segunda-feira, 30 de janeiro de 2006

É muito esquisito elevar as notas à valsas antigas. Há muito tempo eu não sentia minha garganta tentando alcançar alguns acordes esquistíssimos...sinceramente me sinto péssima cantora cada vez que me deparo com determinadas odes, hinos e canções...mas vale a pena para nos colocar com pés nos chão.

Aliás...a cada dia que passa me choco mais com a realidade física que vivo dentro de mim. Esse final de semana foi bem interessante. Vi meu sobrinho fofo, conversei muito com minha irmã como a muito eu não faço e sabe lá se um dia fiz...acordei para algumas coisas e confesso que me senti louca e doente...mas hoje me perdoo alguns exageros e entendo algumas coisas.

Hoje estou meio abalada com algumas novidades e, a medida que aceito alguns fatos, um leque de novas nuances se abrem e ai tudo começa a se encaixar novamente.

Lembro da Maria Amélia, minha primeira psicóloga (que fiquei um tempão depois da morte dos meus pais), e ela falava muito de castelos ruirem para serem construidos novos.Tava voltando de viagem ontem e lembrava disso...acho que desta vez não somente os castelos estão ruindo mas as bases de toda uma história de vida.

É exata hora de olhar não somente para dentro mas ainda mais profundamente e resolver tudo que ainda não havia sido visto. Estranho...ainda não sei o que vai ser dessas construções ocas que tenho feito ao longo desses últimos anos. Tenho medo das ligações que não foram feitas por mim e que podem sequer voltar a se encontrar...lamentarei pelos que posso, eventualmente deixar para trás nessa nova fase...isso é fato praticamente consumado. Mas tenho certeza de que ninguém perde o que nunca teve...

Hora de trabalhar...ainda empolgadíssima com as novas possibilidades.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2006

Nesses dias de reclusão disfarçada tenho pensado tanto...e entendido um pouco, me perdido em várias ciências que julgava conhecedora e voltado ao meu passado.

Hora cruel a cada notícia que recebo de mim mesma como adoção, e hora doce e suave como Fabio, Fernando, Gleyce, Laura. Posso vê-los agora como se estivesse transportada a tempos remotos...nos bobos passeios e papos nada cabeça. Hoje tudo é tão mudado...

Tenho feito várias viagens de volta a determinados pontos culminantes da minha existência e entendido tanta coisa. É como se uma nova Íris fosse apresentada a mim. Uma menina, moça e mulher tão diferentes das que eu achava conhecer. Destas eu gosto mais.

Acho que finalmente acertei a psicóloga (a Vanessa é fofa e não é Paty) e começo a viajar internamente a tantos mundos, onde tem tanta gente que deixei de lado na tentativa de recriar um espaço estável para mim mesma.

Agora começo a perceber quão longe estou das coordenadas de amor que tanto busco dentro de mim e não acho. Mas sei onde isso tudo está: perdido dentro de um tumultuado e agressivo passado que agora se resgata suave e até feliz. Resgate de amor, religião, família, amigos que tive o tempo todo e agora me dou conta de determinadas importâncias.

Absolutamente irreconhecível o universo se faz agora. E dessa viagem insólita a um discreto mundo ja vivenciado sei que não volto a mesma. Hoje ainda preciso viver mais um pouco dessa história ja contada como elemento ativo da narração. Sem abster-me de qualquer emoção que esta trajetória possa desenrolar.

A muito tempo andei tão perdida, ouvindo tão desligadamente tanta coisa que nem me dei conta de colocar no meu livro pessoal. Começo a não precisar ter vontade de voltar a São Paulo para morar pois as memórias e desejos que lá eu ambicionava sempre estiveram dentro de mim...e ainda que eu fosse para qualquer lugar a sensação de vazio e torpor do real ainda assim estaria rondando meus dias.

Confesso que paira no meu ar uma certa letargia de ter que "realizar" novamente. Mas estou tranquilamente certa de que vou sair dessa regressão em breve. Onde o resultado disso será a junção do que fui e do que sou nos meus dias atuais. Estou em paz.

Embora a turbulenta carga de informações a meu respeito que estou tendo que administrar seja grande tenho controle delas todas e, a cada nova descoberta, a cada choro ou emoção nova experimentada, sinto que vivo.

