sexta-feira, 27 de fevereiro de 2004

Duvida cruel...

Qual será a tatoo perfeita???




ou


Emma Shapplin
Esse é o som.
Não descreve a trama de convicções e ideologias que estão dentro de mim. Tampouco a vontade súbita de voar um pouco além do que estou voando e ir um pouco mais longe. onde medos e derrotas não ferem a alma.
Estou como uma fênix renascida de suas cinzas pessoais. queria e quero desmarcar e correr para onde me sinto bem, para dentro de mim, para minha verdade onde as falas são altas e as verdades profundas. Na intensidade dos meus desejos. Na mentira exata da minha força, no obvio e seguro modo de agir.
Queria um pouco mais de tudo hoje. Além de mim, sempre quero, anseio em ver o inalcançável além ao meu redor. Eu grito seco. O eco responde em silencio e a vontade de andar milhas é grande.
Não quero rótulos pois preciso de verdades. Quero respostas que nunca vou ter e chorar lagrimas sem sentido pois nunca entenderei. Hoje estou inquieta, definida e exatamente assim. Isso é morte e vida. Ressurgir e partir. Respiração e Asfixia.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2004

hum...ainda surtada mas menos descoordenada...volto para novidades!

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2004

Pois é pessoas...tô de ferias e emocionalmente surtada! Total na boa. Meu...conheci "o cara". Tuuudo de bom!!! Meu signo (começa ai) 6 anos mais velho, total saudavel, lindo...que olho...que sorriso...aiai...to adorando minhas férias! Odeio carnaval e chingo a mae de quem inventou mas esses ultimos dias tem sido uó do tudo de bom...sure...nada é pérfeito mas...quem liga???
ai...to total imbecil, me odiando por isso mas consciente de que esse surto tem dia e hora pra acabar...que pena...aiai...que fofo...gente. ninguem tem noção do que é conhecer o cara exatamente igual ao seu personagem inventado predileto!!!! até trilha ele faz, é lindo, paga pau, e adivinha que facu ele faz??? A MINHA!!!
aiquelindo...fui pessoas...o tempo é curto. Quanto ao cara...quem disse que meu personagem é namorável? tipos que nem esse...aiquefofo...não rola um namo (se bem que ele além de tudo acabou de sair de um relacionamento de mais de 7 anos)...que fofo...aiaiai...to no surto...paixonite...aiai...fui...

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2004





Quem se atreve a me dizer
do que é feito o samba?
Quem se atreve a me dizer?

Não, eu não sambo mais em vão
O meu samba tem cordão
O meu bloco tem sem ter e ainda assim
Sambo bem a dois por mim
Bambo e só, mas sambo sim
Sambo por gostar de alguém gostar de

Me lavra a alma, me leva embora
Deixa haver samba no peito de quem chora

Samba a dois / Marcelo Camelo

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2004

Rá...as vezes tenho que rir de minhas atitudes total infatis e despretenciosas. Como pode né?
To total e devastadoramente irritada por causa da TPM. Insuportavel...hoje me peguei olhando pro meu chefito com uma gama de raiva que quando vi, tive que rir...ainda bem que ele nem viu.
Agora, que decubro-me musa inspiradora ninguem me aguenta! Acho fofo isso...mas pouco pratico. Mas a questão não é essa. É meio da tarde e to sem a menor paciencia para estar neste planeta pois minha TPM me invalida como ser humano racional entao eu assumo a forma de amebóide assustado...e...olha só. TÔ correndo dos irritantes pois to letal, fui arrumar o outro blog e colocar umas coisinhas, tudo isso sem entrar nele pois, evitando um stress desnecessário, passei a conversar com esse outro blog via ftp. Aí nada deu certo, obvio. Meu comunicador instantaneo nao quer funcionar, nao tem coca-light, to falando e escrevendo numa linguagem inteligivel a pessoas normais e parece que bebi e no entanto é TPM...mulher é um saco mesmo. Nesse exato momento em que digito isso esta dançando sobre minha tela as palavras, fruto de uma tontura repentina...é engraçado. Parece que fumei erva danada sem te-lo feito.
Mais tarde vou assistir um filme romantico com umas amigas e to com dó delas e medo de mim...mas a revolta já passou, a furia desconcentrou e agora só to viajando...meu...pq nós mulheres temos que passar por essas coisas? Vou tomar pilulas!

