sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Lembrando da minha mãe


Santa Catarina está desolada...dentro da minha fria porém solidária ótica aquariana fico muito triste e já tratei de conversar com boa parte dos meus amigos que moram lá para poder ter certeza de que estão bem... Todos estão.

Estes dias, em que os noticiários extrapolam de informações sensacionalistas sobre o desastre natural daquela região me lembrei da minha mãe...

nos idos dos anos 80...não me lembro o ano pois eu era uma "mini mínima minina"...mas nesta época santa catarina teve um desastre destes e me lembro muito forte das palavras "flagelados de Santa Catarina" que os reporteres da Globo, aos quatro cantos anunciavam...acho que foi umas das primeiras palavras que aprendi...hehehe

buenas...minha mãe era uma figura muito ímpar. Um misto antipáticissimo de perua com maezona de todos. Ela era uma bruxa assim como eu e da forma dela, tinha muitas pessoas ao seu redor e tinha muito mais amor que eu pelos necessitados...eu me lembro que em épocas como dia das crianças, natal, ela movia toda São Paulo em busca de doações de roupas, brinquedos, comidas...me lembro muito fortemente de uma caixa repleta de sapatos de cores estranhíssimas que eu vestia todos e ficava desfilando sem roupas dentro do banheiro (eu devia ter uns 5 anos e provavelmente fugia de dentro da banheira e ia para a caixa dos sapatos...me lembro das milhares de bonecas cabeludas...queria todas para mim...

...pois bem...havia uma praça na frente de casa que minha mãe fazia festas enormes beneficientes...tudo com doações de políticos e talz...infelizmente minha mãe se relacionava com a esposa do Maluf...mas era por uma justa causa...

mas o fato de escrever tudo isso associado à lembrança dos flagelados dos anos 80 foi que um certo dia cheguei da escolinha, no final de tarde...acho que eu devia estar no jardim...enfim...tinha um caminhão gigante parado na porta de casa lotado de coisas...eu no meu mini tamanho achei o caminhão enorme e até me passou pela cabeça q ele poderia ser da terra dos gigantes...perguntei para minha avó oque era e ela me disse algo assim:" são donativos para os flagelados de Santa Catarina que sua mãe arrecadou" 

...num preciso dizer q fiz minha avó explicar oq era donativos, flagelados, santa catarina e responder os porquês deste caminhão e talz...

O bacana disto tudo é q minha mãe, dentro das histórias complicadas dela, era uma pessoa boa e eu me lembro dela todos os dias atualmente de uma forma muito altruísta...ela era o cara...

Eu tinha tantas coisas para perguntar a ela e... outras tantas que ela conseguiu precocemente me ensinar antes de partir...estas eu queria dizer que me calaram a alma e me projetaram para caminhos melhores...

mas agora sinto a presença dela em pequenas e significativas coisas: No meu contato com energias, nos pensamentos brandos q me lembram suas boas ações, na serenidade de como eu entendo e perdoo seus erros gerados por sua natureza extremamente passional e cada vez que não me vejo passional me lembro dela também...me lembro que não herdei esta característica...

minha mãe foi minha primeira mestra na grande arte...abriu varios canais energéticos dentro de mim e me mostrou com uma sabedoria antiga todas as possibilidades do outro lado da ponte...do invisível...e tenho certeza que ainda hoje inspira alguns atos meus...

...nestes pequenos momentos tenho muita vontade de ser como ela...olho uma pequena marca que tenho em um dos meus dedos das mão que herdei dela e me reconheço parte exata...mas ai lembro como é bom ser eu mesma, sem máscaras e com sombra e luz...e percebo que por ela criada, me tornei sua pequena extensão ...sem querer...mas com muito mais arte.

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Oleh

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