quarta-feira, 29 de setembro de 2004

Uma mensagem vinda da internet

Vou te dizer o que penso de amor:
Amor é uma coisa antiga, tão antiga que o século que vivemos ainda não consegue entender com a exatidão necessária e coração disposto.

Como pode entender de amor um jovem que passa suas tardes e noites escolhendo sua amada pela tela de uma tv, e nessa escolha passa por tantos rostos e é um tal de cola, manda e-mail, manda foto, responde questionários, marca encontro, se decepciona, encontra outra, se esconde daquela e outras coisas que fica difícil qualquer tipo de relacionamento assim.

Antigamente o leque de opções, por ser restrito trazia mais fidelização aos sentimentos.
A gente conquistava mais, entendia mais, deixava passar pequenos defeitos com mais facilidade.

Hoje não. Tudo obedece um padrão mínimo imposto pela enorme gama de corpos soltos em orkuts, salas de bate papo e mensageiros instantâneos.
É tanto lugar pra encontrar o par perfeito que acabam perdendo o alvo no meio do caminho.
Nem o vemos, nem o sentimos e nunca amam.

Se amor é convivência como ter amor se não passam para o real o afã do virtual?
Querem enlouquecidamente conhecer, encontrar, beijar e ser felizes mas em que ponto da história da vida houveram relacionamentos duradouros senão por longo tempo de conhecimento?

Final feliz virtual?
Deve haver, um ou outro. Certamente de pessoas que não se "ilimitaram" e, ao contrário de muitos, deixaram o deslumbre da variedade de lado e buscaram um único corpo que logo conseguiram converter em rosto, coração, sentimentos.

Mas é dificil, o mundo está rápido. Inventam muitas coisas para aproximar sem perceber que distanciam de tudo e de todos.
Ilham-se em sonhos, e desses sonhos fica a sobra de uma solidão incontinente, vazando pelos sites a fora, sem cessar.
Até quando isso tudo vai acontecer e não vão perceber que o amor está longe disso.

Ensinam a chegar a marte, mas não ensinam a chegar no coração.
Será isso tão impossível?
Mas é fato polêmico. Qualquer rodinha de amigos, qualquer pessoa pode responder que, ao menos um dia questionou sua vida amorosa desde que deixou de buscar no real.

Uma sensação vazia isso sim. Depois das janelas fechadas as portas realmente se abrem e passam a se ver só.
Exatamente como estavam no início de tudo.
É tanta gente, tantos corpos, tantas opções, tantos e incessantes destrinchar de personalidades (muitas vezes forjadas) que é tão difícil, cansativo, petulante e soberba sua definição.

Ainda que o mundo evolua de tal modo a teletransportar no momento em que conhecem virtualmente alguém, ele nunca vai tirar o gostinho do primeiro olhar, do descobrir os gestos e advinhar as preferências pelo jeito do outro.
Nada substitui o real. Ainda que a facilidade seja grande. Só no real poderiam ter uma vaga idéia do amor
.
Enquanto isso a busca incansável continua. E nessa troca de imagens jpg até quanto durar a sorte, os corpos indefinidos continuam se buscando, encontrando e perdendo.

A juventude...eterna criadora de casos e soluções...não encherga o simples: O amor não se vê, não tem extensão e nem se mede em bitmaps.
O amor é mais que isso e para sabe-lo, é necessário senti-lo com suas cascas grossas e seus medos, até ultrapassar para a outra esfera.
Esfera real, limpida e franca. Sem dpi's.

Ou entao o amor não é desse século mesmo...E num futuro virará uma lenda, a paixão será a unica definição lógica para tal sentimento nobre e ninguém será infeliz.
Por que ninguém saberá mesmo o que perdeu por desgaste...acho que nunca saberão...talvez no dia em que faltar luz, e as pessoas sairem de casa e se verem, deixando de ser meros corpos em ebulição juvenal.

