segunda-feira, 30 de agosto de 2010

As vezes eu me acho uma farsa...geralmente são nos dias que estou com fome (em dieta), ou de alguma forma meu equilibrio distante foi alcançado por algum lunático pretencioso (ou pretenciosa). Hoje realmente não sei qual o motivo só sei que está tudo louco e fora do formato...

Fiquei praticamente a tarde toda trocando e-mails com uma professora da Poli/USP por causa de IHC (Interação Humano Computador), do meleco do Nilsen e da chatice que amo chamada arquitetura de informação...enfim...achei bem surreal porque a professora era mó gente boa me dando mó atenção...deu vontade de fazer engenharia...acho que isto me fez sentir uma farsa pois o que aplico no meu trabalho, diariamente, não é nem a metade das coisas aplicáveis em sistemas ou interfaces web. PRIMEIRO PONTO.

 
Depois conversando com um colego sobre nerds e geeks descobri que meu perfil é total nerd e nada geek. Segundo ele geek tem uma atitude positiva e simpática com apetrechos tecnologicos, quadrinhos e games. Eu não sei usar nenhum celular neste mundo, leio ainda o manual do meu carro, games eu não consigo jogar pois sou um tipo extremamente descoordenado e finalizando gibis para mim só turma da Mônica. Só me sobrou, graças a minha atitude sabe-tudo de um QI acima de uma média comum aliado a um ululante TDHA, a faixa nobre de um Nerd. Sinceramente os nerds q povoam meu imaginário popular são feiosos, magrelos, dentuços e usam óculos fundo de garrafa...Eu me sinto uma criatura de outro mundo pois tenho meus encantos e meus hiper maxi pesos a mais... SEGUNDO PONTO.

E tem também o fato de eu ter um cronograma e uma linha do tempo totalmente particular, por exemplo: eu conto minha definitiva mudança de cidade desde o momento que aceitei a cidade então, fazem 2 anos e os sinais desta "mudança" estão, entre eles: término de namoro com namorado da outra cidade, crítica diminuição de afazeres na cidade antiga o que leva a menos deslocamentos até ela, aceitação da cultura e educação da cidade atual e o principal total controle da vida e dos afazeres no local novo. Embora eu esteja efetivamente morando a 6 anos isto ainda me parece totalmente indiferente visto que minha cabeça aquariana só pousou nesta terra a 2 anos...TERCEIRO PONTO


Essa incrível e chata sensação de estar fora do escopo me inquieta sabe...dá bem vontade de sair correndo até encontrar o fio da meada perdida...enquanto isso não acontece fico com saudades de tudo e de nada e uma crescente intenção de voar...para onde? Não sei. Talvez para o lugar em que eu estou pousada neste exato momento em que sinto tudo estranho e irreal...

sexta-feira, 27 de agosto de 2010


 Sobre pessoas que são e sobre pessoas que não são o que são.

De fato, em algum ponto da vida, a gente percebe o mito que gera o equivoco que rompe o laço e desata nós...
...e nós mesmos acabamos por curar esta ausência própria que chega a ser mais psicologica do que física e conforme o tempo passa, nos damos conta deste fato.

Em algum momento da nossa vida...aleatóriamente a gente compra uma idéia, veste e cria um personagem e passa ,senão anos, a vida toda com esta indumentária descolada que achamos ter adquirido. E isto pode acontecer multiplas vezes em vários âmbitos e aspectos da vida e, quando chega um determinado ponto, nos damos conta que não sabemos quem somos e não conhecemos absolutamente nada nem sobre nós e muito menos sobre aquela pessoa que esta ao nosso lado, trilhando a mesma trilha, porque ela também não "é".

O que eu quero dizer sobre isto...eu acho...enfim, é sobre o plano de ação que a gente dá para nós mesmos. Temos alguns objetivos que permeiam boa parte de nosso ciclo nesta terra e ao longo desta trilha vamos absorvendo novos ou modificando aqueles que já não cabem mais dentro da proposta inicial (o tal objetivo primeiro).

Mas sei lá...quando a gente começa a escolher coisas, buscar metas e criar nossos caminhos, invariavelmente perdemos o principal: o "nós mesmos". Acho que ficamos tão doentes pela possibilidade da vitoria pessoal que esquecemos este detalhe importante que é permanecer dentro da história. E sabe a coisa mais doida disso tudo? Permanecer na história é mudar constantemente o tempo todo até o ultimo dia de nossas vidas! Louco né?

