domingo, 23 de agosto de 2009

É engraçado como a gente se acostuma com determindas pessoas na vida da gente...ainda que por pouco tempo...tem umas criaturinhas que sabem como se fixar dentro dos nossos dias de forma tão firme que parece que nunca estiveram em outro lugar...

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Eu tenho um sabonete tudo de bom...além de não ser um produto testado em animais o cheirinho suave dele me envolve o dia todo...foi tão bom sentir o cheirinho de mim mesma durante todo o dia..sim...hj foi um dia (e está sendo) que eu estou precisando muito de mim...Ainda bem que meditei hj de manhã...parece até que meu corpo sabia, na noite passada mesmo, que hoje eu precisaria de mim inteiramente..não foi a coca-cola light que me acordou as 5 da manhã de hoje e sim meu corpo me avisando que deveria meditar e me fortalecer.

Tomei meu medicamento com nome de gente direitinho...fui trabalhar me sentindo leve e foi um dia extremamente produtivo...foi sem duvida nenhuma uma semana produtiva e o amanhã vai fecha-la muito bem...e minha carta do tarot esta certa ainda: Morte. Transformação de tudo, porque a morte na verdade dá lugar à vida...é transformar, mudar o estado...e esta semana tive mortes e nascimentos...vitorias e derrotas bem explicitas...

Hoje amacei a Boolie Boolie pq precisava amassar algum ser vivo que amo...acho q na verdade queria proteção mas sem necessidade mesmo...só por sentir...lembrei da vó Paula me cobrindo no inverno de sampa qdo eu era pequena e peguei taxi para voltar para casa pois precisava que alguem me levasse e nao eu me levasse de carro para meu lar...

Eu agradeço a todas as possibilidades universais de estar bem...hoje nao posso festejar vitorias e sobrepujar as derrotas pois elas tb, de certa forma, merecem celebração...hj olho com respeito a vida que tenho e percebo nitidamente o primeiro personagem do meu livro despontando...e ele não poderia deixar de ser como esta semana: forte, impetuoso, sabio e idealista...

Esta é uma das grandes noticias do meu dia de hj...que todos os dias sejam grandes...sempre.

domingo, 9 de agosto de 2009

Hoje eu estava escrevendo emails para meu ex cunhado perguntando sobre meu sobrinho e como posso vê-lo...meus olhos se encheram de água e me encontrei solitária pela primeira vez em muito tempo. Meu celular e meu fixo não tocam, meu carro saiu da garagem esta semana depois de um longo tempo dormindo...

Hoje é dia dos pais e eu praticamente sai ilesa desta data que não me pertencem pois o adjetivo que dá significado a ela eu não possuo...acho que deve ser por isto que estou me sentindo sozinha e olhando para os lados vejo qual longe de tantas coisas este simples adjetivo me deixou...é engraçado olhar a solidão de quem não tem familia...

Hoje em dia acredito que não saberia viver com uma pois...faz muito tempo que não sei o que é um cotidiano familiar...alguns 20 anos talvez e olha que só tenho um pouco mais de 25...é estranho...

Acho que sinto saudades do meu sobrinho pois ele significava para mim um novo começo de uma nova familia mas isto não aconteceu. A gente sempre cria espectativas e ilusões acerca das pessoas e acaba não funcionando pois dificilmente estas espectativas se concretizam em realidades...

Não é tenho irmãos, cunhados, sobrinhos que se tem familia. A solidão de não ter pátria continua a mesma. A familia tem que estar dentro de nós...nas lembranças, nas histórias, no legado...isto permite o coração ficar mais saciado de "familiaridade"...

Eu penso agora na maior provedora de legados e historias de familia que eu já tive: minha avó Paolina...vivemos pouco tempo juntas mas o suficiente para ter informações acerca dos meus antepassados que me fazem sentir parte de uma história, me identificar com alguns em atos e sentir que o sangue que pulsa em minhas veias é antigo e vem de vários antigos...e este sangue me permite não estar só até sua ultima gota parar de circular em mim...

é bom pensar nos meus antigos...me fortalece e me impele a querer novos em minha vida, familias novas, historias e lembranças novas...sempre...

