segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Irritação matinal


Hoje definitivamente acordei odiando tudo e todos. Cada pessoa que encostou em mim recebeu uma descarga de pura energia ruim. 

Hoje nem queria ver ninguém e sequer fazer nada. Precisava de um limbo, um hiato onde eu pudesse não somente fugir dessa segunda feira cinzenta e enfadonha, quanto de mim mesma e as questões que não sei resolver.

Não quero nem comer, nem comprei meu segundo café da manhã para não ter que, sei lá, me sociabilizar ou mesmo...comer. 

Quero agua e espero que essa insuportável dor de garganta que começa a se projetar resolva aparecer ou hoje em sua força e glória para que amanhã e depois eu não precise vir trabalhar ou suma de uma vez.

Nem carona quis pegar para não ter que falar e sequer ouvir. Preferi vir sozinha, cercada de pensamentos que não me levarão a lugar nenhum.

O pior é que a realidade se faz e cá estou eu em minha mesa, me preparando para ser fofa quando na verdade quero colocar meus fones de ouvido e me transportar para qualquer lugar que não seja aqui, numa tentativa de amenizar a irrevogável preguiça social que me abate.

Não sei...cada dia se torna gradativamente um pouquinho mais insuportável... 

Hoje definitivamente estou sem rumo.

quinta-feira, 13 de setembro de 2018

Contexto


Estou apaixonada
Minha mente dança a ritmos diferentes e com cadencias inesperadas.
Estou apaixonada
A problematica racional do dia a dia deu lugar a palavras erradas e ortografias desconexas
Estou apaixonada
A negação cessou e sensações e sentimentos voam dentro de mim
Estou apaixonada
A cor parece estar voltando para os retratos cinza dos quais eu fazia parte.

segunda-feira, 27 de agosto de 2018

Espelho


Hei você aí que me entende porque sou eu mesma. Estou com dor no peito. Sim, daquelas mesmo. Super, hiper, mega psicológicas que se eu tivesse um rivotril já teria tomado.

Só de te contar já deu uma melhorada. Ainda bem que me entende.

Sabe outra coisa que quero te dizer, a medida que conheço o panteão nórdico eu começo a respeita-lo tanto. Um panteão de deuses fortes e implacáveis como os celtas mas parecem mais voltados ao masculino. Para mim, Odin se parece com Morrigan e ambos têm corvos.

Não te a energia que atualmente eu vibro, mas estou achando muito bacana esse contato.

Nunca tinha estudado outras deidades que não fossem celtas e essa aproximação com vikings, valhalla e Odin me fazem feliz.

Mas acho q as pessoas meio que desrespeitam os deuses nórdicos. Eu vejo tanto equivoco e uma "adoração" meio "Avengers Marvel" por parte das pessoas.

Fico pensando se Odin tá curtindo isso. Não vejo essa popularização com os deuses celtas. Acho que se conserva o respeito.

Mas ambos, tanto os nórdicos quanto os celtas têm uma vibração energética muito semelhante que me faz respeitar ambos. São próximos e formidáveis.

A dor no peito voltou. Acho que está chegando a hora de me render ao Dr. Rodrigo e seus remedinhos.... Vou te contar um segredo: Não vou me render ainda não. Vou acreditar em mim e na minha cura.

Outra coisa: acho que não devo ficar tanto tempo sem ir para a casa da Claudia. Volto muito triste, revoltada, com vontade de nunca mais sair de lá, quando na verdade falta família mesmo. Essa identificação importante que eu não tinha a uns bons 3 meses.

Não sei o que eu faço, Iris. Me sinto meio perdida nessas coisas todas. Sabe o que eu queria agora, nesse exato momento: estar à frente do meu altar, acender uma vela, um incenso (aliás preciso comprar vela) e fazer uma oração.

Acho q vou fazer isso agora, no groove, talvez trancada no banheiro.

sexta-feira, 24 de agosto de 2018

Simples


Hoje eu queria ser simples.