Mas é simples: quando nos mudamos nos tornamos cada vez mais nós mesmos e nossa essência. Quando mudamos assumimos como propósito o fluxo da vida e fluimos com ela de forma natural. Já não acontece a mesma coisa quando "não mudamos" pois estagnados a vida flui...mas não vamos juntos. Sentimos e vemos coisas e pessoas passarem por nós, muitas vezes em velociadades assustadoramente altas, e não acompanhamos.

Quer saber por quê? Porque muitas vezes, talvez a maioria delas, não conseguimos abandonar o personagem. Sim...aquele mesmo que criamos ao longo de nossas vivências. O tempo vai passando e o nosso "eu" legítimo quer assumir e temos 2 escolhas: amadurecer encarando nossas verdades pessoais ou ver a vida fluindo sem nossa companhia por estarmos totalmente atados às nossa inverdade pessoal.

E eu não chamo de inverdade mentir idade, estado civil ou herança cultural e sim omitir de todos e principalmente de nós mesmos a nossa essência (gostos, ética, sonhos, etc). Aquilo que adquirimos ao longo dessa nossa trajetória neste planeta maluco.

Mudar não tem mais a ver com estranhamento e novidade do que sinceridade e autenticidade de ser. Mudar nem é tão radical quanto real.

Mudar é deixar para traz a imaturidade de alguns mitos adquiridos com pessoas e épocas e criar nossa própria mitologia pessoal adquirida, nada mais nada menos, pelas nossas vitórias, derrotas e aprendizados. isto é fluir. Junto com a vida, com o meio, com si próprio

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Pangur Ban

Messe ocus Pangur Bán,
cechtar nathar fria saindan:
bíth a menmasam fri seilgg,
mu memna céin im saincheirdd.

Caraimse fos (ferr cach clu)
oc mu lebran, leir ingnu;
ni foirmtech frimm Pangur Bán:
caraid cesin a maccdán.

O ru biam (scél cen scís)
innar tegdais, ar n-oendís,
taithiunn, dichrichide clius,
ni fris tarddam ar n-áthius.

Gnáth, huaraib, ar gressaib gal
glenaid luch inna línsam;
os mé, du-fuit im lín chéin
dliged ndoraid cu ndronchéill.

Fuachaidsem fri frega fál
a rosc, a nglése comlán;
fuachimm chein fri fegi fis
mu rosc reil, cesu imdis.

Faelidsem cu ndene dul
hi nglen luch inna gerchrub;
hi tucu cheist ndoraid ndil
os me chene am faelid.

Cia beimmi a-min nach ré
ni derban cách a chele:
maith la cechtar nár a dán;
subaigthius a óenurán.

He fesin as choimsid dáu
in muid du-ngni cach oenláu;
du thabairt doraid du glé
for mu mud cein am messe.

Pangur Ban foi escrito no século 8 por um monge irlandês sobre o seu gato. Pangur Ban, na tradução ficaria algo como "completamente branco", e este é o nome do gato. Em oito versos de quatro linhas, o autor compara as atividades do gato com os seus próprios propósitos acadêmicos. E isso é bacana de ver que coisas simples podem se tornar, aos olhos mais observadores, estudos sistemáticos e filosóficos.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

















QUEZÁIS
Non sei por qué me deron esta mañán vidrada
chea de alas de pomba.
Foi, se cadra, un grande anxo esquencido que tivo
dó destes ollos cansos.

Non sei por qué me deron esta tarde tan cenza
cunha fonte no medio.
Quezáis nunha batalla sin nome oiéu a Virxe
voz que Ela conocera.

¡ esta noíte baixiña con mil ventás acesas,
e baixo dela un leito!
Quezáis Deus, tendo dó da noite que hai en min,
varióu soles e mundos...

Xosé Mª Díaz Castro

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Uma vez um árabe não foi com a minha cara. Eu realmente não entendi muuuito bem o motivo pois na época, geralmente, antes de eu sair da faculdade (que fique claro), eu era simpática para uma quantidade grande de pessoas de diversas nacionalidades inclusive armênios, alemães e coreanos...mas enfim ele, o árabe da mesquita, não foi com minha cara nas 2 primeiras vezes que fui orar na mesquita.

Não contente, acredito mais que por questões de bairrismos e solidariedade masculina, o sheik amigo dele também não me gostou, e não tô querendo dizer de gostar para me levar para o harém dele...nada disso..tô falando da coisa toda da simpatia e empatia com a pessoa turista...mas enfim...super unidos não poupavam esforços para me deixar desconfortável e eu, meio anta, achava que fazia parte do jeitão deles...

