quinta-feira, 16 de agosto de 2018

Sobre a tal da saudade...



Eu não sei se já faz um mês, dois meses ou uma eternidade. O fato é que hoje minha irmã postou uma foto da Boolie com as irmãs e prima e eu chorei.

Senti tanta falta. Todos os dias eu sinto falta dela quando chego a noite e vou dar comida com aquele sonoro e alegre "quem está com fome?". Bolota era uma das primeiras a se posicionar na frente do potinho dela para receber a comida.

Quando eu vou dormir, ela não está mais do meu lado, pedindo para entrar debaixo das cobertas e se aninhar no meu braço. Agora isso pertence as outras meninas que revezam nessa solicitação.

Eu fico olhando para trás e não tem como deixar de notar o quanto minha vida mudou depois que a Boolie partiu.

Parece que novas energias começaram a se movimentar a medida em que eu fui buscando formas de me curar da dor da ausência dela, de viver um luto multiplicado e seguir a vida.

Depois que ela partiu eu voltei a psicóloga, larguei meus apegos que envolviam afetos não correspondidos, deixei para traz passados que não cabem nesse meu contexto presente sem deixar de amar as lembranças, me aventurei, criei novas metas, novos amigos, novos compromissos.

Hoje pulo muito mais quando estou dançando, fico menos tempo em casa, acho que de certa forma também fiquei, mas empática com o todo (ainda longe de ser perfeita) e por mais incrível que possa parecer, meus olhos estão sorrindo mais.

É bem como a psi diz que a Boolie, mesmo ausente em matéria, ainda caminha comigo e me ajuda a enxergar muitas coisas.

As outras minas (gatas) também me ensinam diariamente, mas a Boolie foi a primogênita. A primeira gata que adotei, dei meu amor absoluto e acompanhei toda a vida dela. Todas as etapas sempre com muito amor. Até o fim eu amei aquela bichinha e isso é grande. É um ciclo completo que vivenciei com ela.

Tanto amor, tantas lembranças e saudade. Não paro de chorar... saudades. Só isso. Impreterivelmente, saudades.

quarta-feira, 15 de agosto de 2018

Sonhos e decisões



A gente tem sonhos, e nesses sonhos deposita nossa alma, nossa intenção e nossa energia. Nesse momento a magia começa a acontecer.

Quando a vontade é forte e a intenção verdadeira a energia desprendida para fazer a "coisa"acontecer começa a trabalhar de forma significativa.

Começa a transformação. Muitos dos nossos desejos mais profundos precisam de grandes mudanças internas e externas para conseguirem se materializar. 

É por isso que podemos dizer que o universo inteiro passa a se modificar até chegar ao ponto exato para o sonho se realizar.

E não estou nem falando de forma metaafisica e sim de aspectos palpáveis que se alteram para que sigamos rumo a manifestação final do desejo sonhado.

Essa semana penso em escolhas. Faço escolhas. Algumas dificílimas e outras que claramente afetam minha zonade conforto e pré conceitos estabelecidos. 

Tive que tomar algumas decisões bem importantes para mim e sinceramente não tenho certeza de qual sonho estou galgando para que essas tomadas dedecisão fossem necessárias. 

A única coisa que sei dessas escolhas que estou fazendo, é que algumas afetam diretamente pessoas ao meu redor e outras, a maioria delas, indiretamente (ousaria dizer que são as que afetam mais fortemente).

Mas o fato claro nisso tudo é que o mundo como eu vejo está reagindo e se adaptando às escolhas feitas. 

Sinto no ar, as energias se reorganizando e modificando os rumos que anteriormente estavam traçados. Me dá um misto de alívio e melancolia...

Só consegui me dar conta da unidade, dessa relação de tudo com tudo, quando me deparei com escolhas importantes e decisivas que precisei tomar. 

Mas começo a perceber que escolhas mudam tudo ao redor podem ser sutis e imperceptiveis também. 

Nunca havia prestado atenção o quanto nossas decisões afetam o universo ao redor e confesso que gostaria de lembrar do que eu sonhei para que tudo isso aconteça.