E nesse black-out começarem a enchergar suas vidas sem alta resolução e ouvir suas vozes sem metaliza-las.
Será preciso tudo escurecer para o óbvio se fazer visível: O amor nasce de convivência e costume.
Se deriva e não saltita de tela em tela.

terça-feira, 28 de setembro de 2004

Não há madrugada, nem sensação sufocante do verão que deixou de existir naquele instante de segundo, onde a brisa suave envolvia tudo ao redor e, o gosto salgado de agua do mar chegava a boca, pelo vento e lembranças daquela paisagem.
Dias insolitos, intensos e felizes, mas sem lembranças relevantes. Era apenas uma sensação tranquila de vento litoraneo na face. Cabelos e pensamentos tão perdidos no insano dia a dia da metropole.
Queria que tudo voltasse? Na verdade a unica coisa eterna aquela hora seria ao sentido imediato ao passar a mão pelos cabelos desgrenahdos pela ventania vinda da praia.Tempo bom, de poucas cobranças mas também poucos sonhos.
Muitas musicas e delirios porém poucas lições e crescimentos.
Tempo bom, não fosse o futuro.
Mas nada daquilo valeria, hoje, como lição. Apenas a sensação tranquila de estar muito além daquilo tudo, nada alcançando, nada absorvendo e ao mesmo tempo tudo tao necessário e vital.É o que chama de viver.
Acima de tudo conhecer ilimitadas formas de ser e estar feliz. Ainda que a fugacidade imprima inúmeras falhas e tristezas em nossas mãos, vale a pena sentar e olhar para trás um só isntante que seja e estar lá, ainda que para voltar rapidamente e não visitar o passado outra vez.
Vale a pena por que tudo passa a ter renovado sentido quando o que foi vivido na realidade, nao teve a menor importância.
De vida, de historia e de alma.Voltou lá, porque não acreditava nisso.
Mas percebeu a verdade nessa promessa.
Nada valeu, mas se não o vivesse, nunca teria sabido.



hum...to bem ansiosa com a instalação do the sims...na verdade um pouco demais para meus vinte e tantos anos...e nessa logica infantil eu e as meninas ontem ficamos até tarde da noite jogando "jogo da vida"...pra variar um pouco fui milionaria...coisa que nunca acontece pois sempre me transformo numa filosofa pensadora da flexibilidade do rabo da lagartixa.

Cancelei meus futuros compromissos para o proximo mes e vou trabalhar muito, jogar muito simuladores e engrenar na academia que alias ontem tava mó legal...mas preciso cuidar p não fazer amizades senao...tsc...tsc...eu nao malho mais...heheheNo mais era isso, tenho um post bonito para colocar aqui mas to sem inspiração e tenho que ver oq acontece com meu orkut que re repente começou a chover gente estranha oferecendo sua amizade...acho legal isso...ams dá trabalho abri-lo todo santo dia...bjos

segunda-feira, 27 de setembro de 2004

Bom...mais uma semana se inicia...to desanimadissima dela, não fosse pela alegria do bem adquirido seria chato...acho q preciso de ferias...dormir muito, comer coisas boas e jogar sims sem me preocupar com nada...A
lias...acho q to precisando trabalhar com crianças...um trabalho voluntario logico.
Mas nao tenho tempo...as minhas aulas na UFRGS já são assim, o limite da minha sobra de tempo. Queria dar aula de musica pra crianças de uma vila qq...que nem em Salvador mas não vou conseguir conciliar.
Não esse ano. Ano que vem quero continuar as aulas na UFRGS se me quiserem obvio e queria arrumar um tempo pra outro tipo de voluntariado.
Queria mexer com interiores de uma forma mais profunda...sei lá...crianças a gente acaba trabalhando muitas outras coisas e adolescentes/jovens fica mais complicado fazer algo diferente que não seja "dar aula".
Não sei...isso certamente me ajudaria a perder essa sensação de improdutividade que sinto...Pareço a loka né?
Quanto mais coisas faço mais quero fazer...tava pensando em pegar uma criancinha pra passar o Natal lá em casa mas logo perdi a vontade porque casa de solteira é super entediante para crianças...não...definitivamente não seria uma boa...preciso fazer o bem sem olhar a quem num "level two".
Preciso achar o quem...ou os quens...hum...mas não adianta inventar porque to sem tempo...hum...tá...vou trabalhar agora e pensar numa saida para essa tresloucada necessidade de fazer alguma coisa a mais...bjo.

sábado, 25 de setembro de 2004

hoje quase enlouqueci depois que finalment achei a mesa para o micro...fui tirar referencias decorativas na feirinhad a redenção e vi meu sonho de infancia: casinhad e bonecas completa de madeira.
Ai...acho que minha irmã precisa urgente ter uma filha para que eu possa mimar minha sobrinha...uma vez que eu ser mae esta meio fora de cogitação pela realidade a que me encontro inserida...tô preguiçosissima, amanha tenho que terminar umas pinturas na mesa e vou agooora comprar pipoca pra assistir filme com a Jê...hum...hj andei o dia in teiro sem meu celular...fantastico! a gente se sente leve e sem aquela hoprrivel necessidade de consulta-lo a cada cinco minutos para ver se nin guem ligou, no meu caso se o celular n ligou sozin ho p ninguem (sempre esqueço de bloquear o teclado) e se não chegou mensagem...alias...tem um amigo meu que namora muuuuito serio e nao quer me confessar...Não é pecado geologo! É bunitinho...;)
Bjos e aproveitem o findi...estou com pressa e com vontade de tomar iogurte comendo pipoca...fui