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2004

É...essa coisa de ficar doente mexeu com meus gostos antigos. To realmente encorporando meu lado hippie de ser e buscando coisas natureba como antes. Ah. já sou diferente mesmo e já assusto todo mundo com meu jeito total meu de ser, não vou ficar tentando agradar ninguem e muito menos parecer menos estranha, vou voltar a minha vida total hippie cosmopolita e natureba...não vejo a hora. Ja até achei uns lugares que vendem uns negocinhos bem bons de comer. Pena que a grana ta curta. Rá...esses dias tava ouvindo mantras...muuuito engraçado. Tem um que não me sai da cabeça e me vejo as vezes na rua cantando e batendo palmas...tsc...tsc...se vc é de Poa e ver uma garota caminhando de oculos escuro batendo palmas e balbuciando uma canção sou eu, não sou louca veja bem, estou apenas buscando a paz cintilante...hehehe...na boa, sempre que eu fico mó doente eu me interno em mim. Acho engraçado. E o resultado disso sempre é...natureza e ficar zen. Que viagem! Acho que, definitivamente, não sou normal. E quem o é afinal? :)

terça-feira, 17 de fevereiro de 2004

Sinto me esmagada e moida. de alma e de corpo. O fim de semana foi dificil e desgastante...mas tem a semana pra disfarçar e, no meu caso, descansar! To poética. Bom dia!

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2004

Te toco.
E o infinito se transforma em palpável mundo a se transitar. E nessa perdição de noites que não dormimos por causa de sonhos, a vida se transofrma em promessa e cuidado.
Carinho e interesse, medo e nostalgia, procura e decepção.
Não somos o que queriamos ser, não completamos nosso transitório mundo a parte. Mas ainda assim. Tudo se encaixa provando mais uma vez que a vida é absurda e indigna. Nos maltrata e nos anima. Nos apodrece e depois, como se nada houvesse acontecido, germina.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2004

Que dia...

Começou com minha auto- quase-ausencia...quase atravesso o cabo da boa
esperança, vejo a luz no fim do tunel...hehehe...ouvi o velhinho barbudo me chamando...hehehe
meu estomago anda me dando muito
trabalho ultimamente...

Me resta ainda amalfadada dor de cabeça...aiai...

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2004





Não
sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.

Janelas
do meu quarto,
Do meu quarto de um dos milhões do mundo que ninguém sabe quem é
(E se soubessem quem é, o que saberiam?),
Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente,
Para uma rua inacessível a todos os pensamentos,
Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa,
Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres,
Com a morte a por umidade nas paredes e cabelos brancos nos homens,
Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada.


Estou hoje
vencido, como se soubesse a verdade.
Estou hoje lúcido, como se estivesse para morrer,
E não tivesse mais irmandade com as coisas
Senão uma despedida, tornando-se esta casa e este lado da rua
A fileira de carruagens de um comboio, e uma partida apitada
De dentro da minha cabeça,
E uma sacudidela dos meus nervos e um ranger de ossos na ida.


Estou hoje
perplexo, como quem pensou e achou e esqueceu.
Estou hoje dividido entre a lealdade que devo
À Tabacaria do outro lado da rua, como coisa real por fora,
E à sensação de que tudo é sonho, como coisa real
por dentro.


Falhei em tudo.

Como não fiz propósito nenhum, talvez tudo fosse nada.
A aprendizagem que me deram,
Desci dela pela janela das traseiras da casa.
Fui até ao campo com grandes propósitos.
Mas lá encontrei só ervas e árvores,
E quando havia gente era igual à outra.<
Saio da janela, sento-me numa cadeira. Em que hei de pensar?