É sempre muito bom acordar de pesadelos. Sempre.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2006

Da janela da minha nova sala vejo nitidamente uma tempestade se aproximando...nuvens coloridas que, no final, o resultado é um cinza sombrio e indiferente.
Costumava contar as cores das nuvens com minha mãe quando eu era pequena, como no filme "Moça do brinco de perola". Ela me fez enxergar um mundo extremamente novo advindo do óbvio.
Agora medito nas nuances das nuvens cinzas: azuis, amarelos, discretos tons avermelhados, sienas...não há branco mas não faltam cores para compor a paisagem...

Acho bonita a possibilidade feliz do olhar além, enxergar através do óbvio que nos circunda e nos agride a alma.

Conversei muito com o Fernando hoje.
Conversa muito profunda como a muito tempo a gente nunca teve....engraçado...sempre eu que tentava perssuadi-lo a seguir os caminhos aparentemente certos e hoje, este moço delicadamente cansado da realidade que pintou sua tela mental, e mudado por isso...que aliás nada tem de mediocre e sim tem muito de gigante imponente...bem...hoje foi ele quem me trouxe, além de lembranças queridas, a realidade totalmente obscurecida por alguma coisa que já deveria ter ido embora mas ainda está lá.

Exatamente em nuvens coloridas meus horizontes estão neste exato momento compondo a minha paisagem pessoal...mas a esparça mistura delas torna cinza a junção dessas nuances.
Fer me fez saber da existência do amarelo, do azul, do cor de rosa e do siena de dentro de mim...de alguma parte que não poderia sentir e nem ver por achar que tudo era uma acinzentada composição...agora sei das cores alegres e vibrantes que compõem a cena.

Assim como neste exato momento pela lógica exata da coloração não há um céu real em Porto Alegre, cinza fechado e sombrio como anuncia a paisagem e sim uma coleção de cores sensacionais transmitindo a qualquer um o efeito que este desejar...

o mesmo se aplica a minhas questões neste momento exato em que ponho fones nos ouvidos, olho as nuvens, ouço uma canção predileta qualquer e escrevo isso...começo a enxergar o azul do meu sombrio.

Sei agora que existem outras cores brilhantes neste contexto cênico que estou agora...começo a crer que vou enxerga-las também...

O mundo é maluco e incrível. Um ótimo lugar para viver e aprender a ser gente. Não há máscaras que não se vão à terra.

Bem antes minha mãe já me ensinava a olhar além...antes mesmo de eu sequer saber escrever...e hoje meu amigo me relembrou essa mesma lição...e eu demorei muito mais para assimilar do que quando era um recente ex bebê.

Sei que depois dessas nuvens todas tem um céu claro aguardando a sua hora de aparecer...resta agora contar as cores, olhar bem para cada sombreamento delas, ficar protegida de suas consequencias e ter paciência...a mesma de 3 anos atrás. A mesma de 10 anos atrás. A mesma de 16 anos atrás.

terça-feira, 24 de janeiro de 2006

Well, I've been thinkin’ ’bout the future,
I'm too young to pretendIt’s such a waste,
to always look behind youYou should be lookin’ straight ahead

Yeah I’m gonna have to move on,
before we meet again
Yeah it’s hardIf you had only seen

Ten thirty-four, Flinders Street Station,
I’m lookin’ down the tracksA uniform man,
askin’ how-I’m-a-pay-it-all.
Why would I wanna be there

Yeah I'm gonna have to move on,
before we meet again
Yeah it’s hardIf you had only seen

Take control, and don't be afraid of me
Every once in a while,
you think about if you're gonna,
get yourself together

You should be happy just to be alive
And just because, you just don’t feel like,
coming home, don’t mean that you'll never arrive

Move OnJet

segunda-feira, 23 de janeiro de 2006

Está tudo escuro...eu naõ enxergo absolutamente nada daquilo que está aqui.

Embora a paisagem seja óbvia e antiga e as estações do ano só fizeram com que ela se tornasse mais linda e real...ainda assim não vejo nada.

Não acho as flores que estão logo ali na esquina bonita onde o carteiro deposita uma carta de amor àquela jovem que não vejo mas ouço sua alegria...

Não vejo a rua, não vejo o sol, não vejo por mais que abra meus olhos nada vejo e tudo está exatamente ali, aqui...acontecendo neste exato e fracionado instante...e não interajo porque não vejo.

Não nego, não vejo.