Meu pai está no meu sangue...e hj é o dia dele no mundo comum...hoje é meu dia também...

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

é madrugada de lua cheia aqui...e eu não consigo dormir...

fico pensando...eu já estive em tantos lugares e não tenho fotos da metade deles...não posso colocar no orkut e nem no myspace...mas posso colocar e já estão colocados, no melhor lugar para eu guardar: no fundo da minha alma que se reflete em imagens na minha mente.

Bom dia!

domingo, 2 de agosto de 2009

Acabei de voltar de São Paulo. Alguns dias de trabalho na cracolândia...não...eu não vendo crack...é que o cliente tinha sua matriz lá por aquelas bandas...enfim...minha casa nunca foi objeto de tanto desejo como desta vez.

Tirando a falta das bibichanas, da minha torneira que está quebrada e do meu banheiro que vive úmido, a viagem foi excelente. Fui ao cinema, fiz lasanha para amigos, conheci restaurantes, gentes, meninos do meu target, beijei na boca e comi comidas diferentes...foi muito bom.

Mas algumas coisas que eu pude viver nestes dias me deixaram um tanto intrigada. Recebi algumas notícias meio ruins de receber de pessoas que a gente gosta...ai fiquei pensando na frase que mais perseguiu estas notícias: "sair fora da casinha e nunca mais voltar" ou simplesmente "surtar"...

Sabe...a gente se maltrata demais, vive criando regras de condutas que não se encaixam na nossa natureza...até porque o mundo corre tão rápido que nem tempo de perceber qual nossa real natureza nós temos.

Nessas regras que tomamos por basear nossa vida, e nem sempre são regras sadias...enfim...mas essa coisa de viver uma falsa realidade, de viver para fazer as pessoas ao nosso redor felizes, passar uma impressão adequada ao meio que vivemos é difícil. Ainda mais quando estamos vivendo em ambientes que tolhem nossa propria natureza...

As vezes eu acho que ser "gente" é ser extremamente vulcânico...a qualquer momento podemos explodir e não temos como mensurar os estragos que isto pode nos fazer...

Quando vivemos pápeis diariamente que não condizem com aquilo que somos em essencia impreterivelmente uma hora a casa cai...o surto vem e começamos a viver situações que são totalmente distintas daquilo que podemos chamar de "padrão".

Algumas pessoas ficam doentes fisicamente também...é engraçado que o corpo inteiro, quando está no limite de aguentar a falsa vida, as falsas vontades, os falsos desejos e as falsas idéias de felicidades que inventamos para nos encaixar em determinadas sociedades, neste momento o corpo inteiro, mente e alma se juntam e desencadeiam processos assustadores de dimensões muito grandes e muitas vezes geradoras de irreversíveis estragos...

Isto tudo porque não nos aceitamos...a gente insiste em viver em padrões de comportamentos que nos parecem os ideais e esquecemos da nossa natureza. Tem pessoas que tem medo de suas proprias naturezas e a partir disto trazem para sí uma vida cheia de mascaras...e muitas vezes a verdade personalidade nem é ruim...nunca uma verdadeira personalidade é ruim...o nosso verdadeiro eu, com sombras e luzes é a nossa melhor perfeição.

É claro que, assim como ser uma pessoa aceita e encaixada em um determinado grupo traz suas vantagens e desvantagens, viver a plenitude de sua verdadeira identidade também pode trazer alguns ônus, mas o bônus certamente é o melhor de todos.

Se conhecer estabelece automaticamente limites para nós mesmos e quando assumimos a nossa verdadeira personalidade é tão mais fácil viver...trocar...amar e principalmente se amar...é a plenitude de viver.

É difícil se assumir como se é...mas é muito mais digno viver a sua verdade. É sadio e as vitórias tem o nome e o endereço certo. Viver a si próprio é o remédio ideal para sobreviver num mundo tão cheio de ilusões fantasticas acerca de corpo, alma, mente...é ser. Simplesmente ser. E quando a gente "é"...as vitórias tem mais facilidade em nos reconhecer e nos acompanhar.

Que sempre seja assim...a luz e a sombra...ao lado da vitoria.