terça-feira, 23 de outubro de 2007

A janelinha do outlook que avisa o recebimento de novas mensagens de email subiu agora...era uma propaganda de shampoo para queda de cabelo...

por minimas frações de segundo, tive a impressão de uma conspiração universal acontecendo ao meu redor cujo alvo sou eu. E o nome dela:TPM.

Fui em um almoço reunião de negócios no qual me sai brilhantemente mal...mas acho que consigo uma boa proposta...o restaurante tem uma conotação muito particular...lembrar dele me deixa com um certo nó na garganta.

Me lembro quando me mudei para este estado, em 2003 e fui morar na famosa e por que não famigerada cidade baixa. Estava esgotada fisica e mentalmente. Fisica porque ainda me recuperava do problema na coluna e nem andava perfeitamente...tomava remédios para minimizar a dor e sonhava em fazer kenjutusu lendo frequentemente o site do niten.

Mentalmente pois havia rompido relações com meus familiares, com minha terra natal tão querida e importante para mim e também, porque não, com alguns valores antigos de comportamento. Morei com meu namorado tempo suficiente para ser marcante.

E por marcas serem impressões profundas dentro do nosso universo, bons tempos se passaram até eu perder a nitidez das mesmas, dentro dos meus dias.

A perna está perfeita, as marcas se foram e hoje em dia, as ruas que antes me traziam memórias tão vivas, ganharam novo brilho e nova conotação. E passei a explorar meus territórios com mais alegria no olhar.

Mas não hoje, em 2007. Aquele restaurante me traz lembranças que não tem nem um ano de idade. Memórias muito vivas e pulsantes. Sentei algumas mesas de distancia da mesa que sentava com alguém que não morei junto, mas significou muito mais...e ainda dói...e não se faz
muito tempo que ele voltou para meu estado querido e eu fiquei...como quem espera a novidade boa chegar...mas ela não chega.

Acho que por isso a reunião foi trágica. Olhei a mesa que a gente sentou uma noite antes do carnaval...e havia um casal mal humorado nela. E a gente ria tanto.Depois passei pela frente do flat que ele morava e de lá voltei ao trabalho.

Resultado: escuto Damien Rice, me sinto uma EMO e não entendo porquê gosto ainda tanto dele. Será que é pelo simples fato de saber que ele não ficaria comigo? De alguma forma injusta eu já sabia dentro de mim? Será que é porque eu não tenho em quem pensar? Nada mais interessante?

Será um tipo deprê que eu tô criando para mim? Quanto mais eu penso, mais busco respostas, mais tento responder meus porquês e eles são tanto...grandes...cheios de vida e fazem tanta
algazarra dentro das minha idéias...e quanto mais intensamente quero entender..chego a unica conclusão que quietinha...lá atrás de toda a bagunça mental que tem aqui dentro, tenta chamar minha atenção: amor não se explica. Eu senti e sinto. Amor é bem grandão...e de alguma forma é cruel porque dói por dentro.

Ai...nessa lógica tenho que voltar ao meu trabalho, olhar a janela de vidro que na minha frene mostra o céu do jeito que eu gosto: nublado, e as pessoas passando na rua me indicando que o caminho ainda está aberto e temos que seguir...

respiro fundo...o dia está quase no fim...para mim já acabou a muito tempo...mas vou enganá-lo e ser gentil com o tempo...o tal senhor dos enganos que apaga os momentos sofridos...

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Oleh

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