quinta-feira, 15 de junho de 2006

Tô com a garganta ruim...isso me tirou o sono, me fez tomar um remédio e comer um rolinho de queijo, para não fazer mal para o estômago, e assistir um filme qualquer.

Na verdade o filme não era tão qualquer assim pois fiquei discretamente triste. Tinha um pequeno final feliz e parece que essa minha garganta e as conclusões que cheguei a respeito de tanta coisa não querem me deixar de diferente humor.

Daqui a pouco vou viajar...e isso me parece tão difícil. Deixar meus domínios, minhas gatas, a "inarrumável" bagunça que se instalou no meu pequeno AP e meus tantos projetos.

Dos mais audaciosos projetos parece que sinto mais falta. Pela impossibilidade deles acredito eu. E estes não são profisssionais mais permeiam caminhos que eu não sei percorrer, que temo enveredar e não saber a saida, que precisem de sentimentos aflorados.

Esses dias voltei a falar com um cara que eu era apaixonada...mas eu me dei conta de que não adianta fugir de certas coisas. Digamos que voltei o contato para distrair e mistificar uma gama de coisas diferentes que estão acontecendo dentro de mim, depois da semana passada.

É como se eu tivesse acordado de mais um torpor mental e me desse conta de que amo. Mas não da forma que acreditava e sim da forma que é. E essa nova formatação me assusta pois...digamos que eu não seja correspondida da mesma forma.

A vida as vezes é cruel...libera uma dorzinha de garganta que vai virar amigdalite por causa de uns negócinhos gelados que andei tomando no frio de 8 graus; faz a gente descobrir o sentimento que sempre procuramos dentro da gente mas apontado para a pessoa perfeita mas que não pensa o mesmo da gente...é...viver é algo fantastica e dolorosamente intrigante.

O cara que eu era apaixonada agora virou definitivamente um passado que eu tento recuperar sem vontade para esconder o meu novo sentimento "reformulado" por outro alguém. Que bobeira isso...e eu continuo me enganando e tomo aspirina como se fosse apagar a garganta quase fechada.

Não quero dormir porque dói tudo. Num gosto de dor. De nenhum tipo. Sei lá...as únicas que aceito são as de cabeça pois sempre tenho enxaqueca então estou familiarizada. Mas as outras me passam uma sensação tão grande de abandono. É como se o corpo tivesse com as defesas em férias e só sobram os arruaceiros para acabar com o grande salão. Meu coração também está com essas visitas indóceis.

Mas por outro lado, a dor te leva a buscar mais cuidado. Eu tô quentinha e tive que me afastar das pequenas bolas de pelo. Embora a aspirina tenha sido a primeira solução eu já tomei o remedio correto, o que sara e previne e sei que vou ficar bem.

O mesmo se dá com meu coração e embora a lógica seja perfeita eu ainda estou tomando a aspirina do ex que eu era apaixonada e não o antibiótico necessário para acabar de vez com essa dor tão grande. Acho que preciso me agasalhar mais e ficar no quentinho...

Sou romântica. Esse é todo o problema. Moderna e absurdamente romântica e sonhadora ainda que a porra da vida tenha me tirado todos os sonhos infantis eu insisto em tê-los nos meus dias...Queria ser fria como um dia achei que poderia ser. Mas num consegui. Ainda que por pouco tempo acho que minha mãe passou ideais e sonhos suficientes para ecoarem dentro de mim até hoje...com tudo que já aconteceu...Ainda sinto a menina saltitante pulando aqui.

Num queria chorar...isso fecha minhas narinas que me obrigam a abrir a boca e respirar o ar frio...assim meus planos de garganta boa são sabotados...meus pés e mãos estão gelando e eu acho que vou deitar pois logo terei que fazer as malas e dar tchau para as monocromáticas.

Queria só ter a certeza de que não preciso fugir dele e nem negar essa clareza de sentimentos que acontecem aqui dentro. Seria minha primeira chance de sentir algo realmente lindo mas sei que não vai acontecer.

Isso é chato...também...só comigo acontecem essas coisas...sabemos que isso é apenas a reação de várias ações...mas prefiro agora não olhar o todo...só a parte...vou me esquentar.

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Oleh

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