terça-feira, 29 de agosto de 2006

Sou uma bomba biologica...uma ameaça continua...uma arremessadora de vírus cruel e ranhenta...como odeio resfriados...tô super de molho e até meus trampinhos não rendem...

hoje estava ouvindo uma musica do rapa...pescador de ilusões...lembrei tanto de tanta coisa...eu lembro que eu ouvia esse som quando ia fazer caminhadas e trilhas de bike...as trilhas domésticas eram ótemas. domésticas porque eu as fazia nas fazendas vizinhas da chacara da minha tia...lembro que eu e o Ju meu primo e irmão (coisas confusas de uma orfã...) iamos até uma cidadezinha lá perto por dentro das trilhas de area que ia de uma fazenda a outra. Era muito comum encontrar no meio do caminho uma galera fazendo trilhas também...Não via a hora de chegar sabado para pegar minha bike, botar o fone de ouvido e ir pedalar...acho que gosto de atividades fisicas...embora eu jamais sirva para magra eu não me lembro de ter sido sedentaria...a maior parte da miha vida eu fiz esportes...

Primeiro fiz balé..uns 3 anos acho...parei quando ia colocar a sapatilha de ponta e eu era muito pequenininha e minha mãe me colocou para acertar meus pezinhos..depois o judô...mas fiz pouquérrimo...ai depois comecei natação e foram mais uns 3 anos e uma unica competição...na fase mais crítica da adolescencia eu era ratinha de academia...gente....como pude eu um dia gostar de academia? Trilhas, caminhadas, bikes...muito bom...

Hoje voltava do trampo e percebi que ainda lembro das posições de braço e perna do balé...que louco...vou entrar embaixo dos edredons pois tenho q ficar boa para treinar sábado e ir pra gramado depois ver meu sobrinhofo!

segunda-feira, 28 de agosto de 2006

Tô feliz.
De uma felicidade simples daquele tipo que criança tem quando vê uma bolha de sabão. Amei meu dia em todos os seus nuances e tudo que poderia ser ruim se transformou em felicidade...até esse resfriado chato não importou.

Adorei o hoje...e ele sera infinito dentro do meu coração. Pois ele nunca mais vai voltar. Não desse jeito...O amanhã pode ser perfeito e feliz tambéme outra bolhinha de sabão colorida e marota estourar bem na pontinha do meu nariz.

Mas o hoje é perfeito. Precisava marcar esse dia com uma certeza: Dia Feliz de criança que cresceu.

domingo, 27 de agosto de 2006

Saldo do Fim de semana:

Tédio
Nariz vermelho de tanto "lenço de papel";
Excesso de comida chineza no sangue;
Vontade de estar morando em Sampa para fazer ikebana;
Tosse ridicula;
Garganta absurda;
Nenhum sono e
Muitos desenhos assistidos.

Odeio resfriados...
Sim...uma das piores coisas que existem na vida de um ser humano é ficar resfriado...ontem sai do treino numa chuvinha ridiculamente fina mas malvada. E acabei ficando pior do que já estava...aliás...tem coisa pior que nariz entupido? É muito chaaato. Por que ai vira uma bola de neve pois respiro ar frio e a coitada da garganta que já não está lá aquelas coisas fica pior...

Ontem ia começar kenjutsu mas num teve...o sempai também tava dodói. Tá vendo porque gripe e resfriado são melecas?! Atrapalham a vida de todo mundo! Agora por exemplo está me atrapalhando a escrever pois tenho que parar de digitar e tossir ou limpar o nariz...uó

Falando em nariz na volta do treino encontro em casa minha gata preta básica Boolie Boolie...ruiva!!! Não sei como ela conseguiu chegar até a água oxigenada do armário do banheiro mas sei que ela esta com indiscretas manchas vermelhas no seu pelo...tá muito engraçado...depois mostro foto da pequena maluca.

Tinha que limpar a casa mas tô com aquela moleza chata de quem tá resfriado. Acho que depois do almoço vou ligar pra minha irmã para trocar idéias...tô sentindo só...outra coisa que só os dodóis sentem em níveis elevados...aiquesaco...fui e não corrigirei o texto.

sexta-feira, 25 de agosto de 2006

Sexta-feira a noite e eu estou em casa, vou dormir super cedo para treinar amanhã cedo também...to cansada, minha garganta esta estranhamente arranhando e eu nem tomei frio...tô achando que deve ser imunidade por causa da minha alimentação defazadérrima durante a semana...meu estomago sumiu...mas pelo jeito meus super defensores internos foram tirar férias...a fabriquinha deles cessou a produção...