Simples como as estações do ano, a chuva que envolve o céu de nuvens cinzas antes de cair, simples de como o sono de quem está cansado ou a agua correndo no rio.

Queria tanto ser simples cercada de pessoas simples.
Que choram quando ficam tristes, riem de alegria, erram e acertam com a mesma carga emotiva, mas só de usar o termo "carga emotiva" me percebo fora do contexto que gostaria de me inserir.

Gostaria que meus amigos e amores não sofressem por ansiedade ou questões que existem somente na mente deles e gostaria de não sofrer disso e nem com isso, também.

Não há simplicidade nem no modelo mais simplista que eu julgo ser pois ainda assim ele está submerso em subjetividades sofisticadas e complexas.

O simples se torna mais complicado a medida que não o conheço e nem o alcanço.

Hoje eu sofro por não ter espaço em mim para simplicidade e ainda que me esvazie, não cabem símplices pois meu entorno não o é.

Hoje, somente hoje gostaria de me iludir conceituando meus dias e meus entornos de forma descomplicada.
Hoje, só hoje eu gostaria de ser simples.

quinta-feira, 16 de agosto de 2018

Sobre a tal da saudade...



Eu não sei se já faz um mês, dois meses ou uma eternidade. O fato é que hoje minha irmã postou uma foto da Boolie com as irmãs e prima e eu chorei.

Senti tanta falta. Todos os dias eu sinto falta dela quando chego a noite e vou dar comida com aquele sonoro e alegre "quem está com fome?". Bolota era uma das primeiras a se posicionar na frente do potinho dela para receber a comida.

Quando eu vou dormir, ela não está mais do meu lado, pedindo para entrar debaixo das cobertas e se aninhar no meu braço. Agora isso pertence as outras meninas que revezam nessa solicitação.

Eu fico olhando para trás e não tem como deixar de notar o quanto minha vida mudou depois que a Boolie partiu.

Parece que novas energias começaram a se movimentar a medida em que eu fui buscando formas de me curar da dor da ausência dela, de viver um luto multiplicado e seguir a vida.

Depois que ela partiu eu voltei a psicóloga, larguei meus apegos que envolviam afetos não correspondidos, deixei para traz passados que não cabem nesse meu contexto presente sem deixar de amar as lembranças, me aventurei, criei novas metas, novos amigos, novos compromissos.

Hoje pulo muito mais quando estou dançando, fico menos tempo em casa, acho que de certa forma também fiquei, mas empática com o todo (ainda longe de ser perfeita) e por mais incrível que possa parecer, meus olhos estão sorrindo mais.

É bem como a psi diz que a Boolie, mesmo ausente em matéria, ainda caminha comigo e me ajuda a enxergar muitas coisas.

As outras minas (gatas) também me ensinam diariamente, mas a Boolie foi a primogênita. A primeira gata que adotei, dei meu amor absoluto e acompanhei toda a vida dela. Todas as etapas sempre com muito amor. Até o fim eu amei aquela bichinha e isso é grande. É um ciclo completo que vivenciei com ela.

Tanto amor, tantas lembranças e saudade. Não paro de chorar... saudades. Só isso. Impreterivelmente, saudades.

quarta-feira, 15 de agosto de 2018

Sonhos e decisões



A gente tem sonhos, e nesses sonhos deposita nossa alma, nossa intenção e nossa energia. Nesse momento a magia começa a acontecer.

Quando a vontade é forte e a intenção verdadeira a energia desprendida para fazer a "coisa"acontecer começa a trabalhar de forma significativa.

Começa a transformação. Muitos dos nossos desejos mais profundos precisam de grandes mudanças internas e externas para conseguirem se materializar. 

É por isso que podemos dizer que o universo inteiro passa a se modificar até chegar ao ponto exato para o sonho se realizar.

E não estou nem falando de forma metaafisica e sim de aspectos palpáveis que se alteram para que sigamos rumo a manifestação final do desejo sonhado.

Essa semana penso em escolhas. Faço escolhas. Algumas dificílimas e outras que claramente afetam minha zonade conforto e pré conceitos estabelecidos. 