sexta-feira, 24 de setembro de 2004





E mais uma vez fecha-se as cortinas e o espetaculo acaba.
Sem hora para terminar mas sempre terminando mais cedo. Essa rotina densa e desgantante de se esperar encontrar algo ou alguém que valha a pena e que nunca dá certo.Ao logo da minha pequena vida de mulher tenho tentado ser rasoavel, compreender, amar, enlouquecer e ser casta, desligar e conectar...mas acho que desisto dessa dificil tarefa de ser uma mulher com sonhos.
Sonhos não existem, casamentos são coisa da midia e os namoros sao pequenos atos de duas mentes surtadas mas que sempre caem em si.
Não existe o que eu quero. Não é perfeição é sintonia, não é beleza e sim cumplicidade e não é pra sempre e sim enquanto dure, como ja dizia o poeta.
Frugalidades, encontros bobos e sexo é muito facil, é muito bom, é quase nada.Não sou uma pessoa de metades, não quero uma parte.
Quero inteiro, ainda que sonhado...que loucura...não existe amor.
É tão obvio isso e eu ainda fico querendo acreditar que vou encontrar uma pessoa que vai me olhar docemente e sacanamente e será esse o "cara". Mas nunca essa dualidade acontece.E o mais engraçado é que, quando desisto e resolvo aproveitar a superficialidade dos encontros descomprometidos e desacredito nos relacionamentos alguem sempre aparece para me fazer desistir dessa meta e, depois de algum tempo, as vezes um prazo pequeno de uma semana, todo o sonho se desfaz...e a vida passa a ter os mesmos fotograficos coloridos de estar só e não saber por que.Na verdade acho que falta coragem para todos nós assumirmos nossos desejos.
Conheço tantas pessoas que querem estabelecer um relacionamento tranquilo com alguem e nunca conseguem porque procuram esse "alguém" no lugar errado ou porque nao sabem ainda o que querem. E eu? Eu sei? Na verdade, eu sei. Mas sou sozinha nessa realidade, ou tenho me deparado com pessoas tão perdidas que ainda não se decidiram a casar ou comprar bicicletas.
Daqui uns anos entro pra casinha dos 30 sem nunca ter vivido alguma coisa com alguem que valeu a pena. Sem tranquilidades agitadas, sem loucuras, sem paixão, sem amor.
Daqui um tempo decido ter filhos, porque trabalho para ter condições por mim mesma, uma produção independente, é possivel que com o passar dos anos fique linda, enigmatica, sensual...e tudo que havia sonhado nos meus vinte e tantos perderá a realidade e vai passar a ser um devaneio de juventude."Como eu era ingenua".
E pergunto agora, para mim mesma: É isso que quero pra mim? Me tornar uma pessoa cada dia mais fechada, auto-suficiente e decidida onde uma compra de computador jamais fará um turbilhão na minha mente...será facil e racional...Não...definitivamente não foi isso que planejei para meu futuro.
Meu futuro é exatamente uma Puta dona de casa.
Mas faltam homens, faltam situações, falta amor, falta vida dentro de cada olhinho que cruza os meus.Hoje eu me sinto cansada de procurar entender.
Tem agora duas luzes no meu msn piscando. Meu contato de trabalho em Londres que me rende uma projeção muito bacana profissionalmente e financeiramente e meu "amor" paulista que provavelmente também só quer me comer...preciso atende-los...mas me falta força...acho que cansei de fazer de conta que sou boba e acredito que nao estou sendo enganada quando estou certa de estar sendo enganada. Na boa.
Queria qualidade de verdades e não as fabricadas.
Queria realmente não tensionar cada vez que conheço alguém porque tenho que empatizá-lo a tal ponto de prever sua pretensão.
Queria a liberdade de sentir algo por alguem sem medo. Fosse o que fosse...queria sorve-lo e não engoli-lo apressadamente.
Não sei o que a futura mulher de 30 pretende fazer...hoje ela quer trabalhar, se descabelar com investimentos pequenos mas totalmente estranhos para ela e terminar o dia dançando com um desconhecido lá no fim de POA...e acordar no sábado...sozinha, no meu quarto minimalista...ok luzinhas piscantes...vamos ver oque vcs me reservam...