Tô estranha e decidida a parar de ir na psicologa...na minha planilha enxutérrima de gastos ela esta na dead line como superfluo numero 1...depois vem a conta pós paga do celular...vou ter que parar senao nunca conseguirei fazer o miniba (MBA pititico) para me tornar especialista em e-bussines...

Meu cabelo está indomável e eu preciso dar um jeito neles mas agora vou assistir uns videozinhos de katas de kenjutsu...

sábado, 19 de agosto de 2006

Hoje estou tranquila como há muito não ficava...estou num momento absurdamente flashback e lembrei de algumas coisas que gostava quando era criança.

Minha mãe sempre me incentivou a ler. Primeiro os gibis depois os livros e mais livros e eu sempre adorei ler e até hoje sou louca varrida por livros.

Lembrei especialmente de uma coisa engraçada: atualmente não gosto de poesias a não ser Pablo Neruda. Mas quando eu era menina...uns 11, 12 anos eu acredito, haviam 3 poesias que eu gostava.

Uma era do gato, outra de um padre falando sobre juventude e uma outra que tinha atrás do meu caderno salesiano (naquela época tinha umas poesias) que se chamava "Vitória na vida" mas não me lembro quem escreveu...

ler é legal...hiper legal!

sexta-feira, 18 de agosto de 2006

Eu gostaria muito que você falasse "tchau" quando vai embora do meu virtual...mas sequer sabe que eu ainda existo...

complexo...tudo bem com minha irmã. Nada de linhas de tensão...essas estão no Libano e na Bahia.

segunda-feira, 14 de agosto de 2006

Briguei com a minha irmã...Na verdade não briguei pq pedi desculpas mas magoei ela com minhas idéias práticas e sem graças. Nem vou para lá no fim de semana...Tô triste...sou uma besta mesmo...

quinta-feira, 10 de agosto de 2006

Todo mês eu me dou um presente de uns tempos para cá. Eles não tem um valor específico. Hora são meio caros e hora baratos...dependem do meu estado de necessidade dele.

Na verdade tudo que me dei até agora é mais um incentivo a mim mesma por trabalhar demais e não ter vida social ou quando esta acontece é apenas para me sociabilizar com algum parceiro discutindo sobre projetos, ou ir a dentista, psicologa ou treinar...

Bom...mas mazelas à parte o fato é que este mês me dei uma escova raquete que promete não deixar meus finos fios de cabelo emaranhados e garantir uma massagem pelo meu couro cabeludo ativando a circulação dos pequenos bulbos capilares de forma a contribuir para a saúde dos mesmos...

na verdade comprei porque achei que estava na hora de ter uma escova de cabelos compridos já que meus cabelos estão compridos...tamanho médio na verdade...

ai me animei e comprei uns trecos para cuidar dele, desbastei com gilete os fios e agora eles estão prontos para a espera de um ano até chegarem aonde quero que cheguem em comprimento...

Lembro quando eu era pequena...quanta pressa que eu tinha de deixar a "franja" crescer para poder colocar atrás da orelha que nem as "moças".

Eu lembro que até minhas Barbies tinham cabelo atrás da orelha menos eu...um dia me irritei e cortei o cabelo de todas elas...mas para ficarem fashion não de raiva...e falando a verdade...não fosse os cabelos terem arrepiados a minha barbie de cabelos marrons (sempre fui contra "loirismos") teria ficado perfeitamente moderna!

Bom...o fato é que eu num conseguia esperar nada e hoje me vejo fazendo planos até para meu cabelo daqui um ano. Entendo porque o tempo voa.

Quando a gente é criança as coisas caminham nuns super segundos que demoram eternidades por que a gente, sem querer, vive aquele momento intensamente e não fica fazendo projetos.

Hoje eu penso no cabelo em 2007, minha volta para sampa em 2008, meus kyus no treino em final de 2008, estudos...tudo já está devidamente guardado no "follow up" dos tempos.

Mas não faz muito tempo que deixei de ser "criança" neste aspecto. Hoje fui ao médico enloquecidamente tensa por causa de uma dor ardidíssima do lado direito do meu ser...achei que era torção no ovário que já ia ter que fazer laparoscopia e já estava organizando tudo dentro da minha cabeça com relação a toda minha vida parando em função desse pequeno incidente.

Pensei também no medo que teria de uma intervenção cirurgica pois praticamente todos meus parentes que foram para o hospital um dia não voltaram com vida e isso é algo que preciso trabalhar forte dentro de mim...e passei uns tempos meditando a respeito desse mundo de novas possibilidades.

