quinta-feira, 16 de setembro de 2004

As pessoas não entendem extensão de palavras, gestos impensados, limites alheios, mágoas. Andamos preocupados demais em sentir e olhar a textura dos respectivos umbigos.
Estou novamente farta, cansada e desiludida de muitas coisas que dizem respeito a vida.
Ainda que esta escoe pelas minhas veias e tenha uma aparência muito simpática quando olho no espelho, ainda assim me faltam palavras para definir esse misto de solidão e asco que me causa a confusão mental em que estou.
Parece ingratidão, ou depressão...na verdade nada disso. Na verdade é sufoco.
Sufoco de estar só, de não partilhar meu mundo com quem realmente esteja a fim disso e imensa vontade de ficar quietinha em baixo do edredon no escurinho do quarto novo.
Queria na verdade nunca ter crescido e vivenciado tudo o que hoje me constituiram mulher.
Queria amor, quero lagrimas, quis perdão...hoje quero novamente entender porque me distancio cada vez mais que me aproximo...existe uma regra? uma saida?
Na verdade, isso tudo são pequenos resultados de náuseas intensas dentro de mim.
Ao fechar essa janela, o mundo volta a ser colorido, discreto e complicado.
Não serei um objeto de estudo e discecamento humano. Vou viver, lutar contra meus sentimentos todos e a insistente sensação de que as coisas estão bem e eu complico e buscar o dia seguinte, nde não vou chorar, não vou sentir saudades da minha mãe e muito menos me confundir com tantas coisas para fazer sozinha.
Desejo-lhes um bom dia de guerra.

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Oleh

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