sexta-feira, 7 de janeiro de 2005

Eu nunca me imaginei tendo sonhos de cinderelas e príncipes encantados que chegam e tiram a nossa existência para uma natureza superior e interessante.
Não por que me faltem idéias mas pelo fato de ser racional e lógica demais em determinados aspectos da minha vida.
Mas hoje me peguei divagando numas viagens que não devem existir.
Existem coisas que são por demais estranhas a nossa realidade e que não devem ser desafiadas. Mas hoje as possibilidades me pareceram tão bacanas.
Começo a entender alguns motivos que levaram D. Ines a se casar e já não me parecem tão feios e impróprios.
Acho q deve chegar uma hora que a figura da mulher frágil e dependente se faz presente, por mais auto-suficiente que esta seja, e não por menos que busca de carinho e conforto ela se deixa levar por sonhos, muitas vezes impraticáveis.
Engraçado isso. Uma parte de mim é romance e pensamentos absortos.
Outra é realidade prática e destinos cruzados apenas por momentos tortos.
E nessa lógica racional eu quero me perder. Mas tem um lado que insiste em acreditar em possibilidades de amor que não são minhas.
Por que a essa altura do campeonato, não existem mais finais felizes e seria utópico pensar assim.
Percebo que está nascendo uma outra visão de relacionamentos dentro de mim. Relacionamentos em que a busca é pelo conforto psicológico que o outro pode oferecer.
Ainda que de mundos distantes.
Isso me parece doce de se pensar: O mundo da impossibilidade é realmente tentador. Ele, o mundo descoberto, é dono de um querer desordenado e desorientado que te põe bobo sem perceber.
E as frases otimistas parecem tomar conta de todas as artérias e o pulmão fica cheio de desejos perfumados.
É bom sonhar. Mas temo sair de perto da realidade e quando voltar para ela não entender mais sua lógica. Preciso de lógica. Lógica e racionalidade para poder viver bem.
Mas hoje...o mundo me parece meio cheio de florzinhas adolescentes. E a frase mais linda de todas é: Bem que podia ser...Podia mesmo.

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Oleh

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