A médica estranha (no sentido de não ser a minha habitual) me disse que não era torção e deu uma discreta risada da minha cara...ela deve pensar que sou maluca me auto diagnosticando...

mas sempre existira uma médica dentro de mim...não adianta...as vezes acho que deveira ter feito medicina e não desistido...mas ai penso que seria uma médica meio maluca...

bom...voltemos pois ao foco: vou fazer uns exames e ela disse que pode ser oscilações por causa do período fértil em que me encontro (sim, estou ovulando) e ai fiquei pensando se vou ter que esperar muito para esta dor passar, se vou poder treinar e me espreguiçar e cheguei a lamentar essa coisa "fresca" que é ser mulher...mas adoro ser menina e curtir cor de rosa...

Sei lá...sai da clínica feliz por que não terei, aparentemente, que fazer cirurgia nenhuma, a vida continua leve e serena e estou calma.

Ai você me pergunta: "o que tem a ver a escova de cabelos raquete com a intervenção cirurgica?"

...ok...tem a ver com paciência, tranquilidade e organização.

Sabe porque? Quando a gente é criança ser ansioso faz parte do processo de crescimento mesmo. É tanta coisa para aprender, tantos musculos a exercitar que nos perdemos nas horas e buscamos tudo para amanhã.

Esses dias minha irmã falava do meu sobrinho alguma coisa como "parece que ele não tem tempo a perder, está sempre alerta observando e pegando tudo, quer conhecer o mundo que ele vive a grandes goles".

E é assim mesmo...temos um apetite voraz por aprender e reter novas informações...Ai cê fica velho e tem que guardar estas ansiedades e mudar a postura. Você começa a planejar pois começa a perceber que as interferências diárias que mudam rotas e planos estão ali atrapalhando tudo.

O novo passa a ser visto com olhos desconfiados e receosos de algum tipo de interferência negativa para nosso trajeto.

Então a gente começa a ter que aprender a ter paciência, a usar planos B's com frequência para chegar no nosso destino.

As vezes a gente traça coisas grandes como faculdades, casamentos e grandes aquisições sem planejar e com a impaciência infantil arraigada no nosso pequeno ser e, certamente se perde nas bifurcações que a mente ansiosa nos sugestiona.

Ai aprendemos que o plano é necessário e a paciência é ouro para qualquer projeto de sucesso.

Aprendi acerca da paciencia em 2002 quando fiquei sem andar durante 3 meses em média e mais de um ano para poder ser normal novamente.

Aprendi com muita dor e solidão que a vida se faz em pequenos pontos que se ligam traçando destinos.
Aprendi a me cuidar, a ir menos longe se não conseguisse, aprendi a esperar o outro, esperar meu corpo reagir, esperar as horas certas, a ler o livro certo, ter a palavra certa e a oração quando tinha que ter.

Paciência é um estado pleno que todos precisamos para seguir na vida com sucesso. Não digo que teremos que ser resignados e ficar a merce de tudo que nos é imposto durante essa nossa estada neste pequeno mundo. Paciência é muito mais complexo que do que ser resignado e conformado.

É esperar o momento certo, silenciar e estudar o caminho e as possibilidades. Eu ousaria até dizer que para ser um bom paciente é necessário desenvolver técnicas e habilidades que só descobrimos quando precisamos esperar.

Quando a gente é pequeno o cabelo, a profissão, o brinquedo tem que chegar ontem. Quando a gente cresce para a paciência tudo passa a ser desenhado dentro do nosso livro de viver com projetos muito mais concisos e nosso cenário fica mais real e claro.

Acho bom ser paciente...exercitar a paciência e viver contemplando os momentos para entender onde esta o melhor momento para atuar.

A gente cresce, e a estratégia se modifica mas continuará com a mesma alegria do "querer adquirido" de quando éramos crianças desde que saibamos viver.
Ser adulto é bem legal também e eu me divirto muito mais hoje, com todos meus planejamentos e estratégias constantes, do que antes, quando eu ainda achava que poderia carregar o mundo com as duas mãos.

Hoje...hum...ainda acho que posso carregar o mundo sim...mas preciso de mais de duas mãos e estas definitivamente não são somente as minhas...pronto...ataque comuna!

Fui...e não vou corrigir o portugues porque to com sede..bjo

terça-feira, 8 de agosto de 2006

Minha boca está doendo de um modo muito estranho...desde que comecei a fisioterapia as coisas doem estranhamente.

É uma dor cansada, de musculo que não estava acostumado a trabalhar da maneira correta, insistente. Envolve toda minha cabeça e dá vontade de nunca mais falar para minimizar um pouco o incomodo.

