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Tempestade

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Havia uma certa penumbra no céu. O fato da tempestade estar próxima, varria a luz daquela casa e trazia o frio da noite para dentro dos cômodos. O vento assoviava algumas canções sombrias e nesta melodia ela dançava entre os papéis que voavam da mesa, quando a janela se abriu pela força da natureza. Ela não deveria estar ali, precisava voltar para sua casa, sua gente. E ao mesmo tempo que o tempo corria longe demais fazendo com que a urgência do retorno se fizesse cada vez mais clara, havia um temporal se armando lá fora que lhe trazia lembranças de angustias muito antigas. Fechou a janela e olhou o mar. A natureza estava realmente avassaladora naquela tarde. Tentou ser racional e para superar o medo lembrou que o carro estava com o tanque cheio na garagem, que ela sairia dali a favor do vento e em menos de 30 minutos estaria exatamente onde precisava estar. Organizou seus papéis, colocou dentro de uma pasta firme e depois dentro da bolsa. Correu ao banheiro e arrumou o cabelo...

A menina do futuro

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Ela estava ali, entre seus vinis riscados e agora molhados pelo numero incalculável de lagrimas que havia deixado correr de seu rosto quando a outra apareceu. - Hey você! Pare já com isso! - Disse a moça de cabelo azul turqueza, alta e esquisita com roupas estranhas e jeito apressado de olhar. - Quem é você? - Perguntou a moça chorosa limpando as lagrimas dos olhos e do disco que estava abraçando enquanto olhava com total perplexidade a mulher a sua frente que, coincidentemente, se parecia muito com ela, tirando a coloração berrante dos cabelos.- Como você veio para aqui dentro do meu quarto trancado? - Não interessa garota, o foco agora é você parar de chorar por esse babaca que não  qte dá a mínima! Ele não é o homem da sua vida e por mais que acredite nisso estou aqui para te provar que não é verdade! - Olha aqui senhora… - Senhora não pois sou apenas 20 anos mais velha que você. - Quem é você afinal e oque faz no meu quarto e o mais importante: que ...

Welistones - O início da saga

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Vou brincar de escrever. Era um daqueles verões recordes em temperaturas altas. calor insuportável na metrópole atrapalhava até os pensamentos mais amenos e confundia tudo num turbilhão de vapores urbanos e atitude pacifica.  Embora ainda o sol nem estivesse disposto a sair ele já estava em seu carro antigo e cheio de problemas tecnicamente incorrigíveis, para seu não tão técnico trabalho.  Como seu carro não tinha ar condicionado - e mal tinha banco para sentar e a porta abria tranqüilamente em velocidades maiores que 50Km/h - vestia uma regatinha amarela de bolinhas, típica de turista, e lá ia embora pela marginal rumo ao seu tão querido trabalho.  Na verdade, nem tão querido assim. Quando criança sua mãe, dona Jacileide, queria por tudo que seu filho se tornasse um homem publico, de honra, poder e prestigio como os filhos do seu patrão seriam com certeza.  Mas com a educação recebida no país até que ele chegou bem perto. Quer dizer, não da...