quinta-feira, 23 de setembro de 2004

Engraçado...depois que se adquiri uma certa "experiencia" em filhadaputices a gente começa a pesar menos quando tentam nos tirar para otario...
A coisa funciona mais ou menos assim: fazemos de conta que estamos sendo enganados enquanto somos enganados.
Principalemente mulher tem ser PHD nesse tipo de detecção.
já nem to com uma série de coisas já "previstas" acontecendo nessa minha vida.
A unica coisa triste é que, a receita acaba englobando as pessoas "belezera".
Mas é dificil indentificar de primeira, segunda, terceira e as vezes até em anos vc não saberia dizer se tal pessoa é ou nao filhadaputa.
O que vale é ter felling e ficar ligado, a todo tempo.E prever tudo...mas não entrar em nóia.
Ter em mente que, "poooode ser" e nao que "é".
É um misto de andar resabiado e deixar rolar saca? tipo blasé que indica:" se nao for dessa vez é em outra, andem filas!"
Alguma coisa como entrar sem esperar muita surpresa feliz...ai é legal! porque quando vem sempre é bacana!
Não tentem fazer isso em casa...;)

quarta-feira, 22 de setembro de 2004

Engraçado o perdão.
Ele não livra as lembranças indesejadas mas as permite caminhar dentro da gente com mais leveza, menos importancia.Pensei que, ao passo de declarar perdão tudo se sublimasse e o passado mostrasse grande indisposição ao conspirar para meu futuro.
A regra ainda continua simples, a equação exata e a vida ainda tem suas ferrugens pelos caminhos tortos que não foram trilhados sozinhos.
Mas o perdoar te diminui a improtancia dessas farpas e manchas e faz com que exatamente tudo passe a ter saúde.
É assim que tem que ser, as lembranças ruins, as cenas desnecesárias continuarão dançando na mente mas sem a importancia de antes, afinal, que passado é esse tão algoz que pode nos impedir de desfrutar caminhos doces, ainda que machucados, num futuro?
A vida é bem mais que perdoar e ser perdoado...ainda que este se faça necessário para libertar. É boa a sensação. Parece não haver nada mais suave que o depois...Bom dia.

terça-feira, 21 de setembro de 2004

aiaiaiai...é tão complicado controlar...pulsação insandecendo, vontade de nao achar nada achando que é tudo...odeio isso..descontrola, desmotiva, deixa todo o controle fora da gente...é tão bom...mas as vezes essa pulsação tão enlouquecida me dá vontade de cortar logo os pulsos pra resolver essa saltitação e cessar de uma vez...temo.
temo o contrario, o engano e "o sinto muuuuito mas, parada errada".
enloqueci o dia inteiro imaginando porques, nomes, endereços e agendas mas nada me ajuda...só a nitida sensação de andar em circulos dentro de um quadrado que as pontas tem listas telefonicas...estranho né?
humano demais para mim...humano, exatamente do jeito que tinha que ser mas parece nao ser...igual alguma coisa sonhada mas diferente.
tem cheirinho de coisa boa, é fofo e pode ser colocado dentro do meu coração a qualquer momento.
se tudo é tão bom...pq essa indescritivel sensação de "Out"...acho que preciso ler mais, trabalhar mais e sonhar menos.
olhos mareiam de imaginar o grande equivoco que posso estar concentrando dentro dessas linhas...subjetiva, eu? imagine...são seus olhos que não conseguem enchergar o obvio...;)
Final de semana mediano, com chuvas e trovoadas e temperatura amena...otimo para dormir e acreditar num mundo melhor. Nessa crença, onde a inercia invadiu meu ser tenho de saldo:

- Balada nova;
- Queimaduras nas mãos;
- Arroz "Unidos venceremos" muito saboroso;
- Feio, feio corte no rosto onde tirei um pedaço da pele;
- Guarda roupa ok;
- Unhas e depilação ok;
- Um livro lido;
- Dois filmes assistidos dentre eles senhor dos anéias as duas torres que é muito fiel ao livro mas faltou o exercito de espectros, o elixir que os hobbits tomam dos ents e a cronometragem estava inexata...deu vontade imensa de fazer minha tattoo o mais rapido possivel.
Tolkien pra mim n é simplesmente um escritor, é um contador de lendas da alma, um fabricador de arquetipos. E me fala muito a alma toda a saga da terra média.
Amo muito essa literatura.Alias, ouso dizer que ela me ajudou muito nos seis meses de sampa em que estava sozinha, me reabilitando e sem um puto no bolso sequer pra comer...acho que se nao tivesse me esteriotipado nos personagens extremamente fortes de tolkien, certamente teria outra historia pra contar...well;
- Uma ligação do Alfinho;
- Um desejo de que o dia não acabasse;
- Uma visita e
- Um banquinho semi pintado.

