A Geometria dos Ciclos: Entre Pedras e Epifanias
Às sete badaladas da manhã, enquanto o café esfria e o silêncio da casa permite que os espectros do pensamento decolem, percebo o quanto esta semana foi um mergulho no abismo do caos. Recentemente, a impermanência decidiu tomar forma e ditar suas próprias regras implacáveis, sem distinção: do ambiente corporativo aos planos do feriado, atravessando cada nervura da minha vida pessoal. Fui confrontada com a visibilidade da falta, aquela impossibilidade nua, crua e fria de mantermos o controle sobre o que nos cerca. Foi incrível, mas foi, acima de tudo, um esgotamento da alma. Estamos na semana que antecede meu aniversário, no dia 10. E, nesse limiar, a imagem de uma montanha se impôs diante de mim como um monumento de pedra e sombra. Para mim, cada aniversário é a conquista de um monte. Às vezes estamos em plena ascensão, outras vezes, na descida. Na subida, as dificuldades são mestras cruéis; elas nos trazem sabedoria, moldam nossas histórias nas cicatrizes que deixam e...