Quando dou risada piora...desde que eu comecei a fisioterapia da alma também me doem novos sentimentos que não estavam acostumados a trabalhar dentro da minha zona de conforto. A dor é tão insistente quando a fisica e me faz admitir certas necessidades crueis.

Engraçado como o desestressar do músculo e da mente causa desconforto quando temos que acioná-los novamente de forma mais correta.

Tenho que escrever isso tudo senão vou chorar. Se bem que esse choro que engasga meu âmago acho que seguramente é um dos mais sinceros que já chorei.

A dor fisica não me faz chorar. Causa um certo medo e uma pequena insegurança quanto ao tratamento apenas...

...mas a que não é física me deixa confusa num primeiro momento porque ela não é clara...mas desde quando sentimentos são claros?

Em outros tempos eu já senti pesos teoricamente insuportáveis advindos disso..exatamente disso que estou sentindo agora mas da maneira incorreta de sentir.

Acho que a desculpa perfeita para as gentes que queremos por perto e não temos é o frio e vazio negro da solidão que a gente arruma para disfarçar que não se aprofunda tanto uma reação para se perder dentro dela.

Matar as coisas, dizimá-las de dentro da gente...como isso é fácil e pequeno...
O que faço agora com os sentimentos tratados é bem diferente e eles doem por estarem ali e se curando...mas não existem bolsas de água quente que amenizem a sensação ruim que fica, assim como faço com as bochechas.

Impossível não sentir saudades do meu pai e eu acho isso tão sem sentido. Há mais de 15 anos ele morreu e ainda assim sinto falta da presença dele...essa dor também vai ser vivida de forma diferente hoje.

Penso em rejeição...penso porém não toco nela e é tão estranho...a única coisa que sei é que tenho um caminho para seguir e eventos a dar continuidade. Não sei se é amor próprio, se é chatice de menina focada, se é conduta samurai...seja lá o que for, da mesma forma que meu pequeno organismo reagiu positivamente a algumas coisas quero ver o que ele fará agora...

Na verdade me sinto uma grande cobaia de mim mesma sentindo e observando meu comportamento diante das coisas difíceis e crueis da minha pequena vida.

Se eu falar que estou alegre estaria sendo cruel comigo mesma. Estou quebradinha por dentro mas não sei exatamente o que fazer...sei observar. Acho que estou aprendendo acerca do silêncio.

Silencio dói...é um novo músculo a exercitar de forma totalmente diferente...enquanto dói eu escrevo. Meu remédio: letras em forma de sentidos.

domingo, 6 de agosto de 2006

Sabe...tem umas coisas na minha cabeça que estão começando a fazer sentido...
vou organizar tudo depois escrever...
tchau...tô tentando ligar para minha irmã pendurada no telefone

quarta-feira, 2 de agosto de 2006

É muito comum eu terminar um treino, e no exato momento em que a realidade se faz novamente eu me perguntar: "O que estou fazendo aqui?"

Não sei exatamente o que responder.

Acho que esse é um dos motivos pelos quais ainda vou e busco fazer o melhor ainda que o dia tenha sido enlouquecido, que minha mente não consiga se desligar do cotidiano ou que minhas bochechas estejam caindo por causa da fisioterapia.

Acho que enquanto procurar respostas para esta pergunta nunca deixarei de cruzar a espada. Pode até ser que eu nunca venha saber esse "porquê" mas existem outros que estão se explicando e eu sei que cresço.

Hoje por exemplo voltei meditando...há muito tempo não faço isso mas sai de lá em estado meditativo e contemplativo. Observei minha vida e alguns novos sentimentos que nela brotam que eu não conhecia e aproveitando a deixa do tempo que levei pra chegar em casa...uma hora praticamente pois voltei de onibus e ooooobviamente peguei o errado e parei a milhas de distancia da minha casa.

Bom, mas o fato é que pensei bastante em tanta coisa e fiquei feliz comigo. É estranho escrever isso mas tenho um amor diferente por mim. A cada momento que tenho errado descaradamente, me enrolado em várias coisas e enfim, andado contra a realidade que eu escolhi para mim. Nesses momentinhos eu tenho crescido.

Pela teimosia em tentar de novo, em buscar aperfeiçoar, em propor a mim mesma uma Íris melhor, reformulada, digna...isso me fes ter um respeito maior pela minha pequena pessoa. Num sei...acho que me senti grande por ser tão pequena...pequena e com coragem para assumir essa coisa toda tão mini e tentar maximiza-la...sei lá...papo de louco que acabou de sair de um simpático e sério transe introself...

Minhas bochechas estão incrivelmente engraçadas e o banheiro já esta no ponto de tomar banho: cheio de nuvens quentinhas!

FuiSayonara