terça-feira, 20 de abril de 2010


As vezes fico esperando coisas acontecerem ou chegarem até a mim com uma ansiedade quase irreal...é alguma coisa muito parecida com o tempo pairando sobre minha cabeça como uma "cumulus nimbus" esperando para precipitar. Comprei uma carteira semana passada que ainda não chegou.

É uma Alexandre Herchcovitch, oriunda de um verdadeiro Alexandre Herchcovitch ecommerce e... meio politicamente correta, sem peles de animais mortos e talz...Também comprei uma bolsa mas ambas estão chegando pelo correio... adoro a idéia de poder comprar coisas bacanas sem pagar taxas e impostos e o melhor, sem ter que entrar nas lojas físicas e ser atendida por nojentas vendedoras que se comportam como donas das grifes...enfim...espero esta carteira e semana que vem esperarei a bolsa...

Comentei sobre esta espera pois o simples ato de todos os dias eu passar meus olhinhos no site dos correios esperando um novo status de chegada me lembram a sensação interior que estes dias me fazem sentir. É inevitável a precipitação da chuva que se aproxima e eu a espero todos os dias, ansiosamente e observo o céu do meu cotidiano várias vezes esperando sentir as primeiras gotas.

Eu gosto da chuva de um modo geral embora prefira torrenciais tempestades cheias de raios e trovões, ainda assim as chuvas são boas amigas, irrigam a terra, acalmam as temperaturas, limpam o ar e são ótimas canções de ninar...

Talvez eu queira dormir um pouco. Talvez até eu queira reestruturar o ar ao meu redor...não sei... Sei que depois das tempestades chegam dias claros de verão mas e depois da chuva? Chega o inverno acolhedor e benfazejo? Que pode trazer um certo conforto assim como a minha nova carteira leve e minha bolsa levissima me trarão às costelas convalescentes?

Não sei...há um caráter íntimo entre todas as ações tanto mentais quanto temporais que me fazem totalmente absorta, esperando a carteira/bolsa e a chuva chegarem e me refazerem de alguma forma...em algum angulo oculto desta história intrépida de viver...pois a espera ainda que torture é um dos melhores presentes para a alma pois fazem a chegada tornar-se raros momentos de pequenas alegrias.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Hoje não foi um bom dia para praticamente nada.
Entrei muda no trabalho com um singelo atraso de 1:30 hrs, coloquei as musicas mais agressivas possíveis no meu playlist e bóra tocar o dia antes que ele me tocasse.

A manhã começou surreal e com uma bucólica caminhada de uma pequena cidade a outra a pé, em meio a uma fina garoa. Eu, meu blusão adidas e minha echarpe de seda preta...muito glamour e nenhum dinheiro na carteira...nestes momentos em que eu atravessava a vegetativa paisagem da estrada rumo ao polo tecnológico repensei meus cartões e a utilidade deles quando não há bancos pelo raio de 20km ou talvez mais.

Na verdade repensei muitas coisas: o por quê daquela cena totalmente descontextualizada estar acontecendo, quanto tempo eu teria que caminhar a pé, teria tempo de chegar ao trabalho a ponto de fazer as minhas tarefas do dia e por quê eu estava tão placidamente calma.

Quando conversei com minha irmã ao telefone, através do DDI (discagem direta a irmã...sim...tenho um celular só para falar com ela pois é mais barato desta forma), chorei de nervoso, de tristeza, de burrice...e talvez se a estrada não fosse tão fantásticamente linda e a chuvinha não estivesse caindo tão maravilhosamente fina eu teria chorado todos os km percorridos até chegar ao meu destino.

Agora já estou tecnicamente mais equilibrada tirando a furia literalmente concentrada...ainda bem que medito hoje e estudo minha apostila rosacruz...pois é extremamente esquisito esta sensação de furia concentrada dentro de mim. Hoje estou fazendo um bem para a humanidade e conversando o mínimo possível com as pessoas para não deixar escapar para elas alguns aspectos desta sinistra energia furiosa...e vou comprar floral se der tempo ainda hj para me reequilibrar.

De tudo isso sei que o dia ainda não acabou e não me importa mesmo quais maiores tragédias (ou não) venham acontecer pois eu conheço meus limites e as leis que me regem...penso em chegar na minha casa apenas e seilá...talvez estourar umas pipocas para comer com chá de camomila e depois estudar...mas na verdade, de tudo isso mesmo o que fica é a sabedoria de equilibrar os desastres ou tragédias dentro de mim unica e exclusivamente. Sem deixar faiscas maiores escapar e ferir aqueles que não tem motivos para receber qualquer tipo de "desconto" da minha parte.
E lentamente a furia passa, e vai virar raiva e depois vai se perder da minha consciencia e depois da minha inconsciencia e assim as coisas seguirão...afinal nada é tão grande que a gente não possa dar conta.