Que sei
eu do que serei, eu que não sei o que sou?
Ser o que penso? Mas penso tanta coisa!
E há tantos que pensam ser a mesma coisa que não pode haver tantos!
Gênio? Neste momento
Cem mil cérebros se concebem em sonho gênios como eu,
E a história não marcará, quem sabe?, nem um,
Nem haverá senão estrume de tantas conquistas futuras.
Não, não creio em mim.
Em todos os manicômios há doidos malucos com tantas certezas!
Eu, que não tenho nenhuma certeza, sou mais certo ou menos certo?
Não, nem em mim...
Em quantas mansardas e não-mansardas do mundo
Não estão nesta hora gênios-para-si-mesmos sonhando?
Quantas aspirações altas e nobres e lúcidas -
Sim, verdadeiramente altas e nobres e lúcidas -,
E quem sabe se realizáveis,
Nunca verão a luz do sol real nem acharão ouvidos de gente?
O mundo é para quem nasce para o conquistar
E não para quem sonha que pode conquistá-lo, ainda que tenha razão.
Tenho sonhado mais que o que Napoleão fez.
Tenho apertado ao peito hipotético mais humanidades do que Cristo,
Tenho feito filosofias em segredo que nenhum Kant escreveu.
Mas sou, e talvez serei sempre, o da mansarda,
Ainda que não more nela;
Serei sempre o que não nasceu para isso;
Serei sempre só o que tinha qualidades;
Serei sempre o que esperou que lhe abrissem a porta ao pé de uma parede
sem porta,
E cantou a cantiga do Infinito numa capoeira,
E ouviu a voz de Deus num poço tapado.
Crer em mim? Não, nem em nada.
Derrame-me a Natureza sobre a cabeça ardente
O seu sol, a sua chava, o vento que me acha o cabelo,
E o resto que venha se vier, ou tiver que vir, ou não venha.
Escravos cardíacos das estrelas,
Conquistamos todo o mundo antes de nos levantar da cama;
Mas acordamos e ele é opaco,
Levantamo-nos e ele é alheio,
Saímos de casa e ele é a terra inteira,
Mais o sistema solar e a Via Láctea e o Indefinido.


(Come chocolates, pequena;
Come chocolates!
Olha que não há mais metafísica no mundo senão chocolates.
Olha que as religiões todas não ensinam mais que a confeitaria.
Come, pequena suja, come!
Pudesse eu comer chocolates com a mesma verdade com que comes!
Mas eu penso e, ao tirar o papel de prata, que é de folha de estanho,
Deito tudo para o chão, como tenho deitado a vida.)


Mas ao menos fica
da amargura do que nunca serei
A caligrafia rápida destes versos,
Pórtico partido para o Impossível.
Mas ao menos consagro a mim mesmo um desprezo sem lágrimas,
Nobre ao menos no gesto largo com que atiro
A roupa suja que sou, em rol, pra o decurso das coisas,
E fico em casa sem camisa.



(Tu que consolas, que não existes e por isso consolas,
Ou deusa grega, concebida como estátua que fosse viva,
Ou patrícia romana, impossivelmente nobre e nefasta,
Ou princesa de trovadores, gentilíssima e colorida,
Ou marquesa do século dezoito, decotada e longínqua,
Ou cocote célebre do tempo dos nossos pais,
Ou não sei quê moderno - não concebo bem o quê -
Tudo isso, seja o que for, que sejas, se pode inspirar que inspire!
Meu coração é um balde despejado.
Como os que invocam espíritos invocam espíritos invoco
A mim mesmo e não encontro nada.
Chego à janela e vejo a rua com uma nitidez absoluta.
Vejo as lojas, vejo os passeios, vejo os carros que passam,
Vejo os entes vivos vestidos que se cruzam,
Vejo os cães que também existem,
E tudo isto me pesa como uma condenação ao degredo,
E tudo isto é estrangeiro, como tudo.)


Vivi, estudei,
amei e até cri,
E hoje não há mendigo que eu não inveje só por não
ser eu.
Olho a cada um os andrajos e as chagas e a mentira,
E penso: talvez nunca vivesses nem estudasses nem amasses nem cresses
(Porque é possível fazer a realidade de tudo isso sem fazer nada
disso);
Talvez tenhas existido apenas, como um lagarto a quem cortam o rabo
E que é rabo para aquém do lagarto remexidamente


Fiz de
mim o que não soube
E o que podia fazer de mim não o fiz.
O dominó que vesti era errado.
Conheceram-me logo por quem não era e não desmenti, e perdi-me.
Quando quis tirar a máscara,
Estava pegada à cara.
Quando a tirei e me vi ao espelho,
Já tinha envelhecido.
Estava bêbado, já não sabia vestir o dominó que não
tinha tirado.
Deitei fora a máscara e dormi no vestiário
Como um cão tolerado pela gerência
Por ser inofensivo
E vou escrever esta história para provar que sou sublime.


