terça-feira, 6 de junho de 2017

Embriaguez


Eu tenho fome, tenho sede. Desejo aquilo que não quero. Desconheço o erro, o perigo e o concreto.

Quero dançar com a morte de mãos dadas com a vida para ver se consigo entender suas diferenças.

Quero gritar ao infinito tudo o que eu não tenho e chamar de meu para depois perceber o vazio.

Eu tenho frio. Tenho sono e minha boca está seca de tantos que não bebi.

Fiz a festa para o presente e nada daquilo que convidei sequer apareceu. Ficamos sós, ocos, incertos e furtivos.

Marginal dessa madrugada que ainda não aconteceu, só aqui dentro, em meio ao turbulento clima que se apoderar de mim. 

A palavra existiu.

E como um bálsamo que cura feridas ela se fez. Transcendeu a dor e a confusão. 

Virou poesia, voou para o céu.

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