E foi assim o fim de semana prolongado. Nada de novo, tudo por dentro e pacificamente tranquilo, sem perspectivas maiores das que eu tenho em mente: trabalhar, nao querer me entender, entender o fato de que psicanalise é um dinheiro q vou jogar fora no momento, ir a academia e fazer o basico para o joelho nao inchar e ir ao cinema sozinha...ja q nao tenho criaturas disponiveis nos meus horarios e falar com a gerente do banco p saber porque a correspondencia importante nunca chega.

sexta-feira, 17 de setembro de 2004

Dia tranquilo...hje o Alfinho fez um post no blog dele pra mim...achei fofo.
Saudades da faculdade e da epoca em que sexta feira a gente se lotava (todos os amigos) de bilhetinhos, presentinhos e o diabo a quatro com desejos de bom sabado...hehehe...relembrando velhos tempos, fiz alguns cartões para umas pessoas que considero bem importantes para mim.
Tão legal, escolher a cor, a imagem, a frase...tudo personalizado para aquela pessoa.
Acho tão importante demonstrar afeto, carinho, amor.
Tenho deixado isso meio de lado com meus egoismos mas na real não seria ninguem sem uma pá de gente que tenho ao redor e as vezes a kilometros de distancia mas em intensidades de sentimentos que as trazem para perto imediatamente.
Com essa atmosfera bacana de depois da tempestade, iris versão faixinha na cabeça vai procurar trabalhar muuuito.
Bom final de semana.

quinta-feira, 16 de setembro de 2004

Nove da noite (aproximadamente).
Meu humor mudou em definitivo. Fui a uma reunião muito bacana que me motivou e repeliu toda aquela atmosfera de tristeza e saudosismo que andava me rondando. Ainda bem que to vivinha pra continuar andando e com um monte de coisas pra fzer e acontecer...vou comprar mais tintas...meu armario precisa urgente ser terminado!
Que legal...agora preciso apenas reparar os estragos que meu subto fechar de sintonias causou.
Boa noitíssima!
As pessoas não entendem extensão de palavras, gestos impensados, limites alheios, mágoas. Andamos preocupados demais em sentir e olhar a textura dos respectivos umbigos.
Estou novamente farta, cansada e desiludida de muitas coisas que dizem respeito a vida.
Ainda que esta escoe pelas minhas veias e tenha uma aparência muito simpática quando olho no espelho, ainda assim me faltam palavras para definir esse misto de solidão e asco que me causa a confusão mental em que estou.
Parece ingratidão, ou depressão...na verdade nada disso. Na verdade é sufoco.
Sufoco de estar só, de não partilhar meu mundo com quem realmente esteja a fim disso e imensa vontade de ficar quietinha em baixo do edredon no escurinho do quarto novo.
Queria na verdade nunca ter crescido e vivenciado tudo o que hoje me constituiram mulher.
Queria amor, quero lagrimas, quis perdão...hoje quero novamente entender porque me distancio cada vez mais que me aproximo...existe uma regra? uma saida?
Na verdade, isso tudo são pequenos resultados de náuseas intensas dentro de mim.
Ao fechar essa janela, o mundo volta a ser colorido, discreto e complicado.
Não serei um objeto de estudo e discecamento humano. Vou viver, lutar contra meus sentimentos todos e a insistente sensação de que as coisas estão bem e eu complico e buscar o dia seguinte, nde não vou chorar, não vou sentir saudades da minha mãe e muito menos me confundir com tantas coisas para fazer sozinha.
Desejo-lhes um bom dia de guerra.

quarta-feira, 15 de setembro de 2004

Cansada, roupas rotas e as ideias confusas.
Ela passou os ultimos dias revendo os seus e tentando entender por quê tantas voltas para chegar ao mesmo lugar e nas mesmas condições.

Ao mesmo tempo familiarizada com o local onde passara boa parte de sua vida,ainda assim sentia algo diferente.
Um misto de não pertencerem mais a ela os moveis, as pessoas corteses que lhe acenavam com respeito e devoção, seus criados e nada que lhe lembrassem de suas vivencias por lá antes da viagem.

