quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Pó de lua



Já foi.
Não há madrugada.
Ainda é dia e parece que nada aconteceu pois tudo foi rápido.
Pó de lua, nua e crua. Reflete em mim tudo aquilo que fiz em você.

Não comece ainda antes de partir
Há um segredo la fora esperando o tempo certo para se descobrir
As ruas quietas, as mentes alertas e a sensação quase certa de que não estas mais aqui.

Olhando para mim eu vejo um vulto.
Quase um intruso lento que perturba um tumulto que acontece não muito longe do meu coração

Abri os olhos antes de terminar o pensamento
Senti o vento e percebi que a tempestade anuncia que algo não vai bem aqui dentro. Dentro do meu firmamento eu sigo querendo fugir.

Não comece ainda antes de me ouvir
Há coisas acontecendo lá fora esperando o tempo certo para sumir
Há riquezas querendo comprar, corpos querendo abraçar e rosto que nunca vi parecem pertencer ao mesmo lugar que vim

Daqui de dentro, minha ótica turva me mostra qual diferente estou.
Como se tudo que sou valesse apenas para comprovar o todo errado que há em mim

Fecho novamente os olhos e vejo tudo tão claramente. As idéias que surgem, as pistas que desvendo e tudo o que deve ser ficou.
As riquezas os corpos e os rostos já não são tão ostis e comuns. Vem como nuvens, nuvens de pó, um pó de lua que me faz brilhar para refletir você.

Já foi.
Não há madrugada.
Ainda é dia e parece que nada aconteceu pois tudo foi rápido.
Pó de lua, nua e crua. Reflete em mim tudo aquilo que fiz em você.

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Oleh

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