe que minha genética nunca me permitiu olheiras...e hoje eu me olho no espelho e vejo uma branca quase sem manchas (ótemo meu tratamento! amo meu dermato!) de cabelos esbranquicados (novos nascendo! amo meu dermato novamente) e boca vermelhona (contrastes com o branco papel da cara pálida) com duas bolas pretas em volta dos olhos...preciso de cremes...mas acho que prefiro cama.

Para completar a insone vida de Iris, não bastando os multiplos trampos que eu tenho agendado e outros com previsão de agendamento, resolvi dar um presente de natal para a Boolie Boolie: uma irmãzinha.

Sempre na monocromia a pequena (que dá duas em tamanho e pelos...arght...da Boolie) Penélope (super charmosa) é cinza de olho verde e com a mesma cara de sapeca que a Boolie tem.

Muito romântico e bonito meu gesto, não fosse o pequeno detalhe de "adaptação". Pois é...hoje elas se deram a primeira encarada pacífica e a Pepa (Pepa Pop é o nome da Penélope...gracinha né? Boolie Boolie e Pepa Pop) agora tá até miando dengosamente...mas ainda não comeu...a Boolie é muito chata.

Traduzindo isso para o "humanês" imagina uma criança falante, estriquinada rondando o dia todo uma mulher adulta e em fase de adaptação, ambas desconhecidas...essa é a realidade das duas lá em casa. A Boolie fica enlouquecendo a Pepa com seus brinquedinhos pulantes, corridinhas malucas e saltinhos sapecas...confesso que tenho dó da Pepa...a Boolie é absurdamente loka.

Bom...ainda não vi muito resultado positivo para minhas mãos arranhadas...a Boolie ainda não trocou o alvo das mordidas...mas pelo menos tem o que fazer quando estou atarefada na frente do meu micro trampando...fica aloprando a Pepa...mas to separando elas ao menos para EU dormir bem. Dividi a casa em territórios e a Boolie continua dona da minha cama...e a Pepa tomou conta da cozinha...ai...

No mais tudo tranquilo, sem grana, sem bogu...percebi que sou péssima administradora dos meus bens e 2006 vai ser tudo tabelado, não farei nada fora da planilha...nem adquirirei bens que estejam foram das aspirações pré agendadas por esses dias. Esse ano a quantidade de "imprestabilidades" adquiridas foi gigante:olhar focado

"No" loves, "no" saco para loves na real... na real não vejo a hora do fight de 2006 pois com as dúzias de projetos que tenho em mente já sei que vou chorar muito, trampar muito e aprender muito acima de tudo...hum...vou apanhar muito também, afinal quero ser samurai de verdade...hihi...sempais que me aguardem:gambatê

Esse ano...hum...foi bom...muito agressivo na real...tudo foi muito hard core em todos os aspectos e nada que eu vivi foi soft...tudo extremo e tumultuado. Na moral, esse ano me cansou...não fosse minhas pseudo "férias" acho que hoje estaria louca. Mas ano que vem não quero nada me pegando de surpresa tão agressivamente como esse ano: viver light (hihi...to de dieta).

Minha família estranha está próxima e estamos, dentro das possibilidades, nos relacionando muito bem. Meu sobrinho é um fofo e moral da historia: nada como um dia após o outro.

Saúde Ok, amigos...hum...ando stressada com eles...de um modo geral...mas acho q é coisa do meu dda nivel "palmares longuinguos de elevação" que me impede de ter paciência com todos eles. Entrei numas de premeditar as frases do próximo e sequer ter paciência para ouvir o outro...bem coisa de hiper atividade mesmo...já futurizando tudo. Sempre me lembro das aulas de sociologia na facu...e das de matemática no médio...

Por isso dei um sumidão e me encarnei nos trampos e prazos. O único amigo que eu tinha paciência por incrível que pareça é o Du...hum...Me desculpem...mas acreditem...Iris "surtada" ninguém merece.

Essa parte "psicologicamente" eu não gostei em mim esse ano. Esse viver acelerado e atropelando...por isso quero sossego ano que vem...principalmente mental. Senti que sai fora da linha de controle nesses últimos meses.

Rejeitei meu primeiro freela por total inadaptação com o cliente (Íris se achando...tsc...tsc...), recebi convites de 3 agências pancadaria (vulgo "muito boa") para trampar, uma consultoria com o Japão...num lembro se foi esse ano...parece que o primeiro semestre passou a tanto tempo que já não estou atinando direito...hihi...hum...profissionalmente foi bacana...óbvio que no limite também.

Bom...moral da história é que é findo esse ano hard core em que aprendi horrores de coisas e respeite outros horrores mais.

