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Iris por mim mesma: A viagem

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E cá estou eu mais uma vez. Há, no ar que eu respiro, nos meus movimentos leves e livres e nas paisagens por onde passo, uma novidade, uma vitoria, um suspiro de possibilidades. Me tornei nova, modifiquei meu corpo e espírito e sigo modificando com o intuito de ser melhorzinha e ter um legado mais altruísta para deixar aos meus. É engraçado que, a um ano atrás eu me lembro. Em um retiro espiritual em fevereiro onde eu me deparei com a minha unica versão. A real Iris sem máscaras, sem desculpas e sem possibilidades de ser plena. Foram dias (quantos dias sem fim...) que eu chorei muito, fiquei profundamente triste com o que vi e me senti falha, incompleta de mim mesma e detestei cada nova nuance dessa Iris crua que se mostrava para mim. Eu tinha apenas duas alternativas mais próximas a seguir, dentro daquilo que sou culturalmente e socialmente falando: renegar profundamente essa real pessoa que se apresentava a mim, tão perdida, triste e sofrida, para seguir vivendo uma falsa ilu...

Um aniversário

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Hoje é aniversário de São Paulo, minha terra. Cidade em que nasci e aprendi a ser eu mesma. Onde me foram dados valores, culturas, aprendizados profundos que permeiam meus dias até hoje e que a 117 anos abriga meu clã. Em São paulo, ainda que por menos tempo que eu gostaria, eu ganhei bases sólidas para viver a grande aventura que foi proposta a mim. Por este motivo onde quer que eu vá, em que língua ou sotaque eu fale, com quem quer que me relacione, Sampa, a cidade, ainda se revela dentro de mim. Acho até que exalo Paulistanice. Considero muito meus dias por lá, uma grande escola, onde fiz grande parte dos meus verdadeiros amigos que até hoje, mesmo a distância, estão nos meus dias da forma que é possível. Gosto de pensar em Sampa com minha mentora. Embora eu fale que nunca mais voltaria, que é tudo muito estressante e que eu realmente adoro morar onde eu moro, na verdade eu amo minhas origens e minha terra e tudo o que nela engloba. E amo ser filha dessa loucura toda p...

Morte, Gratidão e Amor

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Ultimamente, por conta das novas empreitadas que estou me envolvendo tenho me tornado uma pessoa diferente. Ousaria até dizer que estou me transformando numa pessoa melhor. Percebo isso na quantidade de "Obrigada" sinceros que eu tenhodistribuido. São agradecimentos ricos em gratidão e felicidade por ter recebido a troca com o outro. Tem também um conjunto de palavras que eu tenho usado de uma forma que nem em meus sonhos mais coloridos eu imaginei proferi-la com tamanha verdade é "Eu te amo". Sim eu finalmente entendi que eu amo do jeito e com a quantidade de amor que cabe em mim. E mesmo esta sendo pouca (ao me ver) é suficiente para distribuir e não ficar sem. Acho que minha natureza lógica esteve me pregando algumas peças durante muito tempo sobre este sentimento e eu me dei conta agora. Nas filosofias espiritualistas que eu acredito, existe uma vertente xamanica que fala que a morte é nossa fiel companheira. Ela vive às nossas costas, como uma mulh...

Das coisas que se aprende quando está observando o caminho

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É... As coisas mudaram por aqui. percepções, ilusões, fantasias e desejos tomaram um novo rumo, foram resignificados e hoje existe uma nova pessoa se reconstruindo dia a dia. Confesso que é estranho conviver com este novo eu que veio acompanhado de um novo modo de pensar e olhar o mundo. E isto não aconteceu automaticamente e sim foi o resultado de uma série de buscas e jornadas interiores em busca dele: o eu de verdade. Das coisas que ficaram de aprendizado posso dizer que a maior delas foi olhar, reconhecer e agora conviver de forma realista, com meu ego, meu euzinho, aquele tiraninho que mora dentro da gente e que se mal alimentado tentará o tempo todo nos sabotar. Acho que por muitos anos, porém não a vida inteira, eu deixei ele ditar as partes mais importantes da minha vida e o resultado claramente foi um tanto quanto desastroso e cômico. Ah, esse se dar conta... na verdade foi bem menos difícil do que eu imaginava. Compreendeer algumas atitudes, aceitar algumas pequenic...

Sobre máscaras caindo de si

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Quando a máscara cai para nós mesmos. Ela também cai para todos aqueles que nos cercam. Saber-se realmente significa espalhar-se reinventada como se fosse sementes ao vento. E onde cair, vai brotar verdades. Doa a quem doer. Custe o que custar. É perigoso saber-se. Precisa muita sabedoria para arcar com as consequências.

Tempestade

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Havia uma certa penumbra no céu. O fato da tempestade estar próxima, varria a luz daquela casa e trazia o frio da noite para dentro dos cômodos. O vento assoviava algumas canções sombrias e nesta melodia ela dançava entre os papéis que voavam da mesa, quando a janela se abriu pela força da natureza. Ela não deveria estar ali, precisava voltar para sua casa, sua gente. E ao mesmo tempo que o tempo corria longe demais fazendo com que a urgência do retorno se fizesse cada vez mais clara, havia um temporal se armando lá fora que lhe trazia lembranças de angustias muito antigas. Fechou a janela e olhou o mar. A natureza estava realmente avassaladora naquela tarde. Tentou ser racional e para superar o medo lembrou que o carro estava com o tanque cheio na garagem, que ela sairia dali a favor do vento e em menos de 30 minutos estaria exatamente onde precisava estar. Organizou seus papéis, colocou dentro de uma pasta firme e depois dentro da bolsa. Correu ao banheiro e arrumou o cabelo...

Amizade

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Li isso em algum lugar que não lembro onde foi e resolvi postar aqui: "...Toda amizade é uma história particular. É uma história de conquista. Primeiro, descobre-se o outro. Todo mundo parece igual, mas não é. é justamente essa coisinha diferente em cada um que torna cada pessoa única. E de repente ali está a sementinha da amizade fecundada... A gestação começa. Não sabemos direito o porquê de nos sentirmos próximos de alguém assim tão longe, tão diferente e tão igual. Mas amizade, como o amor, não se questiona. Vive-se. Dela e para ela. É preciso dar tempo ao tempo para se saber cativar e ser cativado."