Essência
musical dos meus versos inúteis,
Quem me dera encontrar-me como coisa que eu fizesse,
E não ficasse sempre defronte da Tabacaria de defronte,
Calcando aos pés a consciência de estar existindo,
Como um tapete em que um bêbado tropeça
Ou um capacho que os ciganos roubaram e não valia nada.


Mas o Dono
da Tabacaria chegou à porta e ficou à porta.
Olho-o com o deconforto da cabeça mal voltada
E com o desconforto da alma mal-entendendo.
Ele morrerá e eu morrerei.
Ele deixará a tabuleta, eu deixarei os versos.
A certa altura morrerá a tabuleta também, os versos também.
Depois de certa altura morrerá a rua onde esteve a tabuleta,
E a língua em que foram escritos os versos.
Morrerá depois o planeta girante em que tudo isto se deu.
Em outros satélites de outros sistemas qualquer coisa como gente
Continuará fazendo coisas como versos e vivendo por baixo de coisas como
tabuletas,


Sempre
uma coisa defronte da outra,
Sempre uma coisa tão inútil como a outra,
Sempre o impossível tão estúpido como o real,
Sempre o mistério do fundo tão certo como o sono de mistério
da superfície,
Sempre isto ou sempre outra coisa ou nem uma coisa nem outra.


Mas um
homem entrou na Tabacaria (para comprar tabaco?)
E a realidade plausível cai de repente em cima de mim.
Semiergo-me enérgico, convencido, humano,
E vou tencionar escrever estes versos em que digo o contrário.


Acendo
um cigarro ao pensar em escrevê-los
E saboreio no cigarro a libertação de todos os pensamentos.
Sigo o fumo como uma rota própria,
E gozo, num momento sensitivo e competente,
A libertação de todas as especulações
E a consciência de que a metafísica é uma consequência
de estar mal disposto.


Depois
deito-me para trás na cadeira
E continuo fumando.
Enquanto o Destino mo conceder, continuarei fumando.


(Se eu
casasse com a filha da minha lavadeira
Talvez fosse feliz.)
Visto isto, levanto-me da cadeira. Vou à janela.
O homem saiu da Tabacaria (metendo troco na algibeira das calças?).
Ah, conheço-o; é o Esteves sem metafísica.
(O Dono da Tabacaria chegou à porta.)
Como por um instinto divino o Esteves voltou-se e viu-me.
Acenou-me adeus, gritei-lhe Adeus ó Esteves!, e o universo
Reconstruiu-se-me sem ideal nem esperança, e o Dono da Tabacaria sorriu.



Fernando Pessoa | Alvaro de Campos | A tabacaria

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2004

Sem maiores delongas, delicadezas de escrita...eu to de saco cheio. Não sei se sou eu que procuro pra minha vida, conviver ocm os tipos mais insensiveis possivel ou pior, esteja fadada a encontrar todo o tempo, em todo lugar, o mesmo bando de gente mesquinha, sem principios, sem noção e acima de tudo sem amor proprio. Onde o real valor está diretamente ligado a questoes tão superfluas da vida humana que nem sei.
deveria ter tido menos educação, menos sentimento de familia em casa e deveria ter pulado todas as possibilidades de aprender a ter honra e carater. Pra que tudo isso? Se nesse inferno de mundo a lei é unica: Cada um por sua conta e risco.
To bem de saco cheio de todo mundo e se houvesse uma unica possibilidade de reciclagem iria pra siberia trocar ideias com pinguins e ursos que aprenderia mais a respeito de vida em sociedade..alias...deveria ter feito biologia na faculdade.
A biodiversidade de mentes na humanidade me assusta e desanima de seguir adiante...quero ser leve, viver levemente e tranquila. Puta merda. Nunca vou conseguir.
Alguém me diz aonde fica a maldita porta de saida? Cansei de brincar de ser compreensiva. E nem to com tpm. Eu acho...

terça-feira, 10 de fevereiro de 2004

Lindo dia não ?