Dedico a duas criaturas absolutamente presentes full na minha vida, todo sucesso desse ano: Hu e Ligia

E as melecas que fiz...bom...e não foram poucas...deixo o tempo , vulgo senhor dos enganos, deixar apagar como imagens vivas e perpetuar os aprendizados com cada uma delas (as melecas)

Intenso 2006. En garde!

sexta-feira, 23 de dezembro de 2005

É uma índia com um colar / A tarde linda que não quer se pôr
Dançam as ilhas sobre o mar / Sua cartilha tem o a de que cor
O que está acontecendo / O mundo está ao contrário e ninguém reparou
O que está acontecendo / Eu estava em paz quando você chegou

E são dois cílios em pleno ar / Atrás do filho vem o pai e o avô
Como um gatilho sem disparar / Você invade mais um lugar
Onde eu não vou / O que você está fazendo
Milhões de vasos sem nenhuma flor / O que você está fazendo
Um relicário imenso desse amor

Corre a lua, porque longe vai / Sobe o dia tão vertical
O horizonte anuncia com o seu vitral / Que eu trocaria a eternidade por esta noite
Porque está amanhecendo / Peço ao contrário, ver o sol se pôr
Porque está amanhecendo / Se eu não vou beijar seus lábios quando você se for

Quem nesse mundo faz o que há durar / Dura a semente dura o futuro amor
Eu sou a chuva pra você secar / Pelo zunido das suas asas você me falou
O que você está dizendo / Milhões de frases sem nenhuma cor
O que você está dizendo / Um relicário imenso desse amor

O que você está dizendo
O que você está fazendo
Porque que está fazendo assim

Nando Reis - Relicário

quinta-feira, 22 de dezembro de 2005

Uma história para o livro da vida não se faz em curtas dissertações.
Ela é intensamente forjada à pena, no calor de cada situação, quer sejam lutas, vitórias, aprendizados ou esquecimentos.

Se faz no curto espaço do perdoar, do amar, do permanecer junto à fé, ainda que tudo pareça distante do final perfeito.

A intensidade dos momentos marca as folhas do existir com recordações insubstituíveis.
E o futuro se organiza feliz, a cada concretização de sonhos bons.

Uma história para o livro da vida não se faz de heróis e glórias apenas.
Há momentos de aprender duramente com decisões impensadas e ganhar louvores a cada arrependimento sincero.

Se faz também a cada palavra amiga trocada, gesto de auxílio descomprometido e beijos trocados a doces estalos de carinho.

A veracidade de cada situação imprime, em cada texto do viver, a espessura exata para ser sempre rememorado, em dias de chuvas ou sóis interiores.

A cada ano que passa, os capítulos se renovam, e temos a chance inédita de escrever novos contos a respeito de tudo aquilo que mais importa: vida, familia, projetos, amores.

Só cabe a nós definir a rima rara para os dias escuros e frios; a introdução perfeita para cada sonho a se realizar; o argumento eficaz para todos os temores que vierem nos visitar e, por fim, a conclusão mais doce e humana, capaz de refletir a delicada essência de estar vivo: o findar de batalhas, o recolher e reconhecer que tudo que se passou foi exato, e perfeito dentro do nosso melhor.

Para estas novas folhas que virão em 2006, desejo sinceramente que sejam um singular capítulo de vida, o melhor, o mais ousado e construtivo: o seu.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2005

Estou impossibitada no exato momento, de trabalhar pois uma faixa de transferência de arquivo muito alta ocupa minha banda e faz meu potente micro não servir para muita coisa...então, dado esse fato, estou escrevendo aqui pois, há quase um mês, não abro meu fofo blog.

Bom...limpando as traças...nesse interim já tive crises samuraicas, perdi onibus de viagem, achei amigos distantes, emagreci, gastei dinheiro à toa, paguei contas, dei presentes, editei vídeos, cantei, virei noites trabalhando, me arrependi, assisti filmes, joguei conversa fora, criei minha ação de marketing, inventei receita culinária com peixes, li revistas, alguns livros, não chorei, tive uma tpm tranquila, tomei decisões para a vida toda que nem gente grande, me apaixonei, tive ciumes, tomei sorvete de Ades (maçã), me irritei com a agencia de publicidade da empresa, desisti do carro, esqueci de fazer exames, reatei com o carro, brinquei mais com a Boolie, matei baratas, fervi a louça, matei mais baratas, comprei veneno, encontrei minha saia, perdi algumas horas, passei filtro solar inúmeras vezes, reclamei do tempo, reclamei da vida, perdoei amigos, fui perdoada, tive raiva, senti dor, xinguei a mãe de populares locais, fiz amizade com os caes labradores da empresa, fui à Bienal, fiz planejamento mensal, coloquei banda larga, quis fulminar a BRTelecom, discuti com a NET e ganhei a razão, desisti de discutir com a Claro e trocar de plano, parei de receber mensagens do meu egofilho nascendo, tive sonhos bons, fechei bons negócios, cansei de Porto Alegre, dei mais uma chance a Porto Alegre mas com data de partida, mudei meu cabelo, usei mais saias, troquei a ração da Boolie, dormi pouco, tomei muito café, troquei de tipo de pão, experimentei danones light's, explodi meu chuveiro, chamei o Du para arrumaro chuveiro, fui andar no centro, dei aulas, escrevi poesias com versos brancos, não fui ao cinema, não fui ao show do pearl jam e estou aqui.

e era isso...;)