segunda-feira, 30 de maio de 2011


Eu ando tanto. Tantos caminhos, estradas paisagens e ainda não consigo dizer ao certo onde é que pretendo chegar. Tudo parece tão diferente, tantas coisas chamam minha atenção mas, quando vou lá ver de perto a impressão que eu tenho é de disformidade e vazio.

Impressões do caminho? Realmente não sei. Sei que olho tão atentamente para tudo o que me encanta e quando me deparo frente a frente, com a coisa gostada, ela me parece outra, sem graça, vida ou qualquer adjetivo que a deixe tão fantástica como vista de longe.

Talvez esta seja uma impressão bastante particular. Como caminho sozinho não tenho como me contradizer. É a minha palavra contra minha visão. Mas este porém me itriga: aonde esta a realidade? Quando olho de longe na composição da paisagem, com aquela harmonia que só os quadros conseguem compor? ou será mais real o frente a frente, com suas nesgas e craquelados que tão bonito se mostra quando visto em coisas antigas?

porque este amarelado de outras épocas da paisagem que distante parece colorida me dói tanto? É um doer do tipo fisico, quase uma disfunção ocular e algumas vezes táctil.Desta forma sinto meu corpo e alma se compelindo a ficar distante e continuar na doce ilusão da beleza que não se pode tocar. Meus dias seriam felizes em cada andar.

Mas acho que de alguma forma, em algum momento eu decidiria parar. Pois não é este o triste fim de quem caminha? Um dia parar em um pouso tranquilo e descansar, reenergizar e gozar das alegrias da falsa vitoria que tem somente aqueles que chegaram? Confesso que, não conseguria descansar em paz e feliz em paisagens amareladas e gastas.

Talvez se eu continuar andando um pouco mais, além das léguas daqueles que foram na minha frente e pararam. Além de onde as paisagens sejam de longe belas e aprazíveis e além de ondem todos pararam, talvez eu consiga encontrar a paisagem reais sem o amarelo usado dos dias repetitivos e iguais.

É...talvez seja esta a sina certa a seguir. Continuar andando, mais longe do que já se foi pois pode ser lá que esteja tudo aquilo que quero sentir e ver nas paisagens. Andar um pouco mais, descansar menos e andar mais...pode ser até que eu chegue mais rápido para um lugar que preze a realidade e a novidade que merecem os buscadores e andarilhos destes caminhos sem fim. Um lugar realmente feito na medida certa e que só cobrindo distancias amareladas se consegue estar.

Eu ando tanto, tantos caminhos, estradas paisagens e agora consigo dizer ao certo onde é que pretendo chegar: longe.

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Oleh

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