A duas auroras do solo
Hoje, faltando 2 dias para meu aniversário, acordei meio diferente. Embora a dor de cabeça clássica da manhã esteja presente, fruto de uma boa noite de desidratação e sono, eu sinto o solo plano que existe depois da montanha muito perto.
Eu já consigo ver sem aqueles fenômenos visuais de distância que nossos olhos trazem as coisas olhadas de longe. O solo já toma proporções imensas e a natureza ao redor é objetiva, rica e imensamente real.
Não sinto saudades né da escalada ao subir, nem da observação da paisagem onírica que o cume me permitiu e tão pouco da descida dessa montanha que por tanto tempo habitando, hoje me é familiar. Vejo o pouso solo e as possibilidades.
O banho, a comida, a conversa com gente que tem dramas tão intrínsecos a sua gente que vão ser histórias de embalar sonhos.
E o sono… ah… o sono despreocupado de quem venceu a etapa com vida, pois a montanha é traiçoeira e qualquer deslize poderia ter se transformado em último suspiro.
Já consigo acenar para as pessoas e, se prestar bastante atenção, consigo ouvi-las me saudando. Estou voltando… diferente, leve e sublimada… já já estou aí…
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