E a vida segue seu colorido rumo ao horizonte de infinitas possibilidades e eu cego, perco o rumo, a valsa, os dias.

domingo, 22 de janeiro de 2006

Viver é também saborear o gosto acre da morte, do luto. Não apenas da morte propriamente dita, mas das mortes transfiguradas nas inúmeras perdas que sofremos durante toda nossa existência. O menino que fui, morreu para o adolescente que chegou, que morreu para o jovem, para o adulto. Enfim, o dia de ontem morreu para o dia de hoje, o segundo anterior morreu para o segundo quem vem. O passado morre para o presente, e se o luto não for elaborado, viveremos eternamente presos ao instante anterior, onde a vida já deixou de existir, já deixou de ser uma companhia. Viver é uma cidade sem muralhas, dizia Epicuro. Nesta cidade, estamos sujeitos a tudo: a dor e o prazer, a vida e a morte.

A vida e a morte, são como dois bailarinos que sincronicamente fazem juntos todos os seus movimentos; passos, gestos e sutilezas. Dançam juntos a mesma música, a mesma coreografia. A vida enquanto presente, leva uma vantagem de milésimos de segundos da morte, enquanto passado. Porém, a linha é tão tênue e sutil, que não percebemos a diferença. Por vezes, esse luto mais cotidiano, ordinário, passa desapercebido, não damos atenção porque aparentemente são segundos banais. Entretanto, quando nos damos conta, estamos com 70, 80 anos de idade e em um leito de morte. Só então é que teremos a sensação de não termos vivido, da vida ter se esvaído como água por nossos dedos. Ficamos tão agarrados ao passado, tentando pegar o abstrato, ver o invisível, que não nos damos conta, de que o presente fluía com todas as suas possibilidades. Mas, infelizmente “não estávamos lá” para usufruir. Só agora que estamos na eminência da “última morte”, é que percebemos que sem a morte não há vida, e que aceita-la, significa a possibilidade de uma nova vida que se renova a cada instante.

A todo o momento há falta. Essa falta, de qualquer forma pode trazer dor, e quando não aceitamos, pode nos trazer sofrimento. E pelo fato de não ser aceitar, há luto. Com isso, temos a cômica, ou trágica imagem do cachorro correndo atrás do próprio rabo. O real nos nega o objeto de desejo, nós negamos que nosso desejo foi negado pelo real, o que fatalmente resulta em dor. Nos revoltamos contra a vida, e a achamos injusta, sofremos ainda mais.

A impressão é que a realidade é o grande carrasco do desejo. E na verdade o é. Todavia, a realidade também é bondosa como uma mãe que às vezes é dura sim, mas que nos ensina a viver, a amar, a usufruir o que a vida tem a nos oferecer, apesar da morte, apesar da perda. A realidade às vezes concede nossos desejos e se não estes, outros, e com o tempo, aprendemos que também podemos ser felizes com estes “outros”. A felicidade não depende das perdas, mas sim do que conseguimos ganhar, e é isso o que importa.

Nada mais certo e normal que a morte, tudo o que tem um início, fatalmente terá um fim, e todos sabemos disso, porém preferimos nos enganar pensando que tudo é eterno. Meu namoro, meu casamento, meu cachorro, meu emprego, meus pais, meus avós, eu mesmo; todos eternos e perde-los não estava no escript. O trabalho de luto é aprender a dizer sim, tanto para a vida, quanto para a morte; para os ganhos e para as perdas.

terça-feira, 17 de janeiro de 2006

Pois é...em tempos em que eu estou "cronicamente" saudosa tô adorando trocar idéias com o Fabio e a Laura...cara...as pessoas não mudam e percebo que continuo a mesma metida a inteligente de quando eu era pequena...Fábio continua com o mesmo humor...Laura, azedíssima...muito bom ter a sensação de estar perto de suas origens. Coisa mais bacana ainda é quando eu antes de dormir ontem a noite (ando dormindo absurdamente cedo por causa das normas de segurança "iris2006"), dei uma procurada no orkut para ver se via algum amigo ou amiga minha da época do Carusi...achei a Fabiana Hajnal...cara...ela é designer mas de móveis e achei o máximo vê-la...a mesma cara...hehe...acho q a gente tinha uns 12, 13 anos quando estudavamos juntas...ou menos...não lembro bem...ela é judia...nem me ligava naquela época que a gente aprontava tudo o que podia e não podia (mais o que não podia) lá no colégio...Minha mente fez uma viagem ao passado de quando meus pais eram vivos e lembrei da peça que a gente fez juntas: Eu, a Vanessa, a Fabi, a Tati e a Marcia...o nome da peça: " A estrela decadente" eu que escrevi...foi muito engraçado pois a gente era as pirralhas cdf da sala e apresentamos a peça para todas as sérias e até para os meninos bonitos da oitava.
Foi muito legal aquele dia, lembrei dos ensaios enloquecidos...a Fabiana se não me engano foi o diretor da estrela...a Vanessa era o mordomo da estrela...eu era a estrela com um casaco de vison preto nos 35 graus do verao paulista...uuó...a Tati era o cobrador e aMarcia não lembro o que era...sei que tinha personagem para toda a turma...

