domingo, 21 de novembro de 2010

Olhando ao redor eu vejo vazio. Ausencia. Falta de acessos. Alguma pedra em algum momento do caminho foi grande o suficiente para cobrir toda a paisagem adiante.

Só resta o olhar no horizonte já percorrido, a certeza de não poder percorre-lo novamente e a estranha apatia que a paralização traz para os rostos talvez cansados, talvez curiosos.

É um inicio de manhã sublime e esquecido onde a contagem das horas se dá pela recapitulação das lembranças que ainda restam do passado antigo. Existe também um silencio. Auto indulgente e mortal que paira sobre os dias atrás da pedra que impede o caminho.

E ao passar do tempo um nó na garganta surge sem intenção de sair ainda que as lagrimas constantemente brotem. Ainda há o nó que fala por si todas as palavras que não podem ser ditas Segue a sublime solidão.

E a verdadeira inquietação é a presença de tamanho obstaculo para continuar a aventura sem a menor condição de retira-lo dali. As mãos vieram vazias, sem cordas ou estacas e a cabeça já esqueceu como criar saidas.

Por um momento, nestes longos dias de espera, onde toda as tragetórias tomadas se fizeram presentes dentro das tentativas de prosseguir, um toque na grande pedra sem querer acontece dando inicio a magica da transformação. Tal qual um alquímico em seus experimentos a pedra se torna porosa ao toque e o olhar surpreso compreende que ela é apenas um véu.

Nesta descoberta todo o corpo se projeta para a pedra que se dissolve e abre a paisagem radiante e linda que se espera percorrer. É um mundo novo se abrindo numa tarde de verão esperando ser explorado.