Era verão naquela colina, o vento insistia em varrer todas as coisas do lugar. Uma brisa morna, mas refrescante, pairava incessantemente no local e algo chamou sua ateção naquela mesma janela de onde um dia decidiu nao mais voltar. Novamente,
numa ciruclar manifestação do destino, levada pela paisagem que dela se projetava, afastou as cortinas e pos-se a mirar o

infinito dos outros mundos, que muito bem sabia oque havia em cada um deles.
Lembrava-se com certo temor da futura decisão.
Prazo já não havia mais e, ao mesmo tempo em que se tornava eminente a escolha, sabia não poder faze-lo dada a sua natureza modificada pelas peregrinações locais. Sabia também que a omissão resultaria mal estar entre os seus, e que isso resultaria

em novas distenções e provavelmente em maiores dificuldades.
De uma coisa tinha absoluta certeza: Acabaria por vencer as possiveis barreiras de impedimento erguidas imediatamente após omitir o veredito.
Não era mais inocente, sabia muito mais, em pouco tempo de lida com os seus menores do povoado.

Não suportaria estar aparentemente apatica a tudo. Aprendera a lutar por si, pelas pessoas e pelos ideiais nobres que a sua ancestralidade lhe desenvolvera e forjara na alma, mas esquecida pelo resto da casta.
Sentia-se presa a um legado o qual lhe impelia a seguir a merce de sua vontade. Certa estava de ser o melhor, ainda que custasse lágrimas.

Ouviu batidas na porta.
Por um minuto sentiu seu coração parar de bater. Era chegado o momento de pronunciar sua decisão.
Já esperava por isso muito antes de iamginarem. Virou-se em direção a porta e por instantes olhava o comodo com saudosismo, ternura e medo.
Rosto palido, coração acelerado. Havia lagrimas querendo se formar no instante em que foi até sua comoda e numa tentativa de familiarização e descontração, começou a se olhar no espelho e arrumar os cabelos.

Estava lívida, assustada mas decidida.
Não respondeu a porta, subiu as escadas e saiu pelos corredores de acesso até a câmara onde a alta cupula se encontrava.
Certa de que não voltaria tão cedo àquele velho e aconchegante aposento.

terça-feira, 14 de setembro de 2004

Sou uma sem quarto...hehehe...devido aos fortes odores de tinta estou temportariamente morando no corredor...até eu terminar a pintura do guarda-roupa será assim.
Dormi legal, o contrario de ontem que foi catastrófico.
To meio me sentindo sozinha ainda e sei lá...acho que ir a sampa visitar a paulista me fará de alguma forma bem...ou muito mal...vamos ver...
ó que lindo eu ganhei ontem de boa noite:

" to see a world in a grain of sand, and a heaven in a wild flower, hold the universe in the plam of your hand, an infinity in an hour"

Valeu mesmo...vc sempre aparece sem querer com a frase certa;)