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2004

Musicalmente falando eu não vou:

* Ouivr Ana Carolina pois fico romantica e desorientada
* Ouvir NewAge pois dá dor de cabeça
* Ouir operas e musica sacra pois o Protásio fica me alugando

Muito trampo.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2004

essa loirissima linda é minha amiga mady que salvou meu findi, e o carinha gatinho ao lado é o marlon...além de fofo tem uma vóz incrivel..a menina do meio é a giovana...se nao me engano. é um doce!

É...tá chegando meu ano novo. Engraçado como romanticamente os dias de fevereiro são iguais.

Hoje eu dei uma saidinha da frente do micro e fui dar carinho pra minha loucura por bolacha recheada (a tempos esquecida da minha lista de prioridades), e sai do predio que trabalho e senti uma brisa tão conhecida, um ventinho antigo, um céu azul que lembrou rapidamente todos os fevereiros que minha cosnciencia
pode capitular. Fiquei alegre. Por respirar um ar que me traduz em vida.

Vida essa descoordenada, sonhadora e boba, mas minha.

Hoje eu sei muito melhor o que quero, pra onde quero ir, o que nao quero e vejo que tem coisas dentro de mim que nunca mudam por exemplo, minha capacidade de renovar, começar, reconstruir. Isso me irrita tanto, principalmente esses sonhos todos que tem dentro de mim. Mas sou eu.

Sei lá...tava na hora de encarar o fato que sou assim mesmo e não tem jeito.

Não sou moderna, muito menos retrograda; também não sou uma punk chique com ideiais ludicos e muito menos uma intelectual snobe e cheia de conhecimentos abstratos sobre universos distintos, não rio alto, sou vazia de afetos e cheia de amores; Equilibrada, tensa e etéra...não sei.

Sou...certa, errada, mulher e moleca...assim...assim mesmo.

Como fevereiros, pequenos, intensos, chuvosos, tranquilos e esquecíveis pois todo ano estão ali. No mesmo lugar.




quinta-feira, 5 de fevereiro de 2004

pq toda vez que chove me dá enxaqueca???
quero parar de brincar disso!!! preciso trabalhar!
Cara!!!
To ouvindo, em homenagem ao queridissimo amadissimo e eternissimo hu, musica indiana e newage...to me sentindo no proprio céu onde reina a paz cintilante!


Feliz
Aniversário Alfinho!!!

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2004

Alguém quer saber pra que servem ex namorados muuuito distantes?
Uns dizem que servem pra nos irritar, relembrar maus pedaços, refletir nos erros, sentir saudades...sei lá.
Pra mim, significa: Faça meu dia feliz contando-me mentiras!
Olha que fofo!!!

Oi...
Tava lendo isso e achei que conhecia essa figura em algum
lugar, tamanha a semelhança.

Íris
Mitologia Grega
Deusa do arco-íris, filha do Titã Taumas e de Eléctra, filha do Titã Oceano. Como mensageira de Zeus e de sua esposa Hera, Íris deixava o Olimpo apenas para transmitir os ordenamentos divinos à raça humana, por quem ela era considerada como uma conselheira e guia. Viajava com
a velocidade do vento, podia ir de um canto do mundo ao outro, ao fundo do mar ou às profundezas do mundo subterrâneo. Embora fosse irmã das Hárpias, terríveis monstros alados, Iris era representada
como uma linda virgem com asas e mantos de cores brilhantes e um aro de luz em sua cabeça, deixando no céu o arco-íris como seu rastro.
Para os gregos, a ligação entre os homens e os deuses é simbolizada pelo arco-íris.