Na verdade eu sei. Eu sei meu sonho. Acabei de me lembrar. As vezes ele passa despercebido pois eu nasci com ele. 

sexta-feira, 10 de agosto de 2018

Disruptiva



Hoje estou com muito frio. Semana leve, estranha, cheia de aprendizados e algumas pequenas vitórias conquistadas.

Hoje não quero me comunicar com a humanidade próxima. Quero apenas a comunicação suerficial que a interação do trabalho pode oferecer, pois não estou muito bem certa de como falar de mim e as sutilezas que me compoem, com as pessoas que quero perto.
E não tem como não voltar a falar de energias. A semana passada as energias que me circundavam eram intensas, agressivas, elas impunham um ritmo tenso e vigoroso aos meus dias.

Esta semana, acredito que pela propria oscilação gerada pelos meus ciclos, a energia esta sutil, constante, protetiva. Vontades que eu tinha como insaciáveis semana passada, hoje não fazem a menor diferença.
Sinto muita fome, muito frio, meu corpo dói e parece enfraquecido. Semana passada eu era forte, nutrida e ágil. 

Tenho estudado novamente sobre celtas e sim, somos ciclicos e meu professor de Vedanta também fala sobre os ciclos e que eles se repetem enquanto vivermos.
Comecei a observar isso, absorver e viver as várias faces que somos compostos.

Engraçado que o mundo parece se harmonizar com meu estado atual. Algumas pessoas silenciaram parece que sabendo que não teriam respostas, não sei.
Tinha tanta coisa para escrever mas acho que não estou conseguindo organizar os pensamentos e a escrita sai confusa, desrruptiva

Fluindo diferente...vou concatenar as ideias e depoi sigo escrevendo. Agora, o post é esse.

segunda-feira, 6 de agosto de 2018

O clássico dos clássicos



Como um clássico caso clássico de madrugada de segunda insone, acordei por conta de um pesadelo onde eu pagava um boleto de cinco mil para comprar uma armadura de treino.

Obviamente fiquei acordada por um tempo pensando nisso e no motivo pelo qual a arte marcial tem me assobrando desde a morte da Boolie e do agravamento quando tive que colocar uma usada e suja no ultimo treino que fui.

O fato claro é que não quero usar um sujo e nem alugar mas não tenho coragem de falar isso para o professor. Acho errado eu alugar um material que não me serve direito e é muito velho e sujo. Eu passei mal e tenho certeza que muito da minha pressão ter baixado no ultimo treino foi por conta do fedor do material.

Enfim eu tenho pensado muito nisso, na vontade real de estar treinando, se eu fui envolvida por uma decisão de coração ou pelo calor de uma paixão e uma vontade de compartilhar coisas em comum e a resposta me parece clara: quero sim treinar. Mas não quero vestir aqueles bogus velhos e muito menos pagar para vesti-los e não quero comprar um novo muito caro.

Quarta quero ir treinar pois tenho que acertar a mensalidade mas estou com receio de ter que colocar aquela armadura novamente. Isso tudo parece boboca, dado o conteúdo que eu usualmente costumo postar por aqui (naquelas, né...) mas tem uma razão que preciso enxergar mais claramente e só a escrita me ajuda nesse processo.

Eu não sou dada a fazer coisas que não quero e muito menos a não comunica-las. O fato de não achar justo colocar o sujo e velho e pagar por ele (alugar), o fato de achar caro e precoce demais ter a unica alternativa de comprar um novo como solução para seguir treinando também não me parece justa para mim e a orgânica vontade de falar isso para o professor, abraçada com um imenso medo de mais uma vez ser uma mal educada, rebelde e patricinha samurai, me deixa inquieta, ansiosa, com vontade de largar tudo calada e perder mais uma vez um espaço que gosto, aprendo e conquistei mesmo sendo assim" mal educada" como costumo me referir a mim mesma (com certeza erroneamente).

Hoje só consigo pensar na arte associada a uma série de fatos constrangedores. Ela pesa, oprime, anula. E não era para ser assim, Não foi essa a proposta que me fez voltar para os treinos. Eu quero estar lá mas talvez sendo outra pessoa, tendo um personagem para me cobrir e aproveitar os aprendizados secretamente.

