terça-feira, 17 de maio de 2005

Não tô mais com vontade de escrever aqui. Ando sem paciência, desgostando de furtivas visitas de pessoas que não percebem que não fazem parte da minha vida e por isso, não precisam saber se estou bem ou mal...e levemente com TPM

...acho que esse deve ser o maior motivo da falta de vontade de escrever aqui...

Fui, esse final de semana ver minha irmã e tia. Ambas morenas e altas e isso deixa nítida a minha diferença física também com elas.
É legal, de certa forma, mórbido, saber que a minha irmã sabe tanto da minha mãe quanto eu. E que minha tia também nada sabe, em termos significativos, a respeito dela também.

Só está afirmado novamente, que não pareço, em gênio com ela, minha mãe, e nem com meu pai. E minha irmã parece com minha tia e minha mãe (fisicamente).

Me afastei demais deles durante esse tempo e me sinto estranha ali. Uma típica visita mesmo...Não me sinto "excluída", poia acho q não quero ser como eles mesmo...mas não deixa de ser estranho não saber de nada do que falam, não ter papos em comum e recordar apenas lembranças amareladas pelo tempo.

Isso é bacana de certa forma porque não odeio ninguém, não tenho ciúmes de ninguém e não invejo ninguém.
Só me choca a condição solitária que me permiti atingir. E que já sabia que teria essas consequências.

Ver minha irmã ser mimada e paparicada pela minha tia me deixa, de certa forma feliz por ela não estar sozinha, e espantada com a minha fria reação a respeito disso tudo.

Acho que meus dias de análise a respeito do mesmo me fizeram realmente deletá-los como família, no sentido de unidade. Amo saber que não os odeio e até é bom estar com eles porque me lembra épocas da minha vida que me remetem a mim mesma, como as exatas tiradas da familia, cuja herança tb tenho, a inteligência sensibilizada daquelas mulheres que eu espero sinceramente ter também e o engraçado e atrapalhado jeito de se dirigir a vida meu e da minha irmã: Idênticos. Dentro de suas devidas particularidades.

Ainda hoje, depois de quase 5 anos de distância, percebe-se nitidamente que somos irmãs quando falamos e gesticulamos. Legal isso. É muito importante sentir que temos origens.

Ainda que meu coração não queira laços pois demorou bastante para ele se curar e, definitivamente, não quero mágoas...ainda que infundadas.
Sabe...disso tudo ficaram claras algumas coisas. Quando vi aquelas duas criaturas significativas na minha vida me deu um alívio danado.

Alívio de ver que a vida segue seu rumo inóspito e brando, e que, de certa forma, tudo fica bem. Elas estão bem, vivendo suas realidades cruzadas e fiquei feliz. Estranho dizer isso...mas fiquei feliz por não fazer parte daquilo. Por ser a parte.

O que, quando eu era adolescente me irritaria com certeza, hoje me aliviou.
Acho que é porque realmente aceitei papeis meus e de outros e assim a coisa fica bem.

Bacana a alegria, a risada sincera que saiu de dentro de mim mas sem pretenção de querer fazer parte deles, de suas realidades...com exceção do Ju meu primo lindo que, incondicionalmente amo muito (meu irmão).

Sei lá...me assusta isso tudo porque, quando falava com minha psicóloga e ia concluindo tudo isso que vivi não acreditei realmente que poderia ser assim mesmo.
Mas foi. E isso é bom. Por que na real não adianta querer aquilo que não encaixa na nossa gaveta de viver diário. Minha família não me encaixa e eu não a encaixo em mim. E isso me deixa, de certa forma em paz.

Não vou ter mimos, na real, acho que se tivesse desconfiaria da sinceridade dos mesmos pois nunca os tive; Não ajudas em partos e talz e nem pequenas discussões domésticas.

Deles não terei nada. Mas ainda sim não me sinto nem só, nem má e muito menos ovelha estranha do rebanho.

...muito embora minha aparência tenha sido a única coisa incomoda nesse fim de semana, não por beleza mas por ascendências mesmo...

Sei lá...Minha tia vem a minha casa esse fim de semana e vai ser agradável com certeza. Fico feliz comigo porque superei, de certa forma, a falta familiar que eu senti durante meus dias de guerra. E hoje, quando a calmaria já é uma realidade e eu sigo meus dias, não sinto falta.

Isso me deixa bem tranquila comigo mesmo.
Sei que as consequencias desse isolamento virão de forma psicológica e de repente não muito bacanas num futuro.

Mas vou pedir para o Papai do Céu me ajudar a não ficar menina feia. Alias...esse Carinha ai que fica no "monitoramente" da gente ajuda a beça.
Vô lá...ja escrevi demais.
Bjoca

Postagens relacionadas

4/ 5
Oleh

Assine via e-mail

Por favor inscreva-se para receber as ultimas postagens no e-mail.