Ainda hoje este ocorrido me intriga...E olha, nem fui eu quem matou a barata que resolveu comungar do alcorão conosco, certa ocasião (obviamente foi uma brasileira daquelas beeeeem brasileiras) na época eu passava tranquilamente por uma mina árabe (embora com mini nariz), grega, portuguesa e italiana (não me perguntem como)...quase ninguém me achava brasileiríssima. Por isso eu entendo menos ainda...se eu nem parecia turista de acordo com alguns locais pq eles não gostaram de mim?

Bom enfim...cheguei a ir até a mesquita algumas vezes, talvez não tenha fechado um mês por conta da clara indisposição do árabe e seu mano sheike em me "agregar"(gente...sheik num tem esse glamour todo da TV não...pelo menos aquele lá não...era obviamente rico e sheik...mas uma coisa bem diferente do que hollywood quer passar...fiquem certos). Mas a história culminou de forma engraçada. Numa manhã, um casal de japoneses muçulmanos que eu eventualmente conversava meu rídiculo árabe made in china e em um dos papos falavamos de musica, por conta disto acabamos trocando informações sobre nossas formações musicais.

Na época eu estava ainda cantando (é...hj eu dublo meu pensamento) pois era muito recente o término dos meus estudos em canto lirico e enfim...me convidaram para vestir uma daquelas roupas árabes de menina solteira e cantar uma canção em uma determinada cerimonia.

Não preciso dizer que dei pulinhos mentais de alegria e curiosidade e aceitei na hora. E lá vai dona Iris ensaiar uma musica religiosa adequada para a ocasião.

Musica ensaida, roupa devidamente preparada e jóias e maquiagens devidamente ambientalisadas lá vamos nós, no carro dos japas mulçumanos, até a igreja/mesquita/seilá, fazer as apresentações.

Porém houve um problema de comunicação sério dentro desta empreitada: os meus colegas japas não haviam avisado o sheik e seu colega. Quando descobriram, a praticamente minutos antes e eu me apresentar, me baniram claramente, incluindo a apresentação, do clã.

Resultado da historia: uma tiazinha arábe ( que para mim parecia mais cigana mas enfim...) cantou um canto lindo e eu fiquei quietinha assistindo e ouvindo com toda a indumentária arabe e depois, milhares de pedidos de desculpas dos coleguinhas desavisados que me fizeram o convite.

Bom...logo depois fui embora, nunca mais fui a uma mesquita  e meu mini-árabe está totalmente erradicado da minha mente inquieta. Lamento não ter tirado fotos com a menina síria super legal que me ajudou a montar a árabe perdida dentro de mim e infelizmente, mais uma das minhas insólitas aventuras permanecem no âmbito da minha cachola.

Por quê estou contando esta história? Porque ela tem uma lição que fala muito alto sobre  tipos de temperamentos. Por mais que vc tente ser a mais inserida nos contextos ainda vai ter um tipo de sangue mais quente (ou menos quente) que o seu para não curtir seus atos e te banir automaticamente de seu clã sem você ter feito absolutamente nada contra a criatura...é a parada do santo não batendo no decorrer do percurso...

Quando isto acontece te falo que se descabelar não rola...chorar muito menos pq não resolve e as vezes a idéia besta de chegar na pessoa e perguntar "qualé que é" é realmente muito besta e merece ser deletada da lista de possibilidades de aceitação.

Toca o barco pois isto é uma coisa que vai acontecer mais dia menos dia, ainda que sejamos a diplomacia ambulante...afinal...todo mundo no mundo todo é muito particular e não há possibilidades de mudar esta verdade... e se a gente pensar nem precisa sair da nossa rua para testar esta realidade.

Por mais revolta que possa haver dentro do coração vamos permanecer educados, sorrir gentilmente e aceitar o não pertencer...se não rolar paciencia para sorrir, caia fora. Até porque a gente nunca sabe que tipo reação completamente diferente pode acontecer. Aceitar o não pertencer é complicadíssimo mas vale tentar...seilá...vale a pena desencanar.

domingo, 1 de agosto de 2010

Metas do entitulado "Meu Mês Francês" (Très Chick!)


- Ler livros durante os momentos em que estiver esperando alguma coisa acontecer
- Comer muuuuuito melhor e em menos quantidade para emagrecer até setembro
- Imaginar o que fazer caso resolva ficar com um ex namorado frances
- Ir nas palestras do consulado canadense
- Seguir firme nas aulas da lingua francesa e falar com sotaque descente
- Usar boinas e lentes de contato
- Ouvir Pink Martinni e Keb Mo (nada a ver mas vai ter q combinar)
- Me espantar de forma mais blasé
- Treinar saidas à francesa
- Reorganizar os perfumes da semana