Não gosto desse me sentir inadequada e sei que não tem sentido e que isso é claramente uma transferência que não consigo identificar a origem...ou consigo e não quero...

Quero parar de estudar vedanta, seguir na dança e na psicologa e voltar a amar a luta de espadas. Se ajuda na identificação: final de semana estranho com sentimentos depressivos mas a sensação boa de ter cuidado da casa e das gatas como nos tempos de Boolooloo.

Definitivamente ficar muito tempo em casa ainda me causa uma tristeza mesmo que eu não chore ou exteriorize a falta da Boolie nos meus dias. Minha companhia foi meu ex que surgiu como um sonho dourado com seu humor bobo exatamente igual ao meu e suas promessas que nunca irá cumprir...

As coisas estão ainda muito confusas e a impressão que eu tenho é que a medida que as coisas não são resolvidas aqui dentro, essa confusão se espalha e atinge vários outros aspectos, me inundando de confusão e receios...e eu só queria realmente ficar de boas. Exatamente como finjo estar para todos os que me cercam.

O mais ridículo disso tudo é que, ficar em casa me oprime, sair de casa me deprime mas nesse momento a depressão velada é a melhor das opções pois me distrai. E eu preciso não entrar muito para dentro pois as chances de não voltar tão cedo, são grandes.

sexta-feira, 3 de agosto de 2018

Outras saudades



Ontem, celebração de Imbolc. O dia inteiro recheado de energias fortes e positivas. 

Cada momento do meu preparo e entrega para o sabbat eu pude sentir as energias chegando, condensando e transformando tudo ao redor. Saí em jornada. Preciso anotar no meu grimorio antes que se perca no escuro da mente...Enfim...

Acordei atrasada, cansada, de mal humor.Não comi e todas as pessoas do universo esbarraram em mim...roubo inconsciente de energia talvez? 

O fato é que acordei saudosa.Talves de uma iris de uma época que passou pois as novas "missões" são bem diferentes e vão me levar a outras zonas bem longe da confortável que me encontro hoje.

É esquisito mergulhar na noite escura com consciencia de que está entrando em terreno nunca antes pisado. 

Rola uma sacralidade  respeito pela minha história e meus aprendizados que até a mania de me auto punir quando faço alguma coisa que acho errada, se vai.

Mas no almoço, chato, silencioso e de conversas sem sentido me fez falta uma figura que me faz rir e tem olhar curioso de quem vai conquistar o mundo a qualquer momento. 

Eu me afasto. O engraçado é que me afasto por amor. A mim, ao outro e todos aqueles que hoje não tenho condições de fazer bem.

Amar, impermanencia, essencia e energias. Essa é a vibe que no final, é tudo amor mesmo.

quarta-feira, 1 de agosto de 2018

O que temos para hoje



Ultimamente, quando não estou absorvida pelas emoções galopantes do luto, tenho me alegrado com minhas pernas como instrumento de locomoção.

Tenho sentido uma felicidade plena em certos momentos quando me percebo andando com leveza, cadencia e consistência. Sem tropeçar, diminuir passos ou me cansar.

Sinto muita gratidão por essa mobilidade tão graciosa e importante que tenho. Gosto de ouvir meus passos vencendo distancias com vigor e imediatamente começo a meditar sobre minhas pernas.

Penso nos musculos que foram crescendo e se estabelecendo nesses anos de treino, dança, readequação alimentar e atitudes saudáveis.

Impossível não ser grata também por ter a habilidade de locomoção ainda que a incerteza do mundo não defina prazo e nem validade para ela.

Nesse aspecto, amplio o olhar para o corpo como sagrado. Todo aparelho que nos carrega desde o momento de nossa concepção é muito especial.

Somos perfeitos de uma forma quase impossível de admitir quando estamos com os olhos turvos pelas definições mundanas.

Perdemos a oportunidade brilhantede apreciar, agradecer e aproveitar nosso corpo como facilitador, condutor, tradutor da nossa vida interior para esse exterior que comungamos enquanto vestidos dele.

