terça-feira, 25 de outubro de 2005

Hoje foi um dia stressante...Feliz, meio fora do padrão de normalidade diria mais. Daqueles dias que começam dando absolutamente errado e no final dele, vem o acerto.

A noite foi bem ruim sem a Boolie...acho que me acostumei demais com minha pretinha básica. Meu pequeno sobrinho nasceu e isso deu uma movimentação no clã.

Embora distante e absolutamente convicta desta escolha, não posso deixar de admirar essas pessoas das quais meu sangue herda algumas nuances delicadas.

Delicadas não por sua fragilidade mas pela complexidade do além, do improvável, do forte cheiro de sabedoria, que marcam algumas existências precedentes as minhas.

É admirável certos poderes. Os mais fascinantes são aqueles cuja força vem do zero, do vazio, de onde não se imagina ter vida. Admiro a ascendencia e toda essa geração absolutamente inexplicável a que pertenço...embora furtivamente escondida dos mesmos.

Hoje me remeti, sem muitos esforços, a alguns anos onde essa "fortaleza" se fazia nítida e me senti feliz. Acho que o nascimento do meu sobrinho me fez repensar a importância do núcleo de familia. A sensação que adentra meus poros é semelhante a ventura de ganhar uma batalha. Onde se finda a seca e a destruição de uma guerra e começa a brotar os primeiros frutos do progresso.

Acho que isso se chama de um nome que ainda não conheço. Que livro algum ou conhecimento maior fez proferir tal palavra. Indescritível como o próximo segundo a passar. Fascinante e belo trajeto de voltas a vida. A mesma vida outrora fraca.

Dizem que as melhores construções são as de melhores alicerces e, por sua vez, mais elaboradamente lentas em estruturação. Acredito nisso. Sei que tudo que está do lado de lá da folha do calendário foi necessário. Hoje tudo se torna tão mais tranquilo. E me traz algumas esperanças esquecidas dentro dessa loucura vivida diariamente. Que bom. Que bom.

Meus computadores tem a mesma tela. De bolso, de trampo, de casa. Todos tem a mesma carinha. Isso é monótono mas me faz sentir referencias digitais.

Preciso dormir ainda...e acho que vou passar a virada do ano num retiro zen budista...meditando e tentando achar a meleca da paz cintilante...sem contar que terá certamente refeições frugais...tudo que preciso.

Meu segundo dia de dieta...a capsula do remedinho ta presa na minha garganta...a sensação é indescritível...pro lado mal obvio.

Preciso rezar para alguém. cultivar uma flor e voltar para dentro...sem contar que preciso fazer as unhas também. Mas amanhã quando Boolie voltar farei tudo...Bem mais feliz.

Não entenda. A vida muitas vezes não tem sentido nenhum, mas continua pulsando.

domingo, 23 de outubro de 2005

As coisas andam serenado dentro de mim. Meu ritmo enlouquecido tá mais calmo...E parece que consigo enxergar, numa fração de segundos, algumas soluções que preciso encontrar...Fui na casa da minha irmã esse fim de semana e foi bem bom...Não vejo a hora que meu sobrinho saia da barriga dela...hum...preciso organizar meu ano de 2006...essa semana começo...num tô animada...mas descansada...bjo

segunda-feira, 17 de outubro de 2005

Não tá fácil essa campanha do Bogu...tô na reta final e essa semana parece ser a última...as vezes acho que vou ter um colapso...

Iris indo para o trabalho.

_horroroso, horroroso, horroroso...
(olhando o portão de casa)

_horroroso, horroroso, horroroso...
(olhando o restaurante que almoça)

_horroroso, horroroso, horroroso...
(olhando o computador)

_horroroso, horroroso, horroroso...
(olhando, pasmem, o copo de água)

Na ida para o trampo tive a impressão de estar no Bronks pois vi um menino vestido assim...é bem normal eu sonhar acordada quando estou dormindo apenas rídiculas horas por dia.

Planos para o pós campanha:

*Ir pra Gramado dormir;
*Ir para Gramado comer muito;
*Voltar de Gramado e ir ao médicos cuidar de mim e ficar magra;
* Ir a Gramado mais uma vez;
* Dedetizar a casa;
* Boolie ser operadinha;
* Mander fazer as roupas que desenhei p mim;
* Fazer as unhas com frequencia;
* Procurar saber onde e como vou passar meu fim de ano;
* Dormir muito;
* Ver a Bienal;
* Ler minhas revistas mensais no mês correto;
* Ver meus amigos que abandonei e aqueles que ainda nem vi.

Aiai...se eu sobreviver...vi ser ma-ra-vi-lho-so

sábado, 15 de outubro de 2005

domingo, 9 de outubro de 2005

Desde cedo já dei 3 consultorias sobre loves, troquei idéias sobre design impresso, trabalhei muito o dia todo, morri de dor e não tomei remédio por não poder ir buscar, senti frio que não passava (e acho q era febre) e a única coisa que eu queria é um copo de leite quente na minha cama que eu não tivesse que preparar.

Enxaqueca pancadélic...e as unicas pessoas que se demonstraram solidárias são paulistas...Ninguém merece essa dor...caraca. Nunca mais vai passar.

terça-feira, 4 de outubro de 2005

O tempo...eu não canso de me admirar de suas incríveis e nada práticas, funcionalidades.
Me desculpe caso você se encontrar aqui, neste contexto...

Hoje me contaram de um amor novo, pela descoberta, mas antigo em existência. Até brinquei pois, como feitos do mesmo açucar...eu, pela lógica tinha direito de provocar suspiros também.

Buenas, mais uma vez, num nível mais "emsimesmado" de consciência, voltei uns longos anos atrás. Praticamente uns oito, reformulei as mesmas cenas antigas e repassei os contextos.

