quinta-feira, 29 de setembro de 2005

Meia noite agora. Se faz silêncio neste início de madrugada, desta ultima quinta feira do mes, nas ruas boemias da cidade baixa.

Cheguei a pouco do teatro nô. Aproveitei a súbita e inesperada falta de sono e limpei toda a casa com direito a lavar banheiro...agora tô aqui...escutando o noticiário chato com as novas velhas e óbvias notícias, com a Boolie dormindo toda bonitinha.

Tudo está calmo. Mas eu sinto um vazio...é estranha a sensação de arrependimento absurda que me envolve. Uma tristeza sem pouso e a intensa vontade de estar em São Paulo...com os meus, que me conhecem, exatamente. Onde não preciso viver a mentira que me inventaram...

Tenho encontrado tanta gente naquela meleca do orkut...tanta gente especial que fez minha adolescência tão fantástica..boboca sempre...mas linda...pq foi a única que tive.

Era tão legal ter amigos para dormir em casa, levar bronca e conselhos das mães e pais deles...o que mais sinto falta é de história...

E hoje, justamente hoje, quando tudo já estava difícil e eu tentando rir e fazer tudo de modo a esconder a vontade imensa de silenciar que há...hoje tudo se fez sem importância. Por frações mínimas de tempo eu quis voltar, esquecer essa coisa de vida ganha para trás e voltar...

Estar naquele meio onde um discreto olhar já falaria muito a tanta gente... Não gosoto do anonimato dessa sociedade que estou inserida. Não os entendo e eles também não sabem quem sou. E os poucos que vieram a saber não acreditaram.

As lagrimas caem e eu me recuso a acentuar e colocar maiusculas...por causa desse descompasso nada disso tem sentido: gramática. Hoje, só hoje eu iria até salvador, rio preto, portugal, washington, sao paulo...me encontrar, ter referencia.

Não quero mais isso aqui...não sou forte não. Nada forte...fracamente humana. preciso de referencias...porque esta chegando perto o momento em que eu não saberei mais quem sou. Hoje to perdida...absolutamente perdida e morta de saudades dos meus...impress~~ao de guerra...tragédia decora meu humor agora.

Não queria ser ingrata...mas não quero mais aqui...não quero. Quero ir para casa.

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Oleh

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