Indo mais além, penso em todos os corpos que já tive e em todas as suas possíveis imperfeições, baseada no que ele é e significa hoje.

Quando me vejo deslizando pelos espaços através das minhas pernas, me sinto rica, plena e consciente de minha representação no mundo que escolhi viver.

Nesses raros momentos, parece que nada pode abalar minha eternidade pois seguirei em frente. Meu corpo é minha morada segura, minha guarda e minha possibilidade real de crescimento.

Talvez seja por isso, por essa verdade tão linda e rara, que tudo converge para deturpar nossa condição física como imperfeita e inadequada... talvez essa sabedoria seria uma arma de paz eficaz demais para ser utilizada, pois se eu estou em paz e integrada comigo e meu corpo, qualquer evento externo a mim será consequentemente visto com olhos de amor.

Penso nisso hoje... penso mesmo...

segunda-feira, 30 de julho de 2018

Primeiras impressões

É engraçado como que de alguma forma fere a realidade
numa segunda-feira pós uma imersão idílica num passado que me foi caro, longo e prospero em aprendizados e lembranças.

Acho que a$s reminiscencias daquela época que nem meu corpo e nem meus sentidos tocam, ainda permanecem vivas e ativas povoando meu imaginário em filmes e agora em encontros.

Isso me faz pensar novamente no taman da força do amor e dos laços que esse amor cria e perpetua de eternidade em eternidade. Tamanho poder que vibra e nos guia para aquilo que nos foi caro.

Sempre me senti uma pessoa de uma época que não é essa e quando me vejo aqui, olhando essas pessoas correndo, arrumando suas mesas e discretamente cansadas das mascaras pesadas que carregam, penso em quão feliz eu sou por ter essas memorias, essa verdade desvelada de meus dias e a possibilidade de tocar um pouco nessa saudade de maneira real e natural, através de lugares e pessoas tão mágicas quanto eu.

Esse universo novo que se revela é muito bem recebido por mim. Ainda me assusta, pelo ponto de vista de uma vida arraigada em máscaras e tradições ortodoxas e atuais, mas ainda assim me impele a andar para frente e me encaixar naquilo que sempre foi meu.

Só posso dizer que agradeço aos quatro cantos, aos antigos, aos deuses e a mim por essa jornada ser exatamente como é.

Hoje será um dia difícil. Meu corpo, alma e espirito precisam sincronizar com este contexto mas as energias estão dissipares e não conseguem estabelecer conexão. A pressão baixa e o corpo luta por manter aquilo que lhe é caro.
Já comecei a viagem de volta mas será como um sonho. Nunca essa vida será a real pois é apenas passagem. E para confortar meu coração fica a certeza de que vivo plena e cheia de significados em outra esfera. Aqui é sonho, escola de aprender.

Que seja assim, como deve ser.

Retornando



Final de semana especial. O Larp com certeza e em todos os sentidos foi a melhor experiencia que já tive esse ano. Me senti a vontade, livre e conectada com a natureza e as pessoas ao redor.

Uma atmosfera muito legal e eu curti cada minutinho e não me senti deslocada, triste, saudosa ou qualquer coisa que seja parecida com esse turbilhão de coisas que se passam na minha mente nessas ultimas semanas.

Alguma coisa já se curou aqui dentro.Algo grande o suficiente para o tempo e espaço sairem da trégua de luto que estava vivendo e voltar a programação normal.

Intuo fortemente que esta semana será de grandes e inesquecíveis aprendizados. Já senti algumas prévias de coisas que irão acontecer, entendo as decisões que tenho que tomar muito embora, das tantas que devo poucas consigo atinar qual a melhor saída.

Retornando a fluência da vida e não posso deixar de repetir quão delicada a forma como os deuses conduzem as coisas até aqui. Percebo claramente que nunca, em momento e circunstancia nenhuma estive ou estarei sozinha e isso me empodera.

Do fim de semana tenho muito a dizer mas vou calar. Muitos starts se deram e vários inícios e fins se consumaram. Mas de tudo resta a plena felicidade de estar no caminho certo e tentando seguir no acerto.

