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Pó de lua

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Já foi. Não há madrugada. Ainda é dia e parece que nada aconteceu pois tudo foi rápido. Pó de lua, nua e crua. Reflete em mim tudo aquilo que fiz em você. Não comece ainda antes de partir Há um segredo la fora esperando o tempo certo para se descobrir As ruas quietas, as mentes alertas e a sensação quase certa de que não estas mais aqui. Olhando para mim eu vejo um vulto. Quase um intruso lento que perturba um tumulto que acontece não muito longe do meu coração Abri os olhos antes de terminar o pensamento Senti o vento e percebi que a tempestade anuncia que algo não vai bem aqui dentro. Dentro do meu firmamento eu sigo querendo fugir. Não comece ainda antes de me ouvir Há coisas acontecendo lá fora esperando o tempo certo para sumir Há riquezas querendo comprar, corpos querendo abraçar e rosto que nunca vi parecem pertencer ao mesmo lugar que vim Daqui de dentro, minha ótica turva me mostra qual diferente estou. Como se tudo que sou valesse apenas para comprovar...

E chega o fim que é o começo

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Então pode ser que a nossa infancia tenha sido mais feliz, diferente. Por este motivo assistimos ainda desenhos e jogamos videogames e pode ser que este habito se estenda até a nossa velhice. É a tendencia. A tendencia também é a gente esperar menos da vida, esperar menos emoções, mascarar mais os sentimentos e sair por ai vivendo com a cara mais blasé possível quando na verdade a gente queria estar livre. Quando eu era mais nova - pensando bem a questão não é a idade e sim a maturidade - mais imatura as coisas que envolviam sentimentos eram tão grandes e avassaladoras e hoje estão mais desconfiadas e contidas. Eu me lembro que sempre achava romanticamente que haveria o UM que chegaria e acabaria de forma muito anatomica (com a realidade que estivéssemos inseridos) passando o resto de seus dias junto aos meus. Ai você teima nessa filosofia, leva uns tropeços da vida por conta de estar em desalinho com a realidade e passa a entender que existem mais variáveis do que aquelas que a...

Sobre batalhas e letras

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Nesses últimos dias eu estou muito escritora. Escrevo meus livros, escrevo cartas, escrevo aqui ( o que não fazia a muito tempo...) Hoje, aliás esta semana eu estou me sentindo mais integrada. Socialmente, num nível universal da coisa toda, como se eu agora, finalmente tivesse entendido alguns motivos de algumas circunstancias. Acho que novamente é aquela coisa louca de começar a colocar as energias para rodar e fazer as coisas acontecerem. Me sinto bem quando estou "lutando" por algo ou alguma coisa seja qual for o ambito. Parece que me renova e me dá um animo maior até quando algumas batalhas ficam perdidas. Acho que em alguma vida passada, levando em consideração toda a minha eternidade, devo ter sido muitas vezes uma guerreira que saia a campo para defender os seus ou mesmo uma pessoa que precisava lutar muito para conquistar suas coisas. Isso me parece muito inato em mim. Não vem me dizer que isto é normal do ser humano pq tem muita gente que se esconde dentro...

Reflexos

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Hoje acordei meio preocupada, com uma sensação de urgência misturada com impossibilidade de fazer algo. Sonhei que haviam guerras nas Américas e o mundo todo se convergia para elas e neste cenário a autoridade militar tomava conta da situação tal qual um golpe de estado misturado com cenas de filmes da Marvel. Mas na realidade não é nada disso que me preocupa hoje porque esta guerra tem reflexos diretos com a que acontece dentro de mim. Hoje eu vivo no mundo de forma bem distante das corriqueirices, tentando entrar para dentro de mim, me conhecer e me melhorar para alguma coisa maior que acredito que exista depois disto tudo. Na verdade não sei o que significa exatamente aquele lance de "macacos" e "bananas" e um cara com um nome comum envolvido, imagino que seja um jogador de futebol famoso. Ando alienada do mundo. Não vejo TV aberta, não entro no transe coletivo que os canais populares gostam de nos induzir com noticias tristes e dramáticas. Também tenho...

Um sonho de verdades

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Então eu tive um sonho. Bem estranho e possivelmente não vou esquecer tão cedo. Sonhei que estava em um hospital em uma dimensão qualquer onde eu fazia exames. E o médico descobriu que eu tinha poucos dias de vida e ia me contar. Ele estava com certa dificuldade de me contar que agora teria prazo de expiração pois eu estava sozinha ali naquele hospital. Mas era clara a resposta dele. Se via pelo olhar e pela energia que ele passava ao chegar ao meu lado, sentar e sorrir desanimadamente com alguns papeis e radiografias e outras coisas que resultam de um grande vasculhar dentro de mim. Acordei sem ouvir a resposta do médico. Aos poucos, após eu ter feito a pergunta fatídica "vou morrer quando?" tudo foi perdendo a forma e a vida voltou para dentro do meu quarto. Deste dia em diante comecei a pensar na minha vida, no que estou deixando de legado, de exemplos, de lembranças. Tem um lado meu, bastante egocentrico, que diz que eu combati um bom combate e que já não há muit...

labirinto

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Eu sempre me perco dentro de mim. É engraçado constatar isto depois de tanto tempo vivendo um labirinto tão imenso, algumas vezes tão sombrio.  E alguns nortes acontecem esporadicamente ao longo dessa caminhada de viver que fazem parte de novas direções. Alguns aparecem com placas imensas, piscando neon e avisando o caminho em auto falantes. Outrs, mais discretos, são sinais escritos em areia e ao menor dos ventos se apagam, exigindo de mim rápida atenção e uma memória aprimorada. Novamente apareceu uma placa mas esta é muito engraçada pois parece aqueles anuncios de pessoas perdidas que algumas vezes saem nas embalagens de leite. Ele é tão sutil e eu poderia bebe-lo e depois joga-lo fora porém é tão urgente. O mais engraçado disso tudo é que no anuncio não fala para qual direção devo rumar. Ele fala de coisas que ainda não entendo mas me passa a impressão de que devo seguir em frente. Talvez seja isso. Simplesmente isso: seguir em frente. Mas porque este me desperta ta...

Entendi...

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Sou uma pessoa muito prática. Racional e prática. Tive que aprender a ser. Talvez às custas de sufocar uma série de irracionalidades e complicações, mas saiu uma criatura assim como eu e serviu bem e com louvores até agora, à causa chamada viver. Só que uma hora a chaleira apita, fervilham as emoções e como elas não tem controle quando não se conhece, é sinal que a hora de vesti-las e deixar-se envolver chegou. Alguma coisa parecida com uma lagarta que vira pupa e depois luta para sair do casulo e se tornar borboleta. Ainda que tudo seja diferente, um universo ainda não mapeado e desvendado por mim, onde os caminhos, comportamentos e atitudes eu sequer sei quais usar, tô indo. Acho até que as emoções tem sido bastante gentis com esta novata no ramo, revelando-se de forma suave e firme. Assustam pelo tamanho e pela independência que possuem mas por outro lado, tem seus aspectos gentis. Talvez eu tenha buscado esse encontro com o "irracional" e "não prático" d...