Saudades daquilo tudo...vejo aqui as pessoas se conhecendo a anos e me faz tão mal...tenho saudades dos meus laços e dia a dia percebo que não sou muito boa nesse papel que escolhi viver...mas me conforta saber que a Laurão tá louca ainda, Fabiolo tá praticamente um americano e o bacana é essa coisa de se encontrar e tudo parecer ter parado no tempo e espaço e a gente nunca ter mudado em essência.

Tenho psicologa essa semana...sim comecei novamente devido aos tragicos acontecimentos que se sucederam...e nem sei por onde começar a falar...precisava de um dia inteiro...aiai...

Gostei do dia de hoje...cheio de lembranças queridas...vou lá...bjo

segunda-feira, 16 de janeiro de 2006

Flores! Flores!
Expondo o tão de dentro que de escondido foi além!

sábado, 14 de janeiro de 2006

Minhas filhas são definitivamente macomunadas para me levar a loucura...É engraçado...hoje as dez da manhã me vejo recebendo na porta de casa "Florais de Bach" para as pilombetas...Boolie porque é ciumenta e grudenta e Pepe porque é medrosinha...

A comuniade felina da casa a cada dia inventa novas maneiras de me deixar lelé...mas são fofinhas...tô fazendo o novo layout do blog...como é mais complexo...(hahahaha)...vai demorar mais e eu o faço nas minhas horas de almoço...um crime contra a criatividade fluindo...

Abaixo as belas:

Pepa que se apossou do tanque de lavar roupas:


Boolie sempre lelé:

terça-feira, 10 de janeiro de 2006

Fico pensando naquelas pessoas que tem ouvido absoluto...No restaurante que eu almoço tem uma vóz que consigo disntinguir a metros de distancia. Aguda, dissonante, semi tonada. Algo que me arrepia a espinha de um modo absurdamente infantil, remetendo a velhas fábulas contadas por minha avó Paula...ai me vem a idéia que eu, basicamente tendo ouvido para escutar e assim mesmo deixando de ouvir muita coisa, já me irrito com a cidadã (adivinha a cor do cabelo...). Fico imaginando como devia ser alguma coisa complexa a vida de Betoven...ou...descendo o nível...penso em meus maestros...Buchala, Lineu Soares...caraca...Mundo complexo e cheio de sobreviventes...vou mudar esse blog...aguardem.

sábado, 7 de janeiro de 2006

Hum...tanto pra escrever por aqui...mas confesso que to cansada. Hoje fiz um faxinão em casa e lavei tudo com agua e veja limpeza pesada (muito bom esse produto...recomendo o de cheiro de jasmim)...e tô podre. Muito pêlo por metro quadrado...esse povo gato de casa me mata...mas são adoraveis!

Comi comida oriental hoje e dei minha ultima aula para a turma...gracinha o professor de portugues...hihi.

Não fui no kenjutsu novamente, e vou começar a fazer jojutsu...sei lá...tô meio com medo da coluna...num tô curtindo essas crises. O ortopedista falou que sem neuras para eu continuar a treinar...mas num sei...tenho medo. Vou para uma arte mais tranquila por uns meses até eu estar bem em todos os sentidos.

Psicologa novamente. Me livrei da tarja preta e vou tomar coisas homeopáticas. Odeio alopáticos. Amei a psi e ela me corrigiu duas vezes em um periodo inferior a 30 minutos. Adoro que me corrijam. Acho um saco parecer sabe-tudo...o que , sinceramente está longe de ser.

Hoje entendi a respeito de uma série de vínculos que adquiri ao longo desses anos de vivência. Repensei minha estada em Porto Alegre, as coisas boas disso...pela aprimeira vez comecei a ver toda essa trajetória de forma bonita.

Ontem eu falava com meu ex a respeito do que vivemos quando namoravamos e talz...bah...me deu um orgulho da gente sabe. Hoje os caminhos são distintamente diferentes mas estamos bem, sem mágoas e vivendo cada um a sua vida. Putz...isso foi legal.

Aliás...tudo vai ficar muito legal de enxergar a partir de agora...sei lá...minha mania de ter visão futurista só me faz pensar uma coisa: Não vejo a hora que acabe o ano para ver oque aconteceu nele...hihi...tão vendo...não concateno mais as idéias como tem q ser...lelé

vô lá...pra variar podre...