Voce também não acha?
Beijos e Bom dia!
Rogg


Aí? É fofo ou não é?

terça-feira, 3 de fevereiro de 2004

Fim de semana prolongado dos infernos...sim, pois diretamente das zonas mais quentes das planícies tectônicas da terra surgiram 2 mendigos acampando, sabe aonde? embaixo da janela do meu apartamento.
Acordo todas as manhas as manhas, quer dizer, quando consigo dormir a noite, com um deles agradecendo a Deus por mais um dia de vida (e eu tentando convencer o mesmo Deus da quase inutilidade desse sopro mortal) e depois canta um pagodinho que certamente foi o próprio capeta que o ensinou.
O pior eu vou contar agora para vocês...sabe em que andar eu moro? No primeiro...sem comentários.
O mais engraçado é que, em três dias de contato basicamente intimo, sim, pois parece que os caras estão dentro da minha cozinha...muito embora a janela escolhida seja a do meu quarto, que fica acima da minha cama...bem nesses dias de convivência pacifica...não mutua pois eles ainda não me viram...e nem verão...só falta...Ô íris, ou melhor, tia (é sempre assim que eles chamam a galera) que horas são? Tem um deles que pergunta pra todo mundo que horas são...que necessidade de contato...bem, nesse tempo em que estamos convivendo juntos eu aprendi muita coisa a respeito do maravilhoso "homeless world". Eles vendem papelão, vivem em sua sociedade particular, fazem coco no mato...perto da janela do 103...ainda bem...o meu é 101, tem namoradas e são extremamente elitistas e conservadores no que diz respeito à exposição de seus afetos. A Patrícia é a predileta do tiozinho que pergunta as horas.
A vida é assim...Não durmo mais direito, acordo de meia em meia hora com um papo mais absurdo que o outro, não posso fechar minha janela pois morreria de calor...é amigos...é um teste de sobrevivência...não sei se passo...o sono é ouro para mim. Hoje estou bravérrima...Pq o relógio biológico deles não é que nem o meu? Ficam matraquiando a noite toda!!! que loucura!
Vou trabalhar e a noite vou ler...a única coisa que posso fazer enquanto o sono não pode acontecer...que saudades da minha tranqüilidade. ah! esqueci de falar, a minha janela fica a 2 metros apenas do chão que eles habitam!

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2004

Eu tenho um costume que acho que me ajuda a sobreviver por essa vida básica que levo: Não fazer nada com a cabeça cheia e quente. Nem postar no blog...a não ser coisas superficiais que não possam fazer mal a ninguém e muito menos a mim.
Esse fim de semana foi bacana. Bem bacana. Desfiz-me do ultimo vinculo que tinha com meu passado e vendi uma coisinha que enchia minha prateleira de fogo. Falta uma ainda mas essa já tem um endereço em São Paulo. É estranho mas não sei guardar lembranças. Quando muito, uma letra. Adoro letras. Acho que é porque não me apaixono e não amo o amor dos apaixonados.
Hoje faz um mês que moro novamente sozinha. E disso tudo, só tenho que dizer que está sendo bom. Muito bom. Não costumo me arrepender das coisas que faço, ainda não foi dessa vez. Mas não faria novamente nada do que fiz há 6 meses atrás. Acredito que nada acontece por acaso e hoje sou mais adulta, sabia, menos triste e totalmente renovada. As marcas de ressentimentos e lembranças ruins, a dor na nuca constante e o coração batendo a milhão por apreensão, hoje já não fazem a menor diferença. Dançam como lendas antigas dentro de mim.
Pois uma coisa é certa. Estar no contexto em que me encontro hoje me deixa voar e ser eu mesma, sempre, do jeito que sempre fui e sempre consegui viver e isso é tudo que preciso. Voar dentro de mim. Um dia pensei que fosse amor. E realmente estava certa.É. Mas não daqueles que fazem pessoas se casarem e viverem felizes para sempre. É outro que só consegue viver longe. Quem sabe um dia eu ame um cara verdadeiramente a ponto de sei lá...sentir falta, chorar por causa da companhia dele e não pelo cotidiano a dois...não sei. Mas tenho certeza que será leve como eu sou. Senão, não será.
Amo muito tudo que passei mas não voltaria atrás de modo algum. Minha vida, há uns tempos tem caminhado muito rápido e eu mesma me canso de ver a velocidade que passo os dias. Bacana isso. Estou feliz, começando minha real life numa cidade bacanérrima. A única coisa que me incomoda mas nada posso fazer é que eu vou pra frente e ele? Voltou aos velhos olhos vermelhos? Só queria encontrá-lo dia desses bem, por dentro. Refletido em seus olhos. Mas tô achando difícil.