segunda-feira, 13 de setembro de 2004

Sabe...acho que eu só precisava de um colinho, um chazinho e ouvir varios "sins", "ahans", "entendo", e o principal: "tudo vai ficar bem"...
as vezes cansa estar sozinha em terra estranha e nao ter com quem compartilhar minhas vitoriazinhas e meus medinhos sem ter medo de que escutem apenas socialmente...to me sentido no meio da rua...odeio me sentir assim...acho q se deve a noite mal dormida...tenho q preparar a dinamica para meus alunos hj a noite...ao menos uma coisa boa...meus aluninhos...
hum...final de semana muito cansativo...caotico diria mais...tirando a correria foi muito bom.
Tirando também o Dado e suas horrorosas seleções musicais e as vagabas que por la andavam caçando velhinhos ricos...eca!!! eca!!! eca!!!
O que não fazemos pelos amigos...tsc...tsc...
Mas o engraçado foi que mais uma vez, deixei de fazer algumas coisas que tinha que fazer, tipo, ir a ufrgs para ajudar a organizar o simulado da galera.
Mas dei inicio as obras do meu quarto branco a duras penas e a parte da pintura realmente foi bem cansativa...mas quando tiver terminado vai ficar lindinho tudo.
Soube que minha amiga vai visitar meu primo em salvador e eles sao basicamente namorados virtuais...hehehe...definitivamente o mundo é pequeno!
Quanto a mim to com sono, dormi mal por que a porcaria da janela da sala não parava de bater e aquele cheiro insuportavel de tinta esmalte me corroeu o pulmão...de tudo aconteceram coisas que me fizeram pensar muito.
Sobre mim, sobre a relação que tenho com os carinhas que acho bacanas e namoraveis e da possibilidade grande deles nem sacarem que eu sou muito aí para eles por que sou muito...nao sei se é essa palavra, discreta, timida, com horror a pegar no pé e ser tachada como "chata"...e por isso acabo sem querer fazendo um ar blasé quando na verdade a ideia primaria era ao contrario.
Engraçado...busquei meditar a respeito dessa atitude de falso desapego que demonstro e me assustei quando encontrei a raiz...tão antiga e infantil que acho complicado fazer o processo reverso de resolver isso...sei lá...mas nao quero mais perder pessoas, caras legais porque pareço distante quando na verdade nao sou.
Penso que deveria ser menos sincera, ou quem sabe demostrar mais presença...não sei...quando penso estar resolvida percebo novamente que tenho coisas para organizar dentro da minha cachola cerebral...eu amo muito isso é fato. nao tenho dificuldade de demostrar isso e quando eu gosto as pessoas sabem exatamente desse sentimento...mas acho que preciso demonstrar variantes do mesmo, tipo, sentimento de carinho, de paixao, de fraternidade...tudo isso dentro de um unico e primeiro: a tentativa continua de amar as pessoas que eu acho que merecem meu amor.
Tô falando de amor mesmo, sentimento empatico, que compreende, aceita, chora e sorri junto e nao dessa baboseira toda que a midia coloca na mente das pessoas e acaba virando o sentimento mais multifacetado que existe para relacionamentos de homem e mulher.
Sou muito intensa pra gostar pouco de quem acredito merecer meu afeto. Preciso só canalizar para nao parecer que gosto de todo mundo do mesmo jeito e intensidade senão vou perder mais e quem sabe alguem que poderia ser o cara pra eu bjar, ficar junto e viver uma vidinha basica e normal e bem fofa...sei lá...chefe chegou, ja matei muito tempo escrevendo isso e sei lá...preciso trabalhar, e o dia esta maravilhoso...bom dia p vcs...

quarta-feira, 8 de setembro de 2004

Meu mestre diz:


"Homens (e mulheres) estão cada vez mais arredios ao título de namorado,
mesmo que, na prática, namorem... Uma coisa muito estranha.

Saem, fazem sexo, vão ao cinema, freqüentam as respectivas casas, tudo numa
freqüência de namorados, mas não admitem. Têm alguns que até têm o cuidado
de quebrar a constância só para não criar jurisprudência, como se diria em
juridiquês.

Podem sair várias vezes numa semana, mas aí tem que dar uns intervalos
regulamentares, que é para não parecer namoro. É tua namorada? - Não, a
gente tá ficando. Ficando aonde, cara pálida?

Negam o namoro até a morte, como se namoro fosse casamento, como se o título

fizesse o monge, como se namorar fosse outorgar um título de propriedade.

Devem temer que ao chamar de namorada(o) a criatura se transforme numa
dominadora sádica, que vai arrastar a presa para o covil, fazer enxoval,
comprar alianças, apresentar para a parentada toda e falar de casamento -
não vai. Não a menos que seja um(a) psicopata. Mais pata que psico.

Namorar é leve, é bom, é gostoso. Se interessar pelo outro e ligar pra ver
se está tudo bem pode não ser cobrança, pode ser saudade, vontade de estar
junto, de dividir.

A coisa é tão grave e levada a extremos que pode tudo, menos chamar de
namorado. Pode viajar junto, dormir junto, até ir ao supermercado junto (há
meses!), mas não se pode pronunciar a palavra macabra: NAMORO.

Antes, o problema era outro: CASAMENTO. Ui. Vá de retro! Cruz credo!
Desafasta.

Agora é o namoro, que deveria ser o test drive, a experiência, com toda a
leveza do mundo. Daqui a pouco, o problema vai ser qualquer tipo de
relacionamento que possa durar mais que uma noite e significar um
envolvimento maior que saber nome.

Do que o medo?

Da responsabilidade?

Da cobrança?

De gostar?

Sempre que a gente se envolve com alguém tem que ter cuidado.

Não é porque "a gente tá ficando" que não se deve respeito, carinho,
cuidado. Não é porque "a gente tá ficando" que você vai para cama num dia e
no outro finge que não conhece e isso não dói ou não é filhadaputice ?

Não é porque "a gente tá ficando" que o outro passa ser mais um número no
rol das experiências sexuais - e só.

Ou é?

Tô ficando velho? Paciência..."