Dentro do cenário. Olhei o todo e achei graça.
A dúvida: Pode um amor quase adolescente ser real e durar a tempo? Me invadiu esse clima antigo e comecei a olhar o contexto atual, a revelação do momento como que um delicado tufão preso a tempos dentro das atmosferas estranhas do viver.

Achei graça novamente.Olhei para mim e lembrei do meu primeiro namorado. Dessa época onde se faziam suspiros de açucares familiares. Será que o amei. As vezes acho que, dentro dessa confusão toda que sou por default, não posso reclamar de nunca ter amado alguém, e muito e tanto...a ponto de fazer a vida atual seguir seu curso com graça matriz, mas sem as cores dessa época.

No momento em que vi a frase "pessoa certa", pensei no meu certo. Na minha pessoa certa. Ri de mim que não acreedito nisso e me perguntei porque fico só.

Espero meu primeiro namorado personificado num cara qualquer perdido nas ruas chatas de primavera...ou realmente não quero isso.

Me lembrei dos dias doces. De uma coisa que, ainda que primaria dentro de mim. Talvez nunca mais terá a mesma intensidade.

Senti saudades de mim, dos planos. Mais ainda da macia e confortante impressão que jamais tive, depois deste, de companhia certa.

Lembro-me que cheguei perto do casamento. Com o mesmo medo de hoje mas confortadamente certa da impossibilidade...seria tudo tão diferente..absolutamente tudo. Acho que não me sentiria confortável nesse futuro modificado que viveria hoje se, a tempos atrás, tivesse aceitado os fatos.

Ai comecei, como desarticuladora de romances que sou, a discecar a situação: Na medida das circunstancias da época, tudo era morno e acolhedor porque houveram sonhos, construções de esboços futuros e absoluto empenho para fazer as coisas acontecerem. Um ano intensamente vivido de buscas e de achados. Bem como de perdas e danos.

Olhando isso, percebo tão claramente a resposta da alma em relação a essa coisa toda. Coisa minha, deles, delas...o que faz diferença, acima de tudo é a qualidade das vivências, as trocas, as histórias bonitas e coloridas que marcam um capítulo a parte do enfadonho e indiscreto livro do viver.

Coisas que o tempo não traz de volta e que, por sua cruel sutileza nos damos conta. As vezes tarde demais, como aconteceu com os personagens do primeiro parágrafo.

Comigo? Não sei.
Penso que, a diferença entre nós é mínima mas definitiva: Amamos as histórias e seus
personagens. Nos seus cotidianos inesquecíveis se fez estilos, sonhos e vários desejos de felicidade.

Hoje resta a cinza fofa da lembrança e a vontade de ter alguma coisa com essa textura para tocar. Ainda que tudo esteja diferente, amadurecido, envelhecido pela correria diária que nos impede de sonhar. E a certeza marota vem brincar com as idéias: Não faltam gentes para amar, viver histórias e criar raizes. Falta a intensidade exata de bons relacionamentos.

Com doses de vontade de fazer acontecer, coragem para absorver tudo que dele verter e, acima de tudo, capacidade para recomeçar, se for preciso.

Afinal de contas, ainda que tentemos subverter a lei etérea que nos circunda, ela é exata em sua excelência: Ninguém é feliz sozinho. Dinheiro é pancada, sucesso é maravilhoso, familia é confirmação de existência mas, ainda assim, amar é fundamental.

Sem afetações teledramáticas ou passionalidades adoecidas mas pela simples e pura etmologia do sentimento descrito com realidade.

Ele se libertou hoje...e eu vi voar alguma coisa...e ela não voltará mais.

segunda-feira, 3 de outubro de 2005

Tava almoçando...e tava lotado o restaurante meio natureba que achei. Lembrando da minha "sina" da "síndrome de loiras burras". Tive que dividir uma mesa com uma criatura dessas. Perua para completar.

Bom...tirando o fato de eu ter engolido a comida rápido para não jogar no novo cabelo loiro acinzentado, que ela mesmo disse que havia passado a tarde toda no cabeleireiro para fazer, pude refletir...

Tô ficando sábia...refleti num papo animadíssimo com outra loira menos rich media...falavam muito empolgadas sobre seus namorados (da loira 'p' de pobre) e marido (da loira 'r' de ridícula).

Tavam falando sobre jogo de futebol na vida delas. Óbvio que o futebol, na visão dessas moças, é quase tão trágico quanto a perda que Dário teve, do território da Babilônia para o império Macedônico...buenas...

Achei hilário como as pessoas tem opiniões distintas sobre relacionamentos. A mais velha dizia para a mais nova começar a colocar rédeas e não deixar o cara ir ao futebol porque senão depois que eles se casasem seria sempre assim...e aproveitava e dizia que quando ele (o marido da esposa r) sai para o futebol ela (a esposa r) ia ao shopping gastar dinheiro e ficar bela (eu acho q é perua...mas...)

Moral dessa...não sei se é porque tive meninos em casa e cresci com eles e porque trampo com eles até hoje mas...acho que isso é uma grande tempestade em copo de água. A parte de "colocar rédeas" achei tão primitiva...como se rédeas significasse amor, fidelidade...sei lá...acho que cada um tem q ter suas escolhas...rédeas...homens com rédeas....tsc...tsc...não que eu seja machista, ao contrário.

Eles são particulares demais para se querer dominar...assim como nós meninas...sei lá...fiquei imaginando a neuras da tia tipo "r" com esse marido. E a futura esposa que dará a tia tipo "p"...na verdade não tenho cacife para opinar nisso afinal, meus longos namoros juntos não dão dois anos...mas sei lá...rédeas...coisa de cavalo...melhor é braços, beijos e noites...sei lá...loiras complicam a vida de todos ao redor...tsc...tsc...