Fragmentos de Mim
Me percebo em fragmentos, onde cada parte de mim serve a uma função do outro.
Na massagem, sou um corpo sem rosto.
No trabalho, uma mente estratégica que resolve problemas designados; sem sentimentos, sem atividades outras.
Na academia, sou movimento.
Na rua, sou sombra.
No restaurante, fome. No banho, sujeira.
No sexo, prazer. No consultório, uma boca que fala e um corpo que talvez sinta.
Sinto-me fragmentada quando acordo e vou ter com a vida.
Enquanto apenas eu comigo, luto para me ver inter. Luto para ver as partes que os olhos de fora separam todas juntas, engrenadas, montadas de uma forma ímpar.
É nesse lugar que o fôlego se transforma em eu. Quando atinjo essa integração, me perco nas minhas possibilidades.
Percebo-me imensa, exuberante e total e isso me assusta, pois desconstrói as funções das partes e me faz inteira e presente.
A raiva surge por não ser percebida como me percebo.
Sou coisa social quando saio da caverna;
sou estrela quando brilho dentro de mim.
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