segunda-feira, 5 de março de 2007

hum...hoje to um pouco encanada...todas essas coisas organicas e psicológicas que estão acontecendo comigo...bateu medão...uma insegurança de lidar com essas coisas sozinha...sei que já tive momentos mais funestos e dei conta...mas sempre fica o medo de não sair da tempestade.

Tô gastando grana demais para me cuidar, já estou ficando no meu vermelho e sei lá...pouquíssimas melhoras...me cobro demais, sou muito sistemática e acho que isso atrapalha. Hoje me disseram que eu devo voltar para Sampa e morar lá...eu sei disso. Existem duas coisas que preciso urgente fazer e uma delas é esse retorno. Mas ambas são muito delicadas...requerem um jeitinho que eu não tenho neste momento...num to nem conseguindo pensar direito nas coisas...pensar no carinha que conheci e que adorei e passaria longos tempos perto dele...isso é estranho...

Estava voltando da locadora hoje, observando a quantidade absurda de indigentes que existem na minha região e pensando que definitivamente o dia de hoje está estranho...voltando do trabalho a avenida que sempre passo estava com aspecto claustrofóbico...a rua, misturada com essa fina camada de vapor quente que sai do chão por conta dessa chuvinha sem sentido também aumenta a sensação sufocante...

Estava lembrando das palavras do meu psiquiatra falando que a cura de estados depressivos e um tratamento corporal, social, psicosocial e espiritual...nesses pequenos espaços de tempo entre minha casa e a locadora fiquei pensando nisso...e lembrando de uma conversa que havia tido antes de desligar o micro do meu trabalho e vir para casa, sobre ilusões...

Destas tenho poucas...acho que a vida se transformou em fria e complexa organização. Penso na religião e percebo que ela também me desiludiu...e que meus novos credos a respeito da natureza são frutos disto...não há nada mais palpável do que a fé na natureza das coisas...e ao mesmo tempo isso é tão abstrato...

Tenho sonhos...muitos...ilusões eu não tenho conscientemente...mas ainda queria que alguma coisa rápida e distinta dos meus dias acontecesse para eu despertar desta apatia sem graça que esse cotidiano em terra insólita me proporciona...

Não sou uma pessoa de paz...sou de guerra...acho que a monotonia do dia calmo de verão com suas histórias difíceis e o cotidiano massacrante e delimitado me fazem mal...acho que queria minha mãe...

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Oleh

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