Arnaldo Jabor

PS: to a fim de estourar minha conta por 2 dias...

segunda-feira, 6 de setembro de 2004

Meu presente de hoje...




Calor, insuportaveis 30º. Ouvindo Skank e estudando HTML avançado. Tipo de humor aparentemente normal.
Hoje começo, depois de brigas com meu self pra saber se continuava o flamenco ou se me alongava na yoga, a academia venceu.
Depois das inumeras caimbras no show do rappa tive que tomar uma atitude. Aiquesaco...mais uns 3 meses até me condicionar descentemente.
Alias, minha vida de reabilitação enquanto ser humano pós traumas é uma constante espera.
Dois meses para isso, mais tres meses para aquilo.
Bah...quando fiquei dodoi da perna aprendi o que significa ter paciencia e dois anos depois, ainda exercito esse novo aprendizado com inumeras pendencias internas e externas que precisam ser organizadas dentro de mim e levam o tempo que precisam levar.
Me sinto uma monja com tanta paciencia transbordando de mim.
Ainda no quisito paciencia, nao sei definir como foi meu final de semana. Aparentemente foi fantasticamente alegre pois estive com pessoas que adoro muuuuito, bebi horrores e tirei uma pá de caras babacas porque nao estou definitivamente nas pilhas de azarações, e cantei muita coisa que nunca cantaria em niveis normais de alcool.
Ouvi muita coisa triste de uma amiga querida e realmente queria poder fazer algo pelas pessoas que gosto: Sara, Dudu que a cada dia tenho mais vontade de comprar um aquario e coloca-lo dentro para protege-lo de suas ideias malucas, Ale, o Alfinho, a Paulitcha e até o mala do meu primo lindo que amo muuuito...é...realmente meu lado monja ta muito definido hehehe...deve ser ainda tpm.
Bom...esse mes terminarei a deco do meu quarto, quer dizer, a etapa middle dele...também esse mes vou estudar muito html e me esquecer de que eu tenho um coração normal muito a fim de gostar de alguém.
Cansei! Principalmente depois de descobrir que eu "imponho respeito"...hahahahaha...bebada total, cantando todos os sucessos da musica pop do brasil, e ainda o cara chega e fala que ficou encanado de falar comigo pq imponho respeito...esses caras...tsc...tsc.. mas essa é nova. Ja havia ouvido que pareço burguesa, que tenho ar de blasé, que sou muito bonita...(cegos!!!!) e agora "imponho respeito" faça-me o favor!!!
Bom...não vou me stressar mesmo pq pouco me importa o que andam pensando de mim. Alias, tenho tanta coisa pra fazer e tanta gente ainda pra conhecer que, certamente essa opinião divergirá, e muito, de futuras pessoas a conhecer...e se não mudar...nem tô.
Não posso mudar o curso da minha vida nessa altura do campeonato.
Preciso é mudar o tipo de pessoas nas quais ando me relacionando entao...;)
Bom feriado meus queridissimos e...vou colocar outro texto no Zupi. I promisse!!!

sexta-feira, 3 de setembro de 2004

Porque as pessoas complicam tudo e tanto? Eu agora mesmo estou morrendo pra fazer um css diferente no meu nome que vai direto no servidor...Custa deixar normal ou utilizar caminhos mais logicos?
E a gente sempre emperra na coisa mais simples porem fundamental.
Jewel na mente...Tenho conversado bastante e com qualidade de uns dias pra cá.
Falava hoje a respeito de complicações em relacionamentos. Caramba! todo mundo complica tudo e quando se trata de relacionamentos home-mulher então...ai vira uma grande meleca criptografada!
Criptografada pq em tempos virtuais, onde a internet te aproxima até do teu colega que esta sentado ao lado, tudo fica mais facil de exteriorizar, até as neuras ficam mais faceis e intensas.
Tudo é complicado.
Se não tem um amor, a reflexão se transforma em caso psiquiatrico, desfragmentado e reorganizado pela alta cúpula de douTORRES virtuais e reais que, não resolvendo suas vidas, tentam resolver a dos amigos. Se tem um amor ficamos procurando problemas mentalmente pré concebidos para detonar o relacionamento quando deveriamos é aproveitar a situação...tsc...tsc...
Na real as coisas são simples!!! E se todo mundo simplificasse, não existiriam relacionamentos que não funcionam, separações desnecessárias e longos papos a respeito de insegurança e falta de respeito...sei lá...é como mascar chiclé de menta: básico. A gente aprende rapido e não muda a regra.