Os limites do corpo humano definitivamente me stressam. Meu corpo nao tem acompanhado minha mente. Resultado: Acordei muito mal humorada, o que é rarissimo de acontecer, pra ajudar ainda mais para completar esse macabro quadro, caimbras nas duas pernas (isso porque sedentarismo passa longe do meu estilo de vida) e pra ajudar perdi dentro desse micro um texto que vai ser publicado em uma hora e nao acho de modo algum...Meu...não fala comigo hoje...não to uma boa companhia, vou redigir outro texto in urgencia...fui...grrrrr
Fragmentos de Mim
Me percebo em fragmentos, onde cada parte de mim serve a uma função do outro. Na massagem, sou um corpo sem rosto. No trabalho, uma mente estratégica que resolve problemas designados; sem sentimentos, sem atividades outras. Na academia, sou movimento. Na rua, sou sombra. No restaurante, fome. No banho, sujeira. No sexo, prazer. No consultório, uma boca que fala e um corpo que talvez sinta. Sinto-me fragmentada quando acordo e vou ter com a vida. Enquanto apenas eu comigo, luto para me ver inter. Luto para ver as partes que os olhos de fora separam todas juntas, engrenadas, montadas de uma forma ímpar. É nesse lugar que o fôlego se transforma em eu . Quando atinjo essa integração, me perco nas minhas possibilidades. Percebo-me imensa, exuberante e total e isso me assusta, pois desconstrói as funções das partes e me faz inteira e presente. A raiva surge por não ser percebida como me percebo. Sou coisa social quando saio da caverna; sou estrela quando brilho ...
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