Tenho mais forças para seguir sem psicologa, com saudades de Boolie controlada e sã e o mais importante: cheia de energias bacanas para seguir nas tarefas, demandas e desafios da semana.

Chegou a época de decidir com sabedoria a vida que quero seguir a partir de agora\. Seja bem vinda!

sexta-feira, 27 de julho de 2018

A mágica de ser



É muito interessante o ir e vir de tudo e todos. Neste exato momento me conecto com cada um dos seres que se conectam comigo e seguimos separados onde quer que estejamos, vivendo nossas realidades exteriores ou interiores de forma solitária e única.

Ainda assim, seguimos juntos. Independente de matéria orgânica coabitando o mesmo espaço físico, seguimos juntos, inteiros e integrados. 

Ainda que exista tempo e espaço que impeçam nossa percepção de conexão, inconscientemente em cada desejo, lembrança ou saudades estamos próximos a ponto de toque, mas nossos sentidos velados não absorvem a pureza desses momentos e sofre como se fosse ausência.

Neste exato momento, com a sala cheia de risos, falas e decisões eu me sinto integrada no meu ser e com os meus. Consigo sentir na energia etérea que passa dentro de mim todas as minhas conexões de amor deste e de outros planos de forma gentil.

Nesse pequeno fragmento de tempo em que a lucidez da unicidade tomou conta do meu ser eu percebo a impermanência como uma ilusão. Todos aqueles que se conectam conosco segue juntos, uníssonos ainda que o mundo dê suas voltas e nos passem impressões de perdas e ausências.

Talvez daqui a pouco essa energia sutil que desvenda o Samsara para mim, neste precioso momento, parta de dentro de mim e deixe novamente as sensações equivocadas.

Por isso quer agora, 15:23 da tarde do dia 27/07/2018 dizer que uma parte de mim serenou e absorveu essa verdade. E ela nunca mais se apagará da minha mente. A verdade. A doce verdade de que seguimos juntos daqueles, cuja conexão espontânea se fez.

Sem rituais, preces ou sortilégios. Apenas com a mágica de ser.

Poética



Não posso dizer que sou uma pessoa mega culta. Não leio grandes autores e não sei discorrer sobre um contexto, um autor ou uma idéia de vanguarda de escritores que percursionaram algum aspecto intelectual do mundo.

Sou nerd e minha inteligencia uso para coisas nerds...hihi

Mas entre Tolkien e Martin eu tenho meus rompantes mais clássicos e amo uns caras: Shaekspeare, Garcia Lorca, Fernando Pessoa, Kafka mano véio, George Orwell (só os viajandôes) e dois em especial que a meu ver são  incompativeis e poeticamente perfeitos juntos: Neruda e Nietzsche.

Hoje acordei Nietzsche então falarei do meu amor por Neruda em outra ocasião.

Esse cara escreveu um livro que eu como aquariana, louca e "bruxinha" amo em particular: A Gaia Ciencia. A grosso modo ele faz algumas criticas em forma de aforrismos sobre vários aspectos relacionados ao universo metafisico da coisa toda e especialmente hoje, com toda essa loucura que acontece dentro de mim e ao redor, me remeteu a esse trecho tão perfeitamente sincero, realista e por que não dizer, de boas:

 “Eu sou vários! Há multidões em mim. Na mesa de minha alma sentam-se muitos, e eu sou todos eles. 

Há um velho, uma criança, um sábio, um tolo. Você nunca saberá com quem está sentado ou quanto tempo permanecerá com cada um de mim. 

Mas prometo que, se nos sentarmos à mesa, nesse ritual sagrado eu lhe entregarei ao menos um dos tantos que sou, e correrei os riscos de estarmos juntos no mesmo plano. 

Desde logo, evite ilusões: também tenho um lado mau, ruim, que tento manter preso e que quando se solta me envergonha. Não sou santo, nem exemplo, infelizmente. 

Entre tantos, um dia me descubro, um dia serei eu mesmo, definitivamente. Como já foi dito: ouse conquistar a ti mesmo.” 

Somos vários o tempo todo, para todo mundo e tá tudo bem. Ser humano é se desdobrar em sombras até se abrir em sol!