Tive que tomar algumas decisões bem importantes para mim e sinceramente não tenho certeza de qual sonho estou galgando para que essas tomadas dedecisão fossem necessárias. 

A única coisa que sei dessas escolhas que estou fazendo, é que algumas afetam diretamente pessoas ao meu redor e outras, a maioria delas, indiretamente (ousaria dizer que são as que afetam mais fortemente).

Mas o fato claro nisso tudo é que o mundo como eu vejo está reagindo e se adaptando às escolhas feitas. 

Sinto no ar, as energias se reorganizando e modificando os rumos que anteriormente estavam traçados. Me dá um misto de alívio e melancolia...

Só consegui me dar conta da unidade, dessa relação de tudo com tudo, quando me deparei com escolhas importantes e decisivas que precisei tomar. 

Mas começo a perceber que escolhas mudam tudo ao redor podem ser sutis e imperceptiveis também. 

Nunca havia prestado atenção o quanto nossas decisões afetam o universo ao redor e confesso que gostaria de lembrar do que eu sonhei para que tudo isso aconteça.

Na verdade eu sei. Eu sei meu sonho. Acabei de me lembrar. As vezes ele passa despercebido pois eu nasci com ele. 

sexta-feira, 10 de agosto de 2018

Disruptiva



Hoje estou com muito frio. Semana leve, estranha, cheia de aprendizados e algumas pequenas vitórias conquistadas.

Hoje não quero me comunicar com a humanidade próxima. Quero apenas a comunicação suerficial que a interação do trabalho pode oferecer, pois não estou muito bem certa de como falar de mim e as sutilezas que me compoem, com as pessoas que quero perto.
E não tem como não voltar a falar de energias. A semana passada as energias que me circundavam eram intensas, agressivas, elas impunham um ritmo tenso e vigoroso aos meus dias.

Esta semana, acredito que pela propria oscilação gerada pelos meus ciclos, a energia esta sutil, constante, protetiva. Vontades que eu tinha como insaciáveis semana passada, hoje não fazem a menor diferença.
Sinto muita fome, muito frio, meu corpo dói e parece enfraquecido. Semana passada eu era forte, nutrida e ágil. 

Tenho estudado novamente sobre celtas e sim, somos ciclicos e meu professor de Vedanta também fala sobre os ciclos e que eles se repetem enquanto vivermos.
Comecei a observar isso, absorver e viver as várias faces que somos compostos.

Engraçado que o mundo parece se harmonizar com meu estado atual. Algumas pessoas silenciaram parece que sabendo que não teriam respostas, não sei.
Tinha tanta coisa para escrever mas acho que não estou conseguindo organizar os pensamentos e a escrita sai confusa, desrruptiva

Fluindo diferente...vou concatenar as ideias e depoi sigo escrevendo. Agora, o post é esse.

segunda-feira, 6 de agosto de 2018

O clássico dos clássicos



Como um clássico caso clássico de madrugada de segunda insone, acordei por conta de um pesadelo onde eu pagava um boleto de cinco mil para comprar uma armadura de treino.

Obviamente fiquei acordada por um tempo pensando nisso e no motivo pelo qual a arte marcial tem me assobrando desde a morte da Boolie e do agravamento quando tive que colocar uma usada e suja no ultimo treino que fui.

O fato claro é que não quero usar um sujo e nem alugar mas não tenho coragem de falar isso para o professor. Acho errado eu alugar um material que não me serve direito e é muito velho e sujo. Eu passei mal e tenho certeza que muito da minha pressão ter baixado no ultimo treino foi por conta do fedor do material.

Enfim eu tenho pensado muito nisso, na vontade real de estar treinando, se eu fui envolvida por uma decisão de coração ou pelo calor de uma paixão e uma vontade de compartilhar coisas em comum e a resposta me parece clara: quero sim treinar. Mas não quero vestir aqueles bogus velhos e muito menos pagar para vesti-los e não quero comprar um novo muito caro.

Quarta quero ir treinar pois tenho que acertar a mensalidade mas estou com receio de ter que colocar aquela armadura novamente. Isso tudo parece boboca, dado o conteúdo que eu usualmente costumo postar por aqui (naquelas, né...) mas tem uma razão que preciso enxergar mais claramente e só a escrita me ajuda nesse processo.

Eu não sou dada a fazer coisas que não quero e muito menos a não comunica-las. O fato de não achar justo colocar o sujo e velho e pagar por ele (alugar), o fato de achar caro e precoce demais ter a unica alternativa de comprar um novo como solução para seguir treinando também não me parece justa para mim e a orgânica vontade de falar isso para o professor, abraçada com um imenso medo de mais uma vez ser uma mal educada, rebelde e patricinha samurai, me deixa inquieta, ansiosa, com vontade de largar tudo calada e perder mais uma vez um espaço que gosto, aprendo e conquistei mesmo sendo assim" mal educada" como costumo me referir a mim mesma (com certeza erroneamente).

Hoje só consigo pensar na arte associada a uma série de fatos constrangedores. Ela pesa, oprime, anula. E não era para ser assim, Não foi essa a proposta que me fez voltar para os treinos. Eu quero estar lá mas talvez sendo outra pessoa, tendo um personagem para me cobrir e aproveitar os aprendizados secretamente.

Não gosto desse me sentir inadequada e sei que não tem sentido e que isso é claramente uma transferência que não consigo identificar a origem...ou consigo e não quero...

Quero parar de estudar vedanta, seguir na dança e na psicologa e voltar a amar a luta de espadas. Se ajuda na identificação: final de semana estranho com sentimentos depressivos mas a sensação boa de ter cuidado da casa e das gatas como nos tempos de Boolooloo.

Definitivamente ficar muito tempo em casa ainda me causa uma tristeza mesmo que eu não chore ou exteriorize a falta da Boolie nos meus dias. Minha companhia foi meu ex que surgiu como um sonho dourado com seu humor bobo exatamente igual ao meu e suas promessas que nunca irá cumprir...

As coisas estão ainda muito confusas e a impressão que eu tenho é que a medida que as coisas não são resolvidas aqui dentro, essa confusão se espalha e atinge vários outros aspectos, me inundando de confusão e receios...e eu só queria realmente ficar de boas. Exatamente como finjo estar para todos os que me cercam.

O mais ridículo disso tudo é que, ficar em casa me oprime, sair de casa me deprime mas nesse momento a depressão velada é a melhor das opções pois me distrai. E eu preciso não entrar muito para dentro pois as chances de não voltar tão cedo, são grandes.

sexta-feira, 3 de agosto de 2018

Outras saudades



Ontem, celebração de Imbolc. O dia inteiro recheado de energias fortes e positivas. 

Cada momento do meu preparo e entrega para o sabbat eu pude sentir as energias chegando, condensando e transformando tudo ao redor. Saí em jornada. Preciso anotar no meu grimorio antes que se perca no escuro da mente...Enfim...

Acordei atrasada, cansada, de mal humor.Não comi e todas as pessoas do universo esbarraram em mim...roubo inconsciente de energia talvez? 

O fato é que acordei saudosa.Talves de uma iris de uma época que passou pois as novas "missões" são bem diferentes e vão me levar a outras zonas bem longe da confortável que me encontro hoje.

É esquisito mergulhar na noite escura com consciencia de que está entrando em terreno nunca antes pisado. 

Rola uma sacralidade  respeito pela minha história e meus aprendizados que até a mania de me auto punir quando faço alguma coisa que acho errada, se vai.

Mas no almoço, chato, silencioso e de conversas sem sentido me fez falta uma figura que me faz rir e tem olhar curioso de quem vai conquistar o mundo a qualquer momento. 

Eu me afasto. O engraçado é que me afasto por amor. A mim, ao outro e todos aqueles que hoje não tenho condições de fazer bem.

Amar, impermanencia, essencia e energias. Essa é a vibe que no final, é tudo amor mesmo.