sexta-feira, 29 de janeiro de 2010


ééé...eis que o fim de semana teve que chegar. La fora chove e faz sol, 29º e eu sinceramente me sinto suave e sem calor...logo terá um arco iris que com certeza vou fazer questão de achar que é em minha homenagem, pelas loucuras que aconteceram durante estes pequenos 5 dias.

A mariposa realmente trouxe transformações...rezam as lendas misticas que borboletas em gerão significam transformação ...acho que tem a ver com o fato de lagarta-pupa-borboleta (os botanicos me desculpem mas não sei se escrevi as fases corretamente).

Eu tenho pavor de borboletas. Não me pergunte porquê...eu simplesmente tenho e a unica pessoa que entende isto de forma normal é minha irmã pq cresceu comigo apavorada com borboletas...bichos peçonhentos eu acho nojento mas nenhum me provoca tanto "panico" com uma singela borboleta...

...e uma destas entrou em minha casa previamente desenvolvida para ser um abrigo anti-borboleta e resumindo a ópera, na luta contra ela quebrei minha TV, detonei minha coluna e minha cabeça com a pancada quando cai...enfim...isto não ficou ai apenas...

...além do valor monetário seriamente envolvido entre Pronto Socorro, remédios e eletrodomesticos também o valor emocional foi desastrosamente significativo. Tive que mudar alguns habitos em casa como dormir longe do local que a borboleta se encontrava (ela estava em cima do guarda-roupa), não assistir meus seriados da warner prediletos e meu imperdível bob esponja...foi como se a minha casa, meu santo lar fosse totalmente maculado por um inseto...e eu humana que sou não dava conta de lidar com esta invasão de forma coerente.

Enfim...como sempre faço em ocasiões extremas meditei e aprendi muito acerca disto tudo. Entendi o incomodo, cuidei da coluna e a cabeça continua daquele jeito básico com neurônios crazypeoples...mas foi dificil...ainda estou dormindo fora do local habitual e agora é a Boolie que dorme comigo e não a Pepa. A transformação ocorreu dentro de mim e entendo agora, embora ainda siga apavorada com borboletas, que a transformação que ela anunciava quando voou para cima de mim, praticamente querendo fundir-se a meu branquelo corpo, aconteceu sim...e eu nunca mais a vi desde aquele dia.

Enfim...ainda não vi o arcoiris da chuva la de fora...mas ele está lá em algum lugar...como todas as borboletas "transformativas" devem estar em algum guarda roupa dentro de nós...só esperando o encontro...

Que o fim de semana seja abençoado pelos deuses que guardam todos os arcos iris, todas as transformações e todos os novos caminhos!

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010


Anteontem eu perdi meu aparelho dentário...tudo bem que só faltava alguns dias para eu abdica-lo de vez e poder viver contente sem nada segurando meus dentes da arcada superior...sim, na inferior tem contenção permanente...mas foi tão horrível descobrir que perdi...para sempre...nunca mais irei ver um pequeno aparelho com meu primeiro nome gravado que segurava meus dentes...

...e foi perdido de uma maneira tão desonrosa: embrulhado em guardanapo de papel junto da bandeija do almoço...e certamente foi confundido com um lixinho mesmo...guardanapo sujo...

...durante um ano da minha vida ele estava sempre comigo...fiquei triste pela perda...e depois me achei esquisita lamentando perder um objeto que me apertava os dentes...mas ele me apertava para me corrigir.

E as vezes a vida faz destas coisas várias e inenarráveis vezes e a gente nem percebe  que se trata de correção...só sente o aperto que aquela parafernalha de situações nos submete.

É que ser apertado por um objeto estranho, no caso uma situação estranha que te impele a deslocar sua vida e seus objetivos é realmente invasivo. Se tudo pudesse ser explicado como quando vamos ao dentista e ele nos explana como será o tratamento ortodôntico: primeiro fixo, depois contenção móvel... acho que seria mais fácil...ou não?

É que a sensação de desconforto nunca facilita. A mudança que gera o deslocamento, que gera a dor, que gera o novo formato mais tarde...é invasivo mas necessário para colocar as coisas no lugar.

E engraçado né...quando tudo acaba e fica no lugar certo, encaixado, harmonico com a vida e o fluxo que ela deve seguir vem a sensação de ..."epa...será que falta algo?". Uma doente sensação saudosa do caos. Porquê temos criar tão facilmente zona de confortos? Até no caos? Por favor!

E agora o que vou colocar na boca para conter meus dentes? E aquele cotidiano diario de tira aparelho, poe aparelho, limpa aparelho, guarda aparelho...todas as implicações antigas ainda que difíceis não existem mais. Estamos livres daquele ajuste pois já está tudo em seu lugar.

E ai eu me pego pensando...porquê a gente insiste em ser tão pequeno...quando pode ser tão grande?

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010


Estou em crise...crise didático-cultural. Sabe quando vc sabe bastante sobre algo a ponto de criar juizos exclusivos a partir de junções de fatos gerando uma certa tendência de pensamento futurista baseada nas diversas realidades pesquisadas e por isto cria um conjunto de informações ricos em novidades que poderão acontecer em curto prazo ou mesmo novos olhares sobre o ponto focal da junção das informações?

Pois então...eu sei bastante mas não consigo escrever sobre estas coisas...dá uma bolha violenta e meus artigos e textos acabam sendo basicões no setor profissional do meu ser...Sei lá...hj acordei com esta sensação: poderia dar mais, no entanto não sei porquê raios eu me perco e me inibo a ponto de viver margeando a trivia...como sair disto...ou será que é apenas impressão...ó crise dos infernos...

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010


Então...
Hoje acordei sorumbática como já diria minha avó...meus sonhos foram intensos e cheios de significados mas não me lembro deles.

A noite foi cheia de gordura e agua pois fui com amigos ver o "quase por do sol" e depois comer lanche. Na volta quando eu deixei meus colegos um deles me contou que vai mudar e consequentemente ficará mais longe nos dias de trabalho e do cotidiano animado que temos.Voltou a vontade de engarrafar os amigos que nem picles e colocar na estante...assim seria bem mais fácil mante-los sempre ao nosso lado.

Ai automaticamente pensei em minhas mudanças e em toda zona de conforto que elas tem que revirar para acontecerem e me vejo menos aventureira do que todas as vezes. Por mais que entenda e aceite como verdade as mudanãs inusitadas do destino e além disto saiba com propriedade que estas acontecem para que possamos crescer e deixar todas as oportunidades acontecerem, ainda assim é dificil e tenho certeza que minha semi apatia vai além da lua negra e entra certeira neste ponto: ainda chamo de perda aquilo que deveria ser mudança.

Claro que não tem mais a carga infantil que tinha anteriormente mas o fato é claro e em meus dias ainda povoam as velhas frases cliches que o psicologico insiste em relembrar , tais como "perda=morte". Isto me intriga...por dois motivos claros é a maior antitese da semana e vou meditar muito a respeito disto para entender e organizar. Todos os medos são bem vindos e as sombras tb desde que se apresentem e me digam o motivo da visita.

Hoje eu queria meditar e não trabalhar...queria deixar caminhar solto dentro de mim estes medos e caminhar ao lado